segunda-feira, 25 de março de 2019

Paulo inaugura Adutora do Moxotó e 1ª etapa da Adutora do Agreste

Cerimônia, ocorreu na estação elevatória localizada no eixo leste da transposição do São Francisco, em
Sertânia, no Sertão. Com inauguração, cinco municípios receberão água do rio. (Blog do Jamildo).

O governador Paulo Câmara (PSB) inaugurou na última sexta-feira (22) a Adutora do Moxotó e a 1ª etapa da Adutora do Agreste, obras para levar a água da transposição do rio São Francisco para o Agreste pernambucano. A expectativa da gestão estadual é de que 400 mil pessoas sejam beneficiadas.

A cerimônia foi na estação elevatória localizada no eixo leste da transposição, em Sertânia, no Sertão. Participaram, além de Paulo Câmara, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e o líder do governo Jair Bolsonaro (PSL) no Senado, o pernambucano Fernando Bezerra Coelho (MDB), opositor do socialista.

De acordo com o Governo de Pernambuco, foram investidos até o momento cerca de R$ 400 milhões. Desse total, R$ 85 milhões foram para a Adutora do Moxotó. 

Os municípios de Arcoverde, Pesqueira, Belo Jardim, Sanharó e Tacaimbó estão em pleno funcionamento. Alagoinha e São Bento do Una estão em fase de teste, enquanto o sistema em Pedra, Venturosa e São Caetano começará a funcionar nos próximos dias.
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As obras da primeira etapa da Adutora do Agreste começaram em 2013 e a expectativa era de que fossem concluídas em 2015, atendendo a 23 municípios. Com a inauguração nesta sexta-feira, dez serão beneficiados e os outros 13 virão em seguida.

O ritmo das obras reduziu em 2014 e chegou a paralisar no ano seguinte, por causa da diminuição dos repasses do governo federal. Cerca de 90% dos recursos são da União.

Além disso, a Adutora do Agreste vai operar inicialmente com apenas 20% do volume. Isso porque o que vai captar a água da transposição para levar até ela é a Adutora do Moxotó, também inaugurada nesta sexta-feira. Esse equipamento foi uma alternativa à ausência do Ramal do Agreste, que sequer começou a ser construído, mas não tem a mesma capacidade que ele.

“As obras começaram lá atrás, mas faltava o Ramal do Agreste. Então, se pensou em como fazer essa água chegar ao Agreste pernambucano. Foi quando nós imaginamos a solução, junto ao Governo Federal, de fazer a Adutora do Moxotó, que já permite a funcionalidade para mais de 20 municípios do Agreste e faz com muitos que estavam convivendo com 100% do abastecimento via carro-pipa hoje tenham água do Rio São Francisco nas torneiras de casa. Uma água de qualidade, uma água que faz os sonhos se tornarem realidade”, disse Paulo Câmara, pela assessoria de imprensa.

A obra do ramal já foi de responsabilidade do Ministério da Integração Nacional, passou para o Governo de Pernambuco quando Fernando Bezerra Coelho era ministro da Integração Nacional – no governo Dilma Rousseff (PT) – e depois voltou para as mãos da União, sem nunca sair do papel.
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