domingo, 6 de janeiro de 2019

UFRPE lança edital de concurso. Uma vaga é para Garanhuns

Oportunidades são para candidatos de nível superior e médio/técnico, nas sedes do Recife, 
Garanhuns, Serra Talhada, Cabo de Santo Agostinho e Belo Jardim. (G1/PE – Foto: Vanessa Bahé).

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), lançou um edital para um concurso público com 20 vagas nos campi Recife, Cabo de Santo Agostinho, além de Garanhuns (uma vaga de médico veterinário) e Belo Jardim, no Agreste, e Serra Talhada, no Sertãodo estado. As oportunidades, segundo informa a Universidade, são para candidatos de nível superior e médio/técnico. Os salários são de até R$ 4.180,66.

As inscrições são realizadas do dia 15 de fevereiro até o dia 24 de março, exclusivamente online, pelo site da UFRPE. A taxa de inscrição é de R$ 100 para os cargos de nível superior e R$ 60 para os cargos de nível médio, e deve ser paga até o dia 25 de março, apenas no Banco do Brasil.

Para cargos superiores, há oportunidades nas áreas de administração (6 vagas), enfermagem (1), engenharia civil (1), engenharia de pesca (1), medicina clínica (2), nutrição (1), medicina veterinária, na área de anatomia patológica (1) e segurança pública (1).

Já para postos de nível médio/técnico, as vagas são para técnico de laboratório, na área eletrônica (1) e na área hidráulica (1), técnico em tecnologia da informação, na área de suporte e rede (1) e na área de sistemas (1), além de técnico em agropecuária (2).

Para os cargos de nível médio/técnico, o salário é de R$ 2.446,96. Já para as vagas de nível superior, a remuneração é de R$ 4.180,66.

As provas objetiva e discursiva acontecem no dia 28 de abril. Há, ainda, provas práticas para os cargos de médico veterinário, técnico de tecnologia da informação e técnico de laboratório. Outras informações estão disponíveis no edital do certame.

Lula: "PT deve evitar "bate-boca" e focar em assuntos econômicos"

Ex-presidente orientou partido a concentrar energias em assuntos
que realmente interessam à população. (Estadão Conteúdo – Foto: EBC).

Em conversa com a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, e com a presidente cassada Dilma Rousseff na última quinta-feira, (3), em Curitiba, no Paraná, onde cumpre pena, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo Jair Bolsonaro está usando temas morais ou de comportamento como cortina de fumaça para ações impopulares nas áreas econômica e de direitos sociais. Segundo Gleisi, Lula orientou o PT a não se perder em "bate-bocas" com integrantes do governo Jair Bolsonaro e concentrar energia nos assuntos que realmente interessam à população.

"Lula nos disse para nos posicionarmos na defesa dos direitos do povo e na retirada de conquistas que tivemos até agora. Bolsonaro vai tentar o tempo inteiro jogar com temas de valores, sobre os quais vamos nos posicionar também, para encobrir a verdadeira pauta do governo", disse a presidente do Partido dos Trabalhadores. "Não temos que ficar o tempo inteiro batendo boca com o Bolsonaro", completou.

Alíquota do IR - Ela citou como exemplo a proposta feita pelo presidente Jair Bolsonaro de reduzir o teto da alíquota do Imposto de Renda de 27,5% para 25% e aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). "Ele reduz o imposto para os mais ricos, não fala nada sobre quem ganha até cinco salários mínimos, diz que lamenta ter que aumentar o IOF e ainda põe a culpa no Nordeste", disse Gleisi.

A petista não citou temas específicos, mas enquanto Bolsonaro anunciava as medidas econômicas o tema que dominava as redes sociais era a declaração da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, sobre meninas usarem rosa e meninos, azul.

Brasil: Oferta de Bolsonaro aos EUA gera críticas entre os militares

Proposta, fala de ceder um espaço para a instalação de uma base militar
do EUA aqui no país. (Agência Estado – Foto: Evaristo Sá/AFP).

A possibilidade de o governo do Brasil ceder espaço territorial para instalação no País de uma base militar dos Estados Unidos é desnecessária e inoportuna na opinião de três generais e três oficiais superiores ouvidos nesta sexta-feira, 4, pelo Estado. Admitida em entrevista ao SBT pelo presidente Jair Bolsonaro como uma questão a ser estudada no futuro, a ideia não se afina com a política nacional de Defesa. 

Um dos chefes de tropa lembra que acordos desse tipo só se justificam quando há risco de agressão externa fora da capacidade de reação e capaz de colocar em perigo a integridade da nação - "é o caso do menino fraco que chama o amigo forte para enfrentar os valentões da rua; estamos longe disso", exemplificou.

Na prática, a iniciativa pode ser um fator complicador nas delicadas discussões bilaterais para uso do Centro de Lançamento de Alcântara, da Força Aérea, no estado Nordestino do Maranhão. A posição do complexo e as condições climáticas favoráveis na maior parte do ano contribuem para redução significativa dos custos da operação comercial do transporte espacial para posicionamento de satélites. Os norte americanos gostariam de um aluguel de longo prazo. Os brasileiros, no entanto, querem vender serviços em regime de cooperação - todavia, sem ceder o controle da base.

História - Durante os anos finais da 2.ª Guerra Mundial, a aviação dos Aliados, liderada pelos EUA em larga proporção, negociou a construção em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, de uma gigantesca base aérea. Duas pistas, 700 prédios, 4.600 combatentes e tráfego diário de 400 a 600 aeronaves para lançar ataques contra objetivos no norte da África e sul da Europa. Em 1945, nos termos do acordo firmado entre os presidentes Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt, aviões e pessoal americanos saíram das instalações. Nos quatro anos de operação conjunta da base, a população da capital, Natal, dobrara de 40 mil habitantes para 80 mil.

Documentos do Departamento de Estado registram uma tentativa de prorrogação do pacto de colaboração, em 1946, por um período de 50 anos. A chancelaria do Brasil informou a Washington que a então recém-criada FAB tinha planos próprios para o conjunto. Ao longo do tempo, nenhum outro tratado do mesmo tipo foi negociado.

As Forças Armadas mantêm acordos com organizações militares estrangeiras para receber grupos de treinamento especializado - por exemplo, em disciplinas de guerra na selva - ou para exercícios combinados de combate aéreo. E é só.

Número 2 da Saúde do Governo Bolsonaro é réu por improbidade

Ele e outros seis servidores públicos do DF respondem pela utilização, em 2013, de R$ 6 milhões 
em recursos da saúde pública para reformas em um Instituto apontado como privado. (Estadão Conteúdo).

Nomeado secretário executivo do Ministério da Saúde no governo Jair Bolsonaro, o médico João Gabbardo dos Reis é réu em uma ação de improbidade administrativa no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Ele e outros seis servidores públicos da Secretaria de Saúde do DF respondem pela utilização, ainda no ano de 2013, de R$ 6 milhões de reais em recursos da saúde pública para reformas no Instituto de Cardiologia do DF (ICDF), apontado na denúncia como uma instituição privada. Gabbardo (foto acima), era o superintendente do hospital à época e diz que a denúncia é equivocada. 

O prejuízo estimado seria de mais de R,6 milhões para a saúde pública, em valores corrigidos. A denúncia foi aceita pelo TJ em janeiro de 2018. Gabbardo esteve à frente do ICDF entre 2010 e 2014. Segundo o Ministério Público do DF, o hospital teria sido beneficiado por um procedimento de dispensa de licitação instaurado para a contratação de serviços cardiológicos por parte do ICDF na gestão de Gabbardo.

Porém, os recursos teriam sido usados para aquisição de equipamentos e reformas realizadas no hospital, "sem contrapartida para a Administração Pública e, assim, com prejuízo ao erário", diz o MP, que alega que os seis servidores da Secretaria de Estado de Saúde do DF teriam atuado para a execução do contrato. "O réu João, agente particular, representante legal do ICDF, teria concorrido para a contratação ao passo que o réu ICDF teria se beneficiado do ato ímprobo, também na qualidade de agente particular", pontua o juiz Daniel Eduardo Branco Carnacchioni ao aceitar a denúncia.

O Diário Oficial do DF registra a ratificação de dispensa de licitação na edição de 5 de novembro de 2013. O registro aponta que os R$ 6 milhões deveriam ser utilizados para "contratação de serviços cardiológicos, objetivando a reestruturação dos serviços de média e alta complexidade para atendimento de pacientes com enfermidades cardiovasculares visando ser centro de excelência no atendimento, durante a realização da Copa do Mundo."

Para Gabbardo, o hospital é público. "O Instituto de Cardiologia faz a gestão do hospital. O patrimônio é das Forças Armadas, do governo federal", disse o secretário ao Estado. "É uma denúncia absolutamente equivocada de que se usou recurso público para reformar um hospital privado. O hospital não é privado. Ele é público."

No site do ICDF, o hospital informa ser uma instituição privada sem fins lucrativo.

O Ministério Público pede a suspensão dos direitos políticos de todos os réus por cinco anos, a perda de função pública aos agentes públicos envolvidos, o pagamento de multa , a devolução na íntegra do valor recebido e que o ICDF ainda seja proibido de ser contratado pelo poder público por três anos.

Venezuela: Assembleia quer evitar mais um mandato de Maduro

De acordo com deputado Juan Guaidó, Presidente venezuelano
''desmantelou o estado de direito''. (ABR – Foto: AFP).

Após ser eleito presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o deputado Juan Guaidó, do Partido Vontade Popular, disse neste sábado (5) que o Parlamento vai atuar para impedir mais um mandato do presidente Nicolás Maduro, cuja posse está marcada para esta quinta-feira (10). "Que ninguém duvide que faremos tudo o que temos a fazer para cumprir o nosso dever: lutar contra a usurpação, defender e representar o Estado e preparar as bases para a reconstrução do país", afirmou.

Segundo Guaidó, o roteiro para "restabelecer a ordem constitucional" no país passa por três etapas: "cessação da usurpação, governo de transição e eleições livres para responder imediatamente à crise". "O povo da Venezuela e a comunidade internacional podem ter certeza de que, como presidente da Assembleia Nacional, assumiremos a responsabilidade de tomar todas as decisões necessárias para facilitar a transição", disse.

Para o deputado, desde que chegou ao poder, substituindo Hugo Chávez, morto em 2013, Maduro "desmantelou o estado de direito", ignorando a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, e nomeando os membros do Tribunal Supremo de Justiça e da Assembleia Nacional Constituinte. "[Maduro] negou aos venezuelanos o direito de escolher seu destino, violando completamente os direitos humanos dos cidadãos", afirmou.

Grupo de Lima - Segundo Guaidó, o papel do Parlamento é "restabelecer a ordem constitucional, legislar para devolver o dinheiro saqueado e autorizar a ajuda humanitária para mitigar a crise" no país. "Esta ditadura destruiu a capacidade produtiva do país e criou uma cúpula corrupta, que se beneficia do sofrimento de todos os venezuelanos", afirmou.

Conforme o deputado, a Assembleia Nacional dará apoio jurídico e institucional à comunidade internacional para defender a população e a Constituição venezuelanas. "Este regime puniu a pobreza e empurrou para trás os mais necessitados, em uma luta absurda para sobreviver, mas a liberdade está em nosso sangue e mais presente do que nunca na busca por uma Venezuela melhor", disse. 

Criado para buscar uma saída à crise venezuelana, o Grupo de Lima, formado pelo Brasil e mais 13 países, defendeu que Maduro não assuma no próximo dia 10 e transfira o poder ao Parlamento. O Grupo de Lima avaliou que não há legitimidade no processo de reeleição de Maduro, mas condenou qualquer possibilidade de intervenção no país vizinho.

Governo venezuelano - Em resposta à Declaração de Lima, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse em pronunciamento, essa sexta-feira (4) à noite, que Maduro tomará posse na próxima quinta-feira, "legítima e constitucionalmente", para exercer o mandato de 2019 a 2025. "Para isso, não precisa da aprovação de nenhum governo estrangeiro", afirmou.

O chanceler disse que o governo venezuelano recebeu com "perplexidade a extravagante declaração de um grupo de países americanos que acordaram dar um golpe de estado na Venezuela". "Desconhecem o governo democraticamente eleito e as instituições legitimamente constituídas", declarou.

Arreaza lembrou que Maduro foi eleito em maio do ano passado, com 67% dos votos válidos, em um pleito com observadores internacionais e submetido a auditorias externas. Disse ainda que a Venezuela responderá a todos os países que apoiaram a Declaração de Lima: "Nenhum país vai intimidar o povo venezuelano".