sábado, 21 de março de 2020

BOA NOTÍCIA PARA O BRASIL: Ministro da Saúde confirma que país testou e já está fornecendo a cloroquina; medicamento que mostrou resultados promissores para o tratamento contra o Covid-19

Henrique Mandetta: “Temos capacidade de produção, já estamos
produzindo e está na prateleira dos pacientes graves".

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta sexta-feira (20) a jornalistas, que o país "já validou" e está fornecendo a cloroquina, medicamento que mostrou resultados promissores em testes para tratamento contra a covid-19, para pacientes mais graves. A Anvisa passou  exigir receita médica para compra do remédio para evitar o uso indiscriminado. “Temos capacidade de produção, já estamos produzindo e está na prateleira dos pacientes graves", disse o Ministro durante conferência com presidente Jair Bolsonaro e empresários. 

O medicamento é registrado no Brasil para tratamento de artrite, lúpus e malária. Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que, apesar dos resultados dos testes em relação a nova doença, "não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento". 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) quer que a venda de medicamentos que contêm cloroquina e hidroxicloroquina seja autorizada apenas com receita médica. A entidade argumenta que a compra e o uso indiscriminado dos medicamentos não é recomendada, além de apontar desabastecimento desses produtos pela compra desnecessária. 

Na falta de uma vacina e de antivirais específicos para tratar o novo coronavírus, pesquisadores em todo o mundo têm investigado, desde o início do ano, se drogas já existentes podem também atuar contra a covid-19. Uma das candidatas é a cloroquina, usada há 70 anos contra a malária, e a hidroxicloroquina, um derivado menos tóxico da droga.

Na quinta, 19, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump pressionou a FDA - entidade responsável por controlar os alimentos e remédios no país - a liberar medicamentos com potencial de tratamento contra o novo coronavírus. Trump alegou que, assim, poderia se chegar a um avanço no tratamento enquanto a vacina contra a doença ainda está sendo desenvolvida. Trump mencionou dois medicamentos. O Remdesivir, que é um remédio antiviral ainda em experimento pela Gilead Sciences Inc’s, e a hydroxycloroquina. 

O estoque de hydroxycloroquina, porém, está em baixa, de acordo com farmácias independentes e a ASHP (Sociedade Americana de Farmacêuticos do Sistema de Saúde, em tradução livre). 

Marlla Sabino e Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

Nenhum comentário:

Postar um comentário