sábado, 8 de junho de 2019

LUCIANO BIVAR: Presidente do PSL é acusado de usar empresa que vende notas fiscais para justificar gastos com recursos da Câmara

Segundo investigação, assessora de Bivar forneceu notas fiscais para a Câmara
sem ter prestado serviços, que teriam sido feitos por outra assessora de imprensa. (G1).

O presidente do PSL, Luciano Bivar, é acusado de usar empresas que vendem notas fiscais para justificar gastos com recursos na Câmara Federal. Reportagem publicada nesta sexta-feira (7), pela “Folha de S.Paulo”, revela que o presidente do partido de Bolsonaro, Luciano Bivar, apresentou a Câmara e ao Tribunal Superior Eleitoral notas fiscais de duas empresas que vendem esse tipo de documento, entre elas a a ML Serviços de Comunicação.

Luciano Bivar já é investigado pela justiça eleitoral de Pernambuco por denúncia de uso de candidatas laranjas na eleição passada, para desvio de R$600 mil do fundo partidário. Ele nega as acusações. Segundo informações do jornal, confirmadas pela TV Globo, a ML recebeu R$ 50 mil de verbas da Câmara Federal, de 2017 a abril de 2019.

Marta Patrícia Heitor Lemos, que é assessora de imprensa de Bivar, filiada ao PSL, e ainda dona da ML Serviços de Comunicação, confirmou para o Jornal a “Folha de São Paulo” que emitiu notas sem prestar os serviços, que teriam sido feitos por uma outra assessora que não tinha empresa devidamente aberta no seu nome.
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A reportagem exibida pela Folha de São Paulo nesta sexta diz ainda que a fundação do partido contratou, no Rio de Janeiro, a Associação Pró-Esporte Cultural, que pertence a Gisele Miller do Amaral, candidata a deputada estadual pelo PSL em 2014. A Pró-Esporte recebeu R$ 15 mil para fazer um seminário sobre as eleições naquele ano no Rio.

O jornal também cita uma troca de mensagens entre a dona da empresa, Gisele Miller, e uma pessoa que se passou por assessor de um deputado federal. O falso assessor adquiriu uma nota fiscal fria de R$ 8 mil em troca de uma comissão. Na conversa, Gisele Miller teria dito que forneceu notas frias a Luciano Bivar. As notas fiscais foram entregues a Justiça Eleitoral na prestação de contas do uso do fundo partidário.

A Procuradoria Regional Eleitoral do Estado de Pernambuco, assegurou ao Portal G1, Jornal Nacional, que vai analisar as denúncias. As notas fiscais apresentadas pelo deputado federal são reembolsadas pela câmara dentro da cota de despesas do dia a dia do mandato como passagens aéreas, consultoria e divulgação parlamentar.

O deputado Luciano Bivar disse que vai comprovar todo o serviço prestado por Marta Lemos, que ela tem uma condição financeira frágil, que caiu numa cilada quando aceitou vender notas frias e que por isso será demitida. O Jornal Nacional não conseguiu contato com Marta Lemos nem com Giselle Miller do Amaral.
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