domingo, 3 de novembro de 2019

Jair Bolsonaro parece usar filhos para testar ideias extremas; autoritárias

“Se o pai dita o que os filhos espalham, Bolsonaro mantém 
hoje as ideias de sempre. Tem lógica.”

Caio Coppola, da rádio Jovem Pan, diz que Bolsonaro não devia se exibir como leão, no famoso vídeo – pois quem faz tudo para defender os filhotes não é o leão, mas a leoa. E dizer que os irmãos 000 não têm noção e só criam problemas para o pai é fácil, é óbvio – mas talvez seja errado. Digamos que Bolsonaro, que fundou o clã, que chegou a presidente, seja o chefe dos zeros à esquerda. Isso muda a perspectiva e o transforma em estrategista – um mau estrategista, mas não um idiota. Se fosse idiota não chegaria ao Planalto.

Nenhuma certeza é possível. Mas imaginemos que ideias como fechar o Supremo ou ameaçar com o Ato Institucional nº 5, de nefanda memória, não saiam da cabeça do embaixador que foi sem nunca ter sido; que ele seja o lançador de balões de ensaio, para que o pai, chefe do clã, veja a repercussão que alcançam. Nos dois casos, as ideias foram descartadas, depois que houve reação negativa a elas. Mas vá que uma das sugestões autoritárias seja bem aceita? Bolsonaro teria o campo aberto para tentar implantá-la.

É terrível imaginar que um presidente da República democraticamente eleito planeje guinadas autoritárias e use seus filhos para testá-las. Mas não podemos esquecer que Bolsonaro já defendeu o Ato 5 (“só morreram uns 300”), sustenta que não houve ditadura e já disse que o grande erro dos generais-presidentes foi não ter matado muito mais gente. Se o pai dita o que o filho espalha, Bolsonaro mantém hoje as ideias de sempre. Tem lógica.

          Com informações da Coluna de Carlos Brickmann

Dinheiro Público: Túlio abusa da cota aérea para viajar ao Rio de Janeiro

Apesar de ter sido eleito por Pernambuco, parlamentar usou R$ 7.833,85 de recursos da Câmara dos
Deputados para fazer sete viagens ao Rio de Janeiro, onde mora a namorada Fátima Bernardes.

Conhecido muito mais por ser o namorado da apresentadora global Fátima Bernardes do que pelo cargo público que ocupa, o deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) elegeu-se pelo Estado do Pernambuco, onde é sua base eleitoral.

O parlamentar, no entanto, usou R$ 7.833,85 de recursos da Câmara dos Deputados para fazer sete viagens ao Rio de Janeiro, onde mora a namorada Fátima Bernardes, apresentadora do programa Encontro, da TV Globo. Cada viagem custou, em média, R$ 1.119,00 aos cofres públicos.

De fevereiro, quando tomou posse, a agosto deste ano, o pedetista fez 14 viagens fora do trecho convencional Brasília/Recife/Brasília. Foram gastos R$ 14.843,25. Além do Rio de Janeiro, o deputado viajou duas vezes a Porto Alegre para acompanhar a possível candidata à prefeitura da capital gaúcha, a pedetista Juliana Brizola. 

Com dinheiro público, Gadêlha também esteve em Curitiba onde está preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sila. De acordo com o bilhete aéreo, de 18/07/2019, no valor de R$ 1.620,98, o deputado saiu de Porto Alegre e desceu na capital paranaense.

Um dia depois, o namorado de Fátima estava em Navegantes, Santa Catarina. Outros destinos do deputado com dinheiro da Câmara dos Deputados foram Petrolina (PE), Minas Gerais e Juazeiro do Norte (CE).

Norma - Em 28 de abril de 2009, o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, assinou o Ato da Mesa nº 42 para disciplinar a concessão de transporte aéreo na Casa. O artigo 2º, no entanto, autoriza os deputados a voarem pelo território nacional, utilizando a cota parlamentar, com argumento de que o mandato é “de âmbito nacional”.

          Com informações do MSemBrasília

Alberto Feitosa: “Governador briga, quando deveria atrair usina nuclear”

Durante entrevista, Deputado ainda ponderou: “Paulo tem que dizer se quer ou não a usina, porque Alagoas 
e Sergipe querem. E querem porque é um grande investimento, gerador de renda e emprego.”

Em entrevista, na última sexta-feira (1), ao programa Frente a Frente, ancorado pelo jornalista Magno Martins, o deputado Alberto Feitosa, principal liderança do Solidariedade da base governista na Assembleia Legislativa, não teve o menor constrangimento em bater de frente com o governador. Para ele, Paulo Câmara erra ao acompanhar os demais governadores do Nordeste no enfrentamento ao presidente Bolsonaro e vai na contramão da história, também, ao não se manifestar sobre a possibilidade real de o Estado atrair uma usina nuclear em Itacuruba, investimento de mais de U$ 30 bilhões.

“O governador do Maranhão, que era contra a concessão da base de Alcântara, já mudou de posição e cedeu ao projeto do Governo Federal, adotando uma nova postura”, afirmou. Feitosa disse, ainda, que o governador, diferente do ex-governador Eduardo Campos, tem que pensar, primeiramente, em Pernambuco. “A política que tem que se fazer agora é atrair investimentos e não desenvolver Pernambuco, como fez Eduardo e não estagnar”, advertiu.

Feitosa ressaltou que não está se alinhando ao campo de oposição ao Governo e que fica à vontade para tecer críticas por ser um parlamentar independente. “Minha postura não é de agora, agi assim também com Eduardo”, disse, acrescentando que brigar com a União, como tentam hoje os governadores do Nordeste, é uma política suicida para Estados pobres como os do Nordeste que precisam da União.

Enquanto o governador bate de frente com Bolsonaro, por causa da paternidade do 13º salário do Bolsa-Família, Feitosa toma uma decisão contrária. Foi ontem a Brasília para se encontrar com ministros e saiu de lá elogiando medidas do Governo Federal para reaquecer a economia, gerando empregos e renda. Quanto à usina nuclear, lamentou que Estados de olho no investimento, como Alagoas e Sergipe, já tenham criados comitês para discutir o projeto, enquanto o Estado patina.

“O governador tem que dizer se quer ou não a usina nuclear, porque Alagoas e Sergipe querem. E querem porque é um grande investimento, gerador de renda e emprego. Chegou a hora de Pernambuco deixar a política de lado e trabalhar para atrair investimentos, independente de Bolsonaro ser aliado ou não”, afirmou.

Com informações do Blog do Magno Martins

Câmara: Plenário pode votar MP que cria programa Médicos pelo Brasil

Projeto de lei de conversão do senador Confúcio Moura (MDB-RO) prevê
a reincorporação ao programa, por mais dois anos, dos cubanos que ficaram no Brasil.


A medida provisória que reformula o Mais Médicos (MP 890/19) é o destaque do Plenário na primeira semana de novembro. O texto cria o programa Médicos pelo Brasil com o objetivo de ampliar o atendimento em locais afastados ou com população de alta vulnerabilidade. O projeto de lei de conversão do senador Confúcio Moura (MDB-RO) prevê a reincorporação ao programa, por mais dois anos, dos cubanos que ficaram no Brasil. Poderão pedir a reincorporação aqueles que estavam em atuação no País no dia 13 de novembro de 2018 e permaneceram aqui após o rompimento do acordo entre Cuba e a Organização Pan-Americana da Saúde, que intermediou a vinda dos cubanos para o Brasil.

A análise depende de leitura do ofício da comissão mista que encaminha a matéria.

Atiradores e caçadores - Quanto ao projeto de lei sobre porte e posse de armas (PL 3723/19), o relator, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), apresentará nova versão do texto que será restrita a regras para caçadores, atiradores e colecionadores de armas, conforme acordo entre a maior parte dos partidos na última quarta-feira (30). A parte sobre porte e posse de armas será analisada em outra proposta.

Serviços digitais - Também está pautado o Projeto de Lei 3443/19, que prevê regras para a ampliação da oferta de vários serviços públicos por meio digital em todas as esferas de governo (União, estados e municípios).

Segundo o projeto, de autoria do deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) e outros, todas as plataformas de acesso digital aos serviços públicos que podem ser fornecidos com essa tecnologia deverão fazer referência a uma base nacional de serviços públicos, na qual o cidadão poderá acessar qualquer tipo de serviço digital oferecido pelos órgãos de todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e de todas as esferas de governo (federal, estadual, distrital e municipal).

Zika - Outra MP pendente de leitura de ofício para iniciar a tramitação na Casa é a Medida Provisória 894/19, que institui o pagamento de pensão mensal vitalícia, no valor de um salário mínimo, para crianças com síndrome decorrente do Zika vírus.

Segundo o projeto de lei de conversão do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), o benefício será pago a crianças com a Síndrome Congênita do Zika vírus, conceito que substitui a expressão “crianças com microcefalia decorrente do Zika vírus”. O relator prevê que a troca pode dobrar o número de beneficiados.

Izalci também estendeu a concessão do benefício para as crianças com a síndrome nascidas até o final deste ano. Pelo texto original da MP, o benefício seria apenas para crianças que recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC), se nascidas entre 1° de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2018.

Com informações da Agência Câmara Notícias