segunda-feira, 25 de março de 2019

"Viramos a página", diz Maia sobre atrito com o governo Jair Bolsonaro

Declaração do presidente da Câmara dos Deputados foi feita
na manhã do último sábado (23). (Estadão Conteúdo – Foto: AFP).

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que integra o Democratas do Estado do Rio de Janeiro, disse na manhã do último sábado, 23, que o atrito entre o Congresso e o Palácio do Planalto a respeito da reforma da Previdência e que ganhou força nesta semana é "página virada". Maia voltou a dizer que vai dialogar com os deputados, mas que não cabe a ele construir a base de apoio do governo para aprovar a proposta. Para ele, o Planalto precisa assumir a liderança na articulação.

"Esse assunto de conflito já viramos a página, o que a gente precisa é mostrar para a sociedade que a gente tem responsabilidade, que o governo tem responsabilidade, que o governo vai sair de conflitos nas redes sociais e vai para o mundo real", disse Maia. Ele falou com jornalistas antes de uma breve participação em congresso do PPS, em Brasília.

"Vou continuar dentro do processo, na Câmara dos Deputados, dialogando com deputado e ajudando. Mas eu não tenho responsabilidade e nem o governo pode me delegar a responsabilidade de construir uma base para o governo."

“Mais Previdência, menos Twitter” - Em entrevista ao Jornal Nacional na última sexta-feira (22), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), pediu que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tenha mais tempo para articular a reforma da Previdência e menos para o Twitter. "Ele (Bolsonaro) precisa ter um engajamento maior. Ele precisa ter mais tempo pra cuidar da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter, porque, se não, a reforma não vai andar", cravou Maia. 

Na entrevista, o presidente da Câmara Federal disse ainda, que continuará tocando a reforma na casa. "O meu papel eu vou continuar cumprindo, coordenando dentro da Câmara a aprovação e colocando de forma clara na figura do presidente a responsabilidade dele de conduzir, por parte do governo, a aprovação da reforma", completou. 

Entretanto, ao jornal O Globo, Rodrigo Maia afirmou que a responsabilidade "daqui para frente" sobre a articulação para aprovar a reforma é do Governo Federal. Bolsonaro, por sua vez, afirmou, no Chile, não ter dado motivo para Maia deixar a articulação da reforma da Previdência.

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