terça-feira, 19 de maio de 2020

Ex-presidente Fernando Collor pede desculpas por confisco da poupança

 Medida foi adotada por Collor em 1990 como parte de um plano econômico para reduzir a inflação. "Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo", escreveu Collor em seu perfil no Twitter.

O ex-presidente Fernando Collor usou o seu Twitter nesta segunda-feira (18) para pedir desculpas pelo confisco da poupança realizado no seu governo.

O confisco da poupança foi anunciado em 16 de março de 1990, um dia depois da posse do ex-presidente, como uma das medidas do novo governo para derrubar os 80% de inflação ao mês. Em 2010, o ex-presidente já havia se desculpado pelo bloqueio dos recursos na poupança.

"Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos", escreveu Collor em seu perfil no Twitter.
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Além de confiscar a poupança, o plano de econômico do ex-presidente batizado de Brasil Novo também incluía a troca da moeda de cruzado novo para cruzeiro, o congelamento de preços e salários, além da redução do número de estatais e funcionários públicos.

As medidas adotadas por Collor provocaram um colapso na economia em 1990. Naquele ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do país despencou 4,35%.

Atualmente, Collor exerce o segundo mandato de senador por Alagoas. Nas últimas semana, ele tem assumido uma postura mais ativa e participativa nas redes sociais.

"Tem muita gente falando pelas redes sociais do “Novo Collor”. Novo nada, sou eu mesmo. A interatividade é uma oportunidade para desmistificar fatos importantes da minha trajetória', escreveu o ex-presidente no domingo (17).

Acusado de chefiar um esquema de corrupção, Collor renunciou à Presidência em dezembro de 1992.

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