sábado, 21 de março de 2020

UTILIDADE PÚBLICA: Saiba quais são os sintomas, como acontece a contaminação e como se prevenir contra o coronavírus

Reportagem especial mostra ainda a letalidade do COVID-19; demonstrando também que uma 
pessoa infectada pode transmitir o vírus, em média, para dois ou três indivíduos.

O surto de uma nova doença; a Covid-19, provocada por um tipo inédito de coronavírus surgiu na cidade de Wuhan, megalópole da região central da China, em dezembro de 2019 e já se espalhou pelo mundo por todo o planeta. Os coronavírus são vírus que causam infecções respiratórias como o resfriado comum. Variedades mais agressivas do vírus podem causar pneumonia e síndromes agudas, como a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa) e a MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio).

Sintomas - Embora existam casos assintomáticos, ou seja, não apresentam sintomas; um estudo chinês apontou que os contaminados sofrem com alguns sintomas como febre, tosse, fadiga muscular e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). A SDRA é um tipo de insuficiência respiratória que causa acúmulo de líquidos nos pulmões e redução dos níveis de oxigênio no sangue. Outros sintomas como diarreia, tosse com sangue, dor de cabeça e dor de garganta ocorrem apenas em um pequeno número de pacientes.

Letalidade - Segundo pesquisa do Centro de Controle de Doenças da China, a doença evolui para casos "graves" em 14% dos casos, e "crítico" em 5%. Mas, em geral, o organismo elimina o patógeno e acaba se recuperando espontaneamente. A taxa de letalidade observada entre os primeiros 40 mil casos confirmados laboratorialmente foi de 2,3% — o mais comum é que as mortes ocorram entre idosos e pessoas com problemas prévios de saúde. A taxa de letalidade para pessoas com mais de 80 anos foi de 14,8% até agora, e nas pessoas de 70 a 79 anos foi de 8%.

Outros sintomas e como acontece a contaminação - Neste sábado, (21), o Presidente Jair Bolsonaro anunciou que o Exército Brasileiro já produz um remédio a base de Cloroquina para tratar pacientes infectados com a Covid-19, contudo, até que aqueles que precisam tenham acesso a medicação, o foco mesmo é tratar os sintomas com repouso, hidratação e ventilação; para os que tiverem complicações respiratórias.

Não se sabe ao certo ainda, se o novo vírus vai sofrer alguma mutação e evoluir para algo mais grave. No entanto, especialistas afirmam que alguns cuidados devem ser adotados pelas pessoas desde já, não só como forma de evitar a propagação do coronavírus mas também de outras doenças virais. Normalmente a contaminação ocorre pelo ar, por meio de gotículas expelidas na respiração e por contato direto ou indireto com secreções.

Recomenda-se evitar contato com pessoas contaminadas, mas a transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação do vírus, isto é, quando a pessoa está com o vírus, mas ainda não apresenta sintomas. O cálculo inicial estima que este período varia em torno de 2 a 14 dias, embora um cidadão chinês já tenha apresentado os sintomas após 27 dias. Especialistas acreditam que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus, em média, para dois ou três indivíduos.

Quais as principais formas de prevenção? – Lavar as mãos frequentemente, sobretudo antes de consumir algum alimento, é a principal recomendação. É aconselhável também o uso do álcool gel de forma complementar. Utilize lenço descartável para higiene nasal, cubra nariz e boca quando espirrar ou tossir e evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Especialistas sugerem ainda cozinhar bem os alimentos, principalmente carnes e ovos, e orientar bem as crianças.

                                    Recomendações gerais:


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Cuidados adicionais


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Por que lavar a mão é tão importante?   A maior parte dos microorganismos não cresce nas mãos, mas é transportado por elas até boca, olhos e nariz. Segundo estudos, existem de 39 a 450 mil bactérias em um cm² na ponta do dedo. Embora seja um procedimento básico de higiene, pouca gente lava as mãos de forma eficaz. Uma boa higienização demora, pelo menos, 20 segundos.
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Máscaras podem ajudar na prevenção, mas o indicado não é usar deliberadamente – O medo da epidemia do coronavírus gerou uma corrida por máscaras no Brasil. No entanto, a recomendação, é que apenas profissionais de saúde, trabalhadores de aeroportos e portos que recebem pessoas de fora do país, e pacientes suspeitos no contato com outras pessoas utilizem máscaras.

Existem dois tipos delas: as cirúrgicas e a N95.

A máscara cirúrgica comum, feita de tecido descartável, tem como objetivo primário evitar que o usuário contamine o ambiente. A N95, feita de microfibra sintética e materiais mais densos, é feita para evitar que o ambiente contamine o usuário.

       As máscaras descartáveis têm período de proteção de duas a quatro horas. Depois desse tempo ficam úmidas e perdem a capacidade de barreira. Isto pode gerar uma falsa ideia de proteção, o que pode levar a menos cuidados com as medidas de prevenção e, claro, aumentar os riscos.

         O Globo
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