sábado, 13 de junho de 2020

Governadores do Nordeste condenam incentivo de Bolsonaro a invasão de hospitais e falam em perseguição política

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez a sugestão
aos seus seguidores na última quinta-feira (11).

Os governadores do Nordeste condenaram nesta sexta-feira (12) a sugestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aos seus apoiadores para que entrem em hospitais de campanha e hospitais públicos e filmem o interior para averiguar se os leitos estão livres ou ocupados. A fala do presidente foi feita durante uma transmissão ao vivo no Facebook nessa quinta-feira (11), quando o Brasil ultrapassou a marca de 40 mil mortes e 800 mil infectados pelo novo coronavírus. Ele afirmou que há "ganho político" em aumento do número de óbitos. Na carta divulgada, que conta com a assinatura do governador Paulo Câmara (PSB), os gestores disseram que o chefe do Executivo segue "o mesmo método inconsequente que o levou a incentivar aglomerações por todo o país, contrariando as orientações científicas, bem como a estimular agressões contra jornalistas e veículos de comunicação, violando a liberdade de imprensa garantida na Constituição".

"O Governo Federal adotou o negacionismo como prática permanente, e tem insistido em não reconhecer a grave crise sanitária enfrentada pelo Brasil, mesmo diante dos trágicos números registrados", diz um trecho da carta.

Os gestores ainda comentaram sobre operações da Polícia Federal que investigam se houve possíveis fraudes na compra de respiradores durante a pandemia. " É como se houvesse uma absurda presunção de que todos os processos de compra neste período de pandemia fossem fraudados, e governadores de tudo saberiam, inclusive quanto a produtos que estão em outros países, gerando uma inexistente responsabilidade penal objetiva", pontuam.

"Deixamos claro que DEFENDEMOS INVESTIGAÇÕES sempre que necessárias, mas de forma isenta e responsável. E, onde houver qualquer tipo de irregularidade, comprovada através de processo justo, queremos que os envolvidos sejam exemplarmente punidos", finalizam a carta.

JC Online

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