quinta-feira, 26 de março de 2020

POSTO IPIRANGA DO GOVERNO: Para Paulo Guedes, economia brasileira aguenta isolamento só até o próximo dia 7 de abril

Dentro do Ministério da Economia, data é vista como limite para
que estabelecimentos permaneçam fechados sem impactos mais graves.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou ao presidente Jair Bolsonaro que estimulasse o retorno gradativo da atividade econômica em até duas semanas, para mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus para as contas do país e o avanço do desemprego. A avaliação de membros da pasta comandada pelo ministro é de que a economia do país não suportaria passar pela crise se a recomendação de isolamento e estabelecimentos fechados perdure até depois do dia 7 de abril.

A data é vista como chave por integrantes graduados da equipe econômica para que o país consiga se recuperar, de forma mais rápida, dos impactos econômicos acusados pela pandemia. Em condição de anonimato, um secretário do alto escalão da pasta resumiu a leitura da equipe: “Às vezes o excesso de remédio é que mata o paciente”. Contudo afirmou que Guedes respeita as orientações do Ministério da Saúde.

Desde o início da semana, o ministro isolou-se no Rio de Janeiro. Os testes para o novo coronavírus, segundo a assessoria de imprensa do Ministério, deu negativo. Aos 70 anos, porém, Guedes faz parte do grupo de risco de complicações se contrair a doença e tem despachado de casa. Ele tem participado de reuniões com o secretariado e com o presidente por videoconferência.

Talvez por isso, na última segunda-feira 25, o presidente Jair Bolsonaro tenha recomendado o chamado isolamento vertical, defendendo a reabertura de escolas e comércio e, apenas, isolando idosos e pessoas com doenças prévias — ignorando todas as recomendações do seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Organização Mundial da Saúde.

Veja

REMÉDIO PODERÁ SER USADO NO COMBATE A COVID-19: Primeiro estudo com hidroxicloroquina no País terá resultado em dois meses

Pesquisa envolverá 1,3 mil pacientes de 70 hospitais do País;
iniciativa será coordenada por Einstein, Sírio e Hcor.

O primeiro estudo clínico do País a testar o uso da hidroxicloroquina para tratamento de infecção pelo coronavírus terá seus resultados divulgados em dois ou três meses e envolverá 1,3 mil pacientes e 70 hospitais.

A iniciativa, batizada de Coalizão Covid Brasil, será coordenada pelos Hospitais do Coração (HCor), Albert Einstein e Sírio-Libanês em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet) e o Ministério da Saúde. O laboratório EMS participará das pesquisas com a doação de parte dos medicamentos que serão utilizados na investigação.

Os cientistas dividiram o projeto em três pesquisas. Nas duas primeiras, a hidroxicloroquina será testada sozinha ou em conjunto com um antibiótico. Na terceira pesquisa, o teste será feito com dexametasona, anti-inflamatório corticoide. Os três estudos serão feitos simultaneamente e avaliarão o resultado dos remédios em pacientes com diferentes níveis de gravidade.

O primeiro projeto de pesquisa será voltado para pacientes internados, mas que não precisam de altas doses de oxigênio nem ventilação mecânica. Os 630 participantes dessa fase serão divididos em três grupos: um deles receberá somente a hidroxicloroquina, o segunda receberá o mesmo remédio associado ao antibiótico azitromicina e o terceiro será o grupo controle, que não receberá nenhuma dessas medicações. "Nesse caso, vamos avaliar se a medicação acelera a melhora e previne complicações no caso de uma infecção", explica Alexandre Biasi Cavalcanti, superintendente de pesquisa do HCor.

O segundo estudo será feito com 440 pacientes com quadros mais graves, que precisam de algum tipo de suporte respiratório. Eles serão divididos em dois grupos: o que receberá somente a hidroxicloroquina e o que será tratado com a combinação dos dois remédios testados no primeiro grupo. A ideia é saber se a hidroxicloroquina tem eficácia no tratamento da infecção e se seus efeitos podem ser potencializados com o uso conjunto com a azitromicina. 

Já a terceira pesquisa terá como alvo 284 pacientes em estado crítico, que precisam de ventilação mecânica invasiva (intubação). Estes serão divididos em dois grupos: metade receberá a dexametasona e o restante não tomará a medicação, ficando apenas com as medidas padrão de suporte respiratório.

"As duas primeiras já receberam o aval da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) em tempo recorde. Os protocolos ficaram prontos no fim da semana passada e foram aprovados em poucos dias", destaca Otávio Berwanger, diretor de pesquisas clínicas do Einstein. Os pesquisadores contam que ao menos 35 hospitais já foram habilitados para participar do estudo e esperam que esse número chegue a 70. 

Remédios a base de cloroquina têm registro há anos no Brasil para tratamento de doenças como artrite, lúpus e malária, mas ganharam destaque nos últimos dias após testes preliminares feitos por chineses e sul-coreanos mostrarem que as drogas são efetivas em limitar a replicação do novo coronavírus in vitro e provocar melhoras em pacientes tratados com o remédio.

Os testes internacionais, porém, foram feitos com um número pequeno de participantes, o que faz com que as evidências científicas sejam pouco robustas. Mesmo assim, diante da falta de uma medicação específica para a covid-19, hospitais brasileiros já estão oferecendo o remédio de forma compassiva a pacientes em estado crítico.  Esse tipo de uso ocorre quando uma droga pode ser utilizada mesmo sem estudos suficiente, contanto que em casos de pacientes graves, sem outras opções terapêuticas.

Estadão

FIQUE LIGADO: Seleção oferece 670 vagas na área de saúde em PE

Inscrições são gratuitas e seguem até o dia 28 deste mês. Profissionais
selecionados irão trabalhar no Hospital Oswaldo Cruz, em Recife.

O Governo de Pernambuco abriu, nesta quarta-feira (25.03), inscrições para selecionar 670 profissionais de saúde para atuar no complexo hospitalar da Universidade de Pernambuco (UPE). Os profissionais serão utilizados no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), centro de referência em Pernambuco para o atendimento de casos da Covid-19.

A seleção foi anunciada na última segunda-feira (23), por meio do Decreto N° 48.840, como parte das ações para conter o avanço do novo Coronavírus em Pernambuco. O recrutamento é para a contratação de enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, biomédicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos intensivistas, clínicos, infectologistas e pediatras, além de técnicos em enfermagem e flebotomistas.

As inscrições gratuitas são feitas, exclusivamente, pelo site www.upenet.com.br. O processo seletivo, realizado em uma única etapa eliminatória e classificatória em avaliação curricular, terá validade de 12 meses, podendo ser prorrogável por igual período. A convocação para as contratações será através de publicação no Diário Oficial do Estado e através de e-mail dirigido ao endereço eletrônico constante na ficha de inscrição do candidato classificado.

O resultado final será divulgado no dia 04 de abril. O certame, executado pela Universidade de Pernambuco - UPE, está regido pela Portaria Conjunta SAD/UPE no 036, de 24 de março.

O Complexo Hospitalar da UPE é composto pelo Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), pelo Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam) e pelo Pronto Socorro Cardiológico Universitário (Procape). O candidato que não atender à convocação para a sua contratação, no prazo máximo de três dias úteis, juntamente com a apresentação dos documentos para a comprovação dos requisitos para a contratação, citados no Edital, será considerado desistente, sendo automaticamente excluído do processo seletivo simplificado e será imediatamente convocado outro candidato, respeitadas a classificação geral dos candidatos aprovados.

Fotos: Aluísio Moreira /SEI

Devido a crise do Coronavírus, Governo de Pernambuco lança campanha em que pede doações financeiras a população para ajudar na compra de bens e insumos para rede pública de saúde. Dinheiro doado também auxiliará pessoas em estado de vulnerabilidade social

Contribuições voluntárias não têm valor mínimo ou teto máximo e podem
ser efetuadas tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.

O Governo de Pernambuco adotou mais uma frente de ação para combater a disseminação do coronavírus no estado. Em parceria com a entidade sem fins lucrativos Porto Social, lança uma campanha emergencial para arrecadar doações com o objetivo de custear bens e insumos para atender a rede pública de saúde e auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade.

Com a nova medida, será possível agilizar a compra e reposição de materiais utilizados pelas unidades públicas de saúde durante o período de duração da pandemia. As contribuições voluntárias não têm valor mínimo ou teto máximo e podem ser efetuadas tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.

A fim de viabilizar os depósitos e sua destinação de forma mais rápida possível, um termo de cooperação foi firmado pelo Poder Executivo com a aceleradora e incubadora de iniciativas sociais, que será a operadora dos recursos arrecadados durante o período da campanha. As contribuições devem ser depositadas em nome da Associação Incubadora Porto Social (CNPJ: 25.087.812/0001-47), em conta corrente do Bradesco (AG: 1164 e CC: 50071-2).

“A pandemia do coronavírus só será vencida com a união de todos os setores, do primeiro ao terceiro. A convite do Governo de Pernambuco, nós estamos entrando nessa campanha, convocando toda a sociedade para participar e doar. Esses recursos serão utilizados da melhor forma possível para que esses materiais de saúde sejam adquiridos o quanto antes e ajudem no combate a essa doença”, reforça o presidente do Porto Social, Fábio Silva.

Embora a arrecadação tenha ficado sob responsabilidade da entidade, a utilização dos recursos será definida pelo Comitê Estadual Socioeconômico de Enfrentamento à Covid-19, implementado pelo governador Paulo Câmara por meio do Decreto n° 48.810, publicado no dia 16 de março. As secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Saúde e de Planejamento e Gestão encabeçarão a gestão. Um site será criado e posto no ar, dentro em breve, para informar a população sobre as doações e emprego dos valores arrecadados. 

“Precisamos do envolvimento de toda a população no combate à Covid, pois a situação é inédita em todo o mundo e precisamos dar respostas rápidas para evitar a propagação do coronavírus. Este é mais um mecanismo que se criou para auxiliar no atendimento às pessoas infectadas. Faremos a prestação de contas aos moldes do setor privado, no final do período de crise, com o máximo de transparência possível”, reforça o secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach.

Segue o link com o depoimento do secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach: https://we.tl/t-f1p9gmfPE1