segunda-feira, 22 de julho de 2019

Aumento da pena de prisão de canibais presos em Garanhuns foi concedido pela Justiça, a pedido do Ministério Público de Pernambuco

Jorge passou de 21, para 27 anos e meio de detenção. Já Isabel Cristina e Bruna Silva passaram de 19, 
para 24 anos de prisão em regime fechado mais um ano de detenção. (Com informações do MPPE).

O trio de Canibais que foi preso em Garanhuns, Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva, tiveram suas penas aumentadas atendendo a um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pelo homicídio qualificado de Jéssica Camila da Silva Pereira, em 2008.

Jorge, que havia sido condenado a 21 anos e seis meses de reclusão, terá que cumprir agora 27 anos e um ano e meio de detenção. Já Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva, que haviam pego 19 anos de prisão, passarão 24 anos em regime fechado e mais um de detenção. A decisão unânime dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), transitou em julgado na última segunda-feira, dia 15 de julho e não cabe mais recurso.

O Ministério Público de Pernambuco, considerou que as penas, estabelecidas em júri popular anda no ano de 2014, deveriam ser mais severas por conta da gravidade dos crimes de homicídio qualificado, esquartejamento e vilipêndio, quando se despreza ou humilha o corpo da vítima. Assim, a promotora de Justiça Eliane Gaia entrou com o recurso para uma ampliação das penas. “Foi um crime que chamou a atenção de todo país e gerou uma comoção popular pelo caráter hediondo. A dosiometria aplicada pela juíza não foi coerente com a gravidade dos atos praticados pelo trio. A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco avaliou nosso recurso e concluiu que as penas determinadas na época foram bem abaixo do que deveriam”, explicou a promotora de Justiça.
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O assassinato de Jéssica Camila ocorreu no município pernambucano de Olinda. O crime, só foi descoberto e desvendado quatro anos depois do ocorrido, quando partes do corpo da garota foram encontrados em buracos nas paredes da casa em que os réus moravam. Vendedora de doces nos semáforos do bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, Jéssica foi escolhida como alvo por ser socialmente vulnerável e por ter uma filha pequena. Acabou atraída e morta em uma casa no bairro de Rio Doce. A filha dela teve os documentos adulterados, passando a ser criada como se fosse filha biológica de Bruna.

Em dezembro de 2018, o trio também foi condenado por matar esquartejar, enterrar e comer parte da carne dos corpos de Giselly Helena da Silva, 31 anos, e Alexandra Falcão, 20 anos. Os crimes ocorreram em fevereiro de 2012, na casa que o trio morava aqui em Garanhuns. Nesses processos, Jorge pegou 71 anos de reclusão, enquanto Isabel, 68. Bruna, que também respondia por falsidade ideológica, recebeu 71 anos e 10 meses.

Em depoimentos, eles revelaram que os crimes estavam previstos no ritual de uma seita chamada Cartel, fundada por Jorge. O objetivo era diminuir a densidade demográfica exterminando mulheres que tivessem filhos, mas sem condições de criá-los. Segundo a seita, o corpo era dividido e todo sangue era extraído como forma de purificação. Depois, os acusados consumiam a carne para também ter seus corpos purificados.
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Os Canibais foram presos em Garanhuns em 2012, após a polícia descobrir que eles usavam os cartões de crédito de uma das vítimas. Quando chegaram à casa deles, a filha de Jéssica revelou que os corpos das vítimas estavam no quintal.

Atualmente, as duas mulheres cumprem pena na Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste pernambucano. Jorge está recluso na Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife. O caso repercutiu na mídia nacional pela barbaridade dos crimes, incluindo canibalismo e a venda de salgados, como empadas e coxinhas, com uso de carne humana como ingrediente para a população de Garanhuns.
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