segunda-feira, 27 de maio de 2019

Pernambuco: Deputada evangélica processa canal do Youtube “Porta dos Fundos” por vídeo com beijo gay entre Jesus e Judas

Para a parlamentar, na cena, houve crime de escarnecimento 
da fé cristã, previsto no artigo 208 do Código Penal. (Blog do Jamildo).

Integrante da bancada evangélica na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a deputada estadual Clarissa Tércio (PSC) anunciou que entrou com um processo contra o canal do YouTube “Porta dos Fundos” pela publicação de um vídeo com uma cena de beijo gay entre Jesus e Judas. Divulgado no último dia 20 deste mês, o vídeo satiriza a Santa Ceia, importante passagem bíblica para os cristãos.

        Apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a parlamentar diz que houve o crime de escarnecimento da fé cristã, previsto no artigo 208 do Código Penal. Segundo o artigo penal, é crime com detenção de um mês a um ano “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

No vídeo , Judas, interpretado pelo ator Gregório Duduvier, rouba um beijo de Jesus, interpretado pelo humorista Jefferson Schroeder, para “identificá-lo” para um soldado romano. A produção, intitulada “Beijo”, já tem mais de 1 milhão de visualizações no YouTube.


“Considero, particularmente, o vídeo como uma falta de respeito pela imagem satírica do meu Senhor”, afirmou a deputada à imprensa da capital, Recife, dizendo ainda que também pedirá a instauração de um inquérito policial para apurar o caso. 

Filha do pastor e presidente da Igreja Assembleia de Deus – Ministério Novas de Paz, Francisco Tércio, a deputada está em seu primeiro mandato e vem focando nas pautas de costumes. Segundo Clarissa Tércio, o episódio é mais um em que o Porta dos Fundos “ridiculariza” a fé cristã. “Parece que eles têm prazer em ridicularizar a nossa fé, trazendo fatos ocorridos na Bíblia em uma versão completamente incoerente e constrangedora. As pessoas precisam respeitar a nossa fé”, criticou a parlamentar do PSC.

Clarissa ressaltou ainda que respeita à liberdade artística, mas não compactua com quem fere, de acordo com ela, “as convicções e crenças das outras pessoas”.
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