sábado, 1 de fevereiro de 2020

RECEBEM R$ 774 POR MÊS: Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Dom Moura deflagram Greve. Servidores de outros Hospitais Estaduais também cruzam os Braços

Para deflagrar a greve, Sindicato da categoria alega sucateamento dos serviços de Saúde em todo o
Estado; precarização do trabalho por falta de insumos e a desvalorização dos trabalhadores de Enfermagem.

Os Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Hospital Regional Dom Moura (HRDM), instalado aqui em Garanhuns, e de outras unidades Hospitalares do Estado, deflagraram uma Greve Geral na última quinta-feira, dia 30 de janeiro.

Alegando receberem menos de um salário mínimo mensalmente, os Servidores Estaduais, através do Sindicato Profissional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (SATENPE) justificam a paralisação, por tempo indeterminado, ao fato de que “o Governo de Pernambuco deu às costas à Categoria diante das pautas apresentadas: isonomia salarial; adicional noturno; insalubridade; quinquênio e atualização do PCCV”, registra o SATENPE. Informações vindas dos Servidores dão conta que de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem recebem apenas R$ 774,00 por mês.

O Sindicato ainda alega “o sucateamento dos serviços de Saúde em todo o Estado; a precarização do trabalho por falta de insumos e a desvalorização dos trabalhadores de Enfermagem”, que segundo a Entidade, “vem colocando em risco a vida dos pernambucanos que buscam atendimento nesses serviços e na maioria das vezes se deparam com situações degradantes”.
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Um dos diretores do Sindicato, identificado como Josenildo Pereira, esteve reunido com os Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Hospital Regional Dom Moura na manhã da última quinta; onde gravou vídeos defronte ao Hospital. Segundo o Diretor do SATENPE, 70% dos servidores do Dom Moura aderiram à Greve. “Os profissionais que atuam na Emergência e nas UTIS seguem trabalhando normalmente”, frisou Josenildo Pereira.

A POSIÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO - Por meio de nota, divulgada pelo Portal G1, a Secretaria Estadual de Saúde informou que nomeou, desde 2015, quase 8 mil profissionais de diversos níveis nos hospitais estaduais e que "trabalha para manter os hospitais abastecidos de medicamentos e dos insumos necessários para o atendimento à população e atuado para resolver as faltas pontuais", bem como "para resolver os problemas nas estruturas físicas".
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O Governo Paulo Câmara disse, ainda, que "foram também realizadas 11 reuniões de mesas específicas de negociação, além de outras 30 reuniões de mesa geral com as respectivas entidades representativas de classe" e que as negociações "ensejaram acordos com ganhos financeiros para a categoria, a exemplo do início do processo de avaliação de desempenho, que resultou em um aumento salarial de 5% no primeiro ano e de 2,5%, no mínimo, nos anos subsequentes, para os servidores bem avaliados".

A Nota enviada também afirmou que "outra reivindicação atendida foi a extensão da gratificação de desempenho nos períodos de gozo de férias e licença prêmio" e que "o Governo do Estado está à disposição para o diálogo franco e permanente com as categorias do funcionalismo público estadual".

Com informações e imagens do Blog do Carlos Eugênio
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