terça-feira, 5 de maio de 2020

Caixa ainda espera análise de pelo menos 6 milhões de cadastros do auxílio emergencial

Banco não divulgou previsão para resposta a esses beneficiários, mas prevê mudanças para
equilibrar o calendário da 2ª parcela a ser paga. (Com informações do JC Online).

Quase um mês após o lançamento do programa para pagamento de auxílio emergencial em virtude da pandemia do novo coronavírus, 6 milhões de beneficiários que se cadastraram no aplicativo Auxílio Emergencial ainda seguem em análise sobre a possibilidade ou não de recebimento do pagamento. 

Até esta segunda-feira (4), de acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de um universo de 96 milhões de cadastros, pelo menos 90 milhões dos inscritos já receberem algum informação quanto ao cadastro ter sido aprovado, negado ou estar inconclusivo (com possibilidade de recadastramento); enquanto 6 de pedidos ainda segue sem saber se serão aprovados ou não. 

Dos 90 milhões que já tiveram alguma resposta, cerca de 50 milhões já receberam o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial, enquanto pelo menos 26 milhões de cadastros foram recusados e 12 milhões foram identificados como inconclusivos (com possíveis erros de preenchimento e possibilidade de recadastramento)

"Estamos ainda sem informação de ao redor de 6 milhões de inscrições que não tiveram a análise completa pela Dataprev e o ministério da Cidadania. Então, nós não temos ainda a possibilidade de pagar. Ou seja, ao redor de 6% do total de cadastrados. Desses, 96 milhões, 90 milhões já têm alguma informação", disse o presidente da Caixa. 

Durante transmissão ao vivo no YouTube, o banco não soube precisar quando divulgará o calendário da segunda parcela dos pagamentos, nem quando terá respostas para os 6 milhões de pedidos em análise. 

"Quando a gente começou a pagar, para as pessoas que já tinham conta foi muito mais simples. Teve mais problemas quando começamos a pagar àqueles que não tinham conta em lugar nenhum. O depósito já tinha sido feito há quase uma semana antes, mas a questão é que uma parcela grande foi às agências, pela necessidade um público mais carente ter uma ajuda", esclareceu Guimarães.

Para a segunda parcela, o banco promete mais organização e equilíbrio entre os grupos de recebimento. "Nós já temos uma base muito mais organizada. A parte inicial de validação não teremos mais, de criar um banco de dados. Iremos equilibrar mais as duas parcelas da população que precisam mais de ajuda, que são os informais sem conta e o Bolsa Família", prometeu.

Para beneficiários do Bolsa Família, os pagamentos da segunda parcela já têm como previsão um calendário entre os dias 18 e 29 de maio. Para os demais, ainda não há calendário. 

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