sexta-feira, 1 de maio de 2020

Auxílio emergencial: Mais de 32 milhões de pessoas foram rejeitadas

Até o momento, Governo Federal já processou
mais de 96 milhões de cadastros.

O governo federal já processou 96,9 milhões de cadastros inscritos no programa de auxílio emergencial de R$ 600 e rejeitou o pagamento para 32,8 milhões de pessoas. Segundo o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, os CPFs dessas pessoas foram analisados pelo sistema e considerados inelegíveis, segundo as regras do programa.

"São pessoas que não tinham, perante a legislação, a habilitação. Isso demonstra claramente que houve as tentativas de burla à legislação, e isto acabou dificultando a rapidez da análise daqueles que tinham direito", afirmou nesta quinta-feira (30) o ministro em coletiva de imprensa para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, no Palácio do Planalto,.

O auxílio emergencial foi um programa aprovado pelo Congresso Nacional para assegurar o pagamento de uma renda básica no valor R$ 600 a trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa, durante três meses, por causa dos efeitos da pandemia.

Segundo Lorenzoni, até esta quinta-feira o governo terá concluído a análise de todos os cadastros feitos até o dia 26 de abril. Está previsto, na próxima semana, o pagamento a mais 5 milhões de pessoas que tiveram o auxílio aprovado nos últimos dias.

O ministro também informou que cerca de 13,6 milhões de cadastros ainda não tiveram a análise concluída porque o sistema acusou duplicidade de informações, que é quando mais de um membro da mesma família realiza o cadastro no programa.

"Nós temos CPFs inconclusos. [O problema] pode estar na composição familiar, onde o pai registra uma família, a mãe registra a mesma família e nós não podemos fechar porque precisamos ter clareza de quem é o cabeça desta família", explicou o ministro.

Nestes casos, o ministro recomenda que as famílias baixem a nova versão do aplicativo e ajustem as informações. Para acelerar a análise, nos casos em que uma mãe e um pai cadastraram uma mesma família, informando também o CPF dos filhos, o sistema vai considerar como chefe dessa família a mãe, que é quem poderá receber o recurso, se atendidos os requisitos do programa.

O Ministério da Cidadania informou que, até agora, cerca de 50 milhões de pessoas foram consideradas elegíveis para o recebimento do auxílio emergencial. O governo liberou, até agora, cerca R$ 123 bilhões em crédito extraordinário para custear o programa.

Saque em espécie - O saque o auxílio emergencial teve início na segunda-feira (27). O saque pode ser feito em caixas eletrônicos da Caixa, nas unidades lotéricas e nos Caixa Aqui, a partir do mês de nascimento do beneficiário. Para ter acesso ao dinheiro em espécie, é preciso atualizar o app Caixa Tem, fazer o login e selecionar a opção "saque sem cartão" e informar o valor a ser retirado. Só assim o aplicativo vai gerar o código autorizador com validade de duas horas.

Confira o calendário:

02 de maio – nascidos em setembro e outubro

05 de maio – nascidos em novembro e dezembro

Quem pode receber o auxílio?

O governo estipulou regras para o recebimento da quantia. São elas:

- ser maior de 18 anos de idade;

- não ter emprego formal;

- não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;

- renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); e

- não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

- exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);

- ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);

- ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou

- ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.
Aplicativo para solicitar R$ 600 está disponível

O Governo Federal e a Caixa disponibilizaram a página na internet e o aplicativo por meio do qual trabalhadores informais podem solicitar o coronavoucher, como ficou conhecido o auxílio emergencial de R$ 600, em virtude do novo coronavírus (covid-19).

O app deve ser usado pelos trabalhadores que forem MEIs, trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS. Aqueles que já recebem o Bolsa Família ou que estão inscritos no CadÚnico não precisam se inscrever pelo aplicativo ou site. O pagamento será feito automaticamente. Os trabalhadores que não tiverem acesso à internet poderão fazer o cadastro nas agências da Caixa ou nas casas lotéricas.

Baixe o aplicativo



Veja como se cadastrar no app

Ao acessar, clique em "Realize sua solicitação";

Confira na tela seguinte se possui os requisitos necessários;

Se possuir, clique em "Declaro que li e tenho ciência que me enquadro em todas as condições acima" e em "Autorizo o acesso e uso dos meus dados para validar as informações acima";

Na sequência, clique em "Tenho os requisitos, quero continuar" para prosseguir com o cadastro;

Na próxima tela, informe seus dados completos e clique em "Não sou um robô" e em "Continuar";

Na tela seguinte, informe a renda, o ramo de atividade, estado e cidade;

Na próxima, preencha os dados das pessoas que moram com você;

Depois você diz se quer receber em conta já existente ou criar uma poupança digital;

Após informar a opção, você deve fornecer seu documento (RG ou CNH);

Depois de fazer o cadastro, é possível acompanhar se vai receber o auxílio emergencial, consultando no próprio site ou aplicativo.

Em caso de dúvidas, a Caixa disponibiliza a central telefônica 111. Não será possível se cadastrar no programa pelo telefone, somente tirar dúvidas. 

Quanto é pago e por quanto tempo

Cada pessoa que tiver direito deve receber R$ 600 por mês, durante três meses. A lei prevê a possibilidade de o governo prorrogar o benefício enquanto durar o estado de calamidade pública por causa da covid-19. Cada família pode acumular, no máximo, dois benefícios, ou seja, R$ 1.200. A mulher que sustentar o lar sozinha terá direito a R$ 1.200.

Agência Brasil

Saiba tudo sobre o Remdesivir, remédio que acelera a recuperação dos pacientes com coronavírus

Antiviral foi desenvolvido pela primeira vez
para tratar o Ebola, uma febre hemorrágica viral.

O remdesivir acelera o tempo de recuperação em pacientes com covid-19, de acordo com um importante estudo realizado nos Estados Unidos, tornando-se o primeiro medicamento com benefícios comprovados contra a doença.

O que é o remdesivir?

O Remdesivir é um antiviral experimental de amplo espectro fabricado pela farmacêutica americana Gilead Sciences, que foi desenvolvido pela primeira vez para tratar o Ebola, uma febre hemorrágica viral.

Em 2016, esse remédio entusiasmou os pesquisadores em um estudo realizado com primatas, e foi usado durante uma importante pesquisa na República do Congo, sendo comparado com outros três medicamentos.

No entanto, esse estudo, entretanto, foi concluído em 2019 porque o medicamento não conseguiu aumentar as taxas de sobrevivência como os outros dois anticorpos monoclonais, proteínas do sistema imunológico projetadas em laboratório.

Em fevereiro, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID) anunciou que o remdesivir seria novamente testado, dessa vez em uma pesquisa sobre o SARS-CoV-2, o patógeno que causa o COVID-19, porque era promissor em testes em animais contra os coronavírus SARS e MERS.

Qual a sua eficácia?

Na última quarta-feira, o NIAID anunciou os resultados de seu estudo, que contou com 1.000 pessoas e teve como conclusão que pacientes hospitalizados com problemas respiratórios por COVID-19 tratados com a droga melhoraram mais rapidamente do que os casos resolvidos com um placebo.

Os pacientes que tomaram o medicamento se recuperaram em média 31% mais rápido.

"Embora os resultados tenham sido claramente positivos, do ponto de vista estatisticamente significativo, eles foram pequenos", disse nesta quinta-feira Anthony Fauci, cientista chefe do NIAID.

Em outras palavras, funciona, mas não é uma cura milagrosa.

No entanto, ele pode abrir o caminho para melhores tratamentos, assim como os primeiros medicamentos desenvolvidos para o tratamento do HIV nos anos 80, muito menos eficazes do que os usados atualmente.

Os resultados sugeriram que o remdesivir poderia reduzir as taxas de mortalidade de 11,7% para 8,0%, mas esses dados são considerados menos confiáveis estatisticamente.

Por que há resultados variados?

As descobertas do estudo liderado pelos EUA foram anunciadas no mesmo dia em que a The Lancet publicou os resultados de um estudo realizado em menor escala com o mesmo medicamento, no qual não encontrou benefício estatístico no remdesivir.

Este estudo ocorreu com pouco mais de 200 pessoas em Wuhan, na China, e foi um estudo controlado de forma aleatória, que é forma considerada de mais alto padrão na avaliação de um tratamento.

Esse estudo, no entanto, teve que ser interrompido por não recrutar pacientes suficientes. Seu tamanho foi aproximadamente cinco vezes menor do que o estudo realizado pelos Estados Unidos.

"Os números dos testes são muito pequenos para tirar conclusões objetivas", disse Stephen Evans, especialista em estatística médica da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Quando estaria disponível?

O remdesivir já foi administrado a pacientes em todo o mundo, em ensaios clínicos e também fora deles, em resposta aos "pedidos de uso compassivo" da Gilead para conseguir acessar algumas emergências.

Nos Estados Unidos, espera-se que a agência federal de Alimentos e Medicamentos (FDA) emita uma "autorização de uso emergencial" em breve, o que aumentaria ainda mais seu uso, antes de sua aprovação formal.

"Eu estava conversando com o comissário da FDA ontem à noite, e tudo está acontecendo muito rápido", disse o epidemiologista e assessor do presidente americano, Donald Trump.

"Eles ainda não tomaram uma decisão final, não a anunciaram, mas eu diria que chegaremos a ela em breve".

Como o medicamento é complexo de fabricar e é administrado por injeção e não por pílulas, há dúvidas sobre se o abastecimento será limitado a uma fase.

Em carta aberta divulgada na última quarta, Daniel O'Day, presidente da Gilead, informou que a empresa tem 1,5 milhão de doses prontas ou quase prontas. "Estimamos que seriam (disponibilizadas) 140.000 tratamentos com base em uma duração de 10 dias", disse ele.

Outro estudo mostrou que cinco dias são tão eficazes quanto usá-lo em 10 dias. Isso significa que "podemos aumentar significativamente o número de tratamentos disponíveis, que a Gilead está comprometida a doar", disse O'Day.

Como funciona?

O remdesivir pertence a uma classe de medicamentos que ataca diretamente o vírus.

É o chamado "análogo de nucleotídeo", que imita a adenosina, um dos quatro componentes básicos do RNA e do DNA. "O vírus não toma muito cuidado com o que incorpora", disse o virologista Benjamin Neuman, da Texas A&M University.

"Os vírus normalmente tentam ser rápidos e mudam a velocidade como forma de precaução", alertou.

O remdesivir é incorporado de forma silenciosa ao genoma do vírus em vez da adenosina, causando um curto-circuito no seu processo de reprodução.

Nesta quinta-feira, o diretor médico do Gilead, Merdad Parsey, disse que além dos pacientes que tiveram sintomas por menos tempo e aparentaram responder melhor ao medicamento, parece que a droga provocou algum benefício entre os que estavam em estado mais crítico.

Isto se deve ao fato de que o vírus desencadeia uma reação imune anormal chamada de tempestade de citocina, responsável pela lesão nos pulmões. "Ao limitar a replicação viral, reduz a inflamação e o volume de pessoas que desenvolvem lesão pulmonar, suspendendo mais rapidamente o uso de respirador", explicou Parsey.

AFP

COVID-19: "Vírus não foi criado pelo homem", afirma inteligência dos EUA

Conclusão derruba teorias conspiratórias que insinuam que o novo
coronavírus foi desenvolvido por cientistas chineses.

Os serviços de inteligência dos EUA concluíram que o novo coronavírus teve origem na China, mas "não foi criado pelo homem". "A comunidade de inteligência concorda com o consenso científico de que o vírus não foi feito pelo homem ou geneticamente modificado", disse um comunicado assinado por Richard Grenell, diretor de inteligência nacional.

A conclusão derruba teorias conspiratórias veiculadas por ativistas anti-China e alguns apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, insinuando que o novo coronavírus foi desenvolvido por cientistas chineses em um laboratório de armas biológicas, do qual acabou escapando.

"A comunidade de inteligência continuará a examinar rigorosamente as informações que surgirem para determinar se o surto começou por meio do contato com animais infectados ou se foi o resultado de um acidente em um laboratório de Wuhan", diz o texto.

Segundo a imprensa americana, Trump pediu aos serviços de inteligência que determinassem a origem do vírus, atribuído a um mercado de Wuhan, antes do surgimento de suspeitas de falha de segurança em um laboratório daquela cidade. O comunicado de ontem foi divulgado depois que o presidente americano afirmou não descartar a possibilidade de pedir uma compensação ao governo de Pequim pela pandemia.

Segundo pesquisa recente da Pew Research, 29% dos americanos acreditam que o vírus tenha sido criado em laboratório e, destes, 23% acham que ele foi disseminado intencionalmente.

Autoridades americanas, no entanto, com base em relatórios e análises de inteligência, estão dizendo há semanas que não acreditam nas teorias conspiratórias. Na quarta-feira, a rede de TV NBC informou que a Casa Branca tinha ordenado a todas as agências de espionagem que "varressem" as comunicações interceptadas, dados e imagens por satélite para averiguar se a China e a Organização Mundial de Saúde (OMS) esconderam no início informações sobre o que mais tarde se tornou uma pandemia.

Trump, que culpa a China pela crise de saúde global, disse ontem acreditar que a maneira como o governo chinês está lidando com o coronavírus prova que ele "fará tudo o que puder" para impedi-lo de se reeleger em novembro.

Na China, também há teorias conspiratórias e algumas autoridades promoveram a ideia de que os soldados americanos introduziram o vírus no país durante sua participação nos Jogos Mundiais Militares de Wuhan, em outubro.

Em entrevista no Salão Oval, Trump falou ontem da China com dureza e afirmou que está estudando diversas opções contra o país. "Posso fazer muita coisa", afirmou, sem dar detalhes. "Acabamos de ser atingidos por este vírus atroz que nunca deveriam ter permitido que escapasse da China. Eles (os chineses) deveriam tê-lo detido na origem - e não o fizeram", disse o presidente.

Ele se reuniu ontem com os diretores de alguns departamentos do governo para estudar possíveis represálias contra a China. Segundo fontes que participaram da discussão, entre as opções estão sanções e a suspensão de pagamentos devidos pelos EUA, além de novas restrições comerciais. Os serviços de inteligência, portanto, estariam sofrendo enorme pressão da Casa Branca para encontrar alguma coisa que justifique a reação americana.

Agência Estado

Por que Zaqueu nunca falou da emenda de Eduardo da Fonte?

Segundo o Blog do Néu, Eduardo destinou uma emenda de R$ 600 mil para Garanhuns, para atender um
pedido de seu ex-sogro, Carlos Wilson que sempre teve amizade com Izaías e apreço pela cidade.

O vereador Zaqueu Lins está tentando a todo custo dizer que o deputado federal Eduardo da Fonte colocou uma emenda para a construção de uma Unidade Básica de Saúde atendendo a um pedido seu. Vamos aos fatos!

Ontem, o Blog do Néu, que é autor dessa matéria, publicou em primeira mão a verdadeira história, com a colaboração de informações repassadas pelo prefeito Izaías Régis. De acordo com o prefeito, o deputado Eduardo destinou uma emenda de 600 mil reais para atender um pedido de seu ex-sogro, Carlos Wilson (in menorian) que sempre teve amizade com Izaías e apreço por Garanhuns. Foi quando, em 2018, o deputado decidiu atender.

Mas agora, dois anos depois, o vereador que é aliado do deputado, quer a todo custo, dizer que esse dinheiro foi ele quem conseguiu com o deputado. Fez até um vídeo mostrando a construção, lá dentro como se estivesse “fiscalizando” a obra (só faltou o capacete branco pra completar a cena) e através dos seus correligionários espalhou a produção visual pra todo mundo ver. Tudo pra se promover politicamente, já que botou na cabeça que quer ser prefeito.

Depois que publicamos a verdade dos fatos ontem aqui, fontes ligadas à Câmara de Vereadores, informaram que o vereador se apressou em pedir ajuda ao deputado para não passar por mentiroso. Obviamente o deputado não poderia negar a ajuda (afinal AGORA são aliados) e no começo da noite mandou uma nota, dizendo que a emenda teria sido um pedido de Zaqueu. Ao dizer isso, o deputado Eduardo da Fonte implicitamente chamou o prefeito Izaias de mentiroso. O curioso é que até o nome da cidade, escreveu errado: GUARANHUNS, talvez pelo fato de ser forasteiro. 

Recebemos a nota e em seguida fizemos alguns questionamentos, como por exemplo, como foi feito esse pedido do vereador; em que dia isso aconteceu; se existe algum documento que prove isso (desde que não seja desses ofícios que se recebem colocando data de 10 anos atrás).

Perguntamos também se o deputado é acostumado a atender pedido de vereadores que não são seus aliados e que inclusive votam contra ele, ou se o caso de Zaqueu foi uma exceção em sua trajetória política. A pergunta é pertinente porque o deputado de Zaqueu era Silvio Costa Filho. Confrontado com essas duras questões, o deputado preferiu não responder.

Mas a principal pergunta é mesmo para o vereador Zaqueu. Por que só agora, mais de dois anos após o deputado destinar a emenda, é que o senhor resolveu cantar de galo dizendo que foi o responsável por solicitar tal investimento? Foi falha da assessoria ou o senhor realmente não achou importante dizer à época, que havia solicitado a emenda? Será mesmo vereador, que o prefeito que tanto lhe ajudou ao longo dos últimos anos, agora merece ser chamado de mentiroso? Sua consciência de cristão que diz ser, está tranquila com essa história toda?

É bom pensar bem antes de fazer vídeos assim, pra não ficar tão feio como ficou agora.