terça-feira, 23 de outubro de 2018

Trabalho: Sivaldo destrava construção de barragem em Garanhuns

A partir de um pedido do socialista à João Campos e ao Governador, Sítios Camará
e Jardim, passarão a contar, em breve, com um novo reservatório de água.

Primeiro suplente de sua coligação, e prestes a assumir o mandato de deputado estadual, já que o atual Governador Paulo Câmara pretende convocar dois eleitos do PSB para assumirem secretarias de seu Governo, Sivaldo Albino, destravou uma importante obra para a zona rural de Garanhuns. Através de um pedido de sua autoria, e por intermédio da articulação do deputado federal eleito João Campos (PSB), máquinas já trabalham desde a última segunda-feira, dia 22, na construção da Barragem do Sítio Camará.

Nesta terça, Sivaldo esteve visitando de perto o ritmo dos trabalhos. Na ocasião, ele pode conferir que a partir da conclusão da obra, centenas de famílias terão acesso a água com maior frequência em suas residências. Além do Camará, o sítio Jardim também será beneficiado. Ambas as localidades, reivindicavam a barragem.

Anúncio – Também nesta terça, Sivaldo se encarregou de anunciar o começo da obra. Ainda no Sítio Camará, o socialista gravou um vídeo; onde registra o trabalho das máquinas. Na ocasião, ele ainda aproveitou para agradecer a João Campos e ao Governador Paulo Câmara, por ambos terem atendido a sua reivindicação. Sivaldo está entusiasmado com o trabalho que pretende desenvolver, e por isso terminou o vídeo, dizendo: “É só o início de um novo tempo para Garanhuns e o Agreste Meridional”.
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Bolsonaro pede desculpas em nome do filho e diz que já o advertiu

Candidato do PSL reconheceu que as declarações do filho Eduardo não caíram. Na TV, ele pediu que 
o judiciário releve e dê como encerrada a questão. (Diário de Pernambuco/Agência Estado).

Após a repercussão negativa com a divulgação do vídeo do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), sobre a hipótese de fechar o Supremo Tribunal Federa (STF), o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, reconheceu na noite desta segunda-feira (22) que o filho cometeu um grande erro. Em rede de televisão, ele falou desculpando-se pelo episódio, que causou transtornos com o judiciário.

"Isso ocorreu há quatro meses, eu não tinha conhecimento. Ele diz que respondeu a uma pergunta sem pé nem cabeça, até houve a palavra brincadeira no meio daquilo. Conversei com ele, ele reconheceu o seu erro, pediu desculpas. Eu também, em nome dele, peço desculpas ao Poder Judiciário. Não foi a intenção dele atacar quem quer que seja. E eu espero que, como todos nós podemos errar, que os nossos irmãos do Poder Judiciário deem por encerrada essa questão. — disse.

O candidato à Presidência do PSL também enviou ontem uma carta ao ministro do STF Celso de Mello após o magistrado classificar como “inconsequente e golpista” as declarações do filho do candidato, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). No texto enviado ao decano, o presidenciável afirma que o Supremo Tribunal Federal Brasileiro (STF), é o “guardião da Constituição” e que “todos temos de prestigiar a Corte”.

Na carta, Bolsonaro fala ainda em “angústias” e “ameaças” sofridas durante a campanha das eleições 2018. “Quero, por escrito, deixar claro que manifestações mais emocionais, ocorridas nestes últimos tempos, se mostram fruto da angústia e das ameaças sofridas neste processo eleitoral.”

Mais cedo, em entrevista ao SBT, ele disse que conversou com seu filho. “Já adverti o garoto”, disse o candidato sobre o filho, que tem 34 anos. “A responsabilidade é dele. Ele já se desculpou. Isso aconteceu há quatro meses. Ele aceitou responder a uma pergunta sem pé nem cabeça, e resolveu levar para o lado desse absurdo aí”, disse o candidato. “Temos todo o respeito com os demais poderes, e o Judiciário obviamente é importante.” 

Bolsonaro afirmou que a advertência ao filho “foi até pesada”. “Ele já assumiu a responsabilidade, repito, e se desculpou. No que depender de nós, é uma página virada na história”, disse ele, que, assim como seu vice, Hamilton Mourão, lembrou que o PT já adotou discurso similar. “Por outro lado, o Wadih Damous falou de forma consciente em fechar o Supremo, e não teve essa repercussão toda. O garoto errou, foi advertido, vamos tocar o barco”, continuou, referindo-se a uma fala do deputado do PT, em abril. Na ocasião, Damous criticava a atuação da Corte no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando disse ser preciso “fechar o Supremo Tribunal Federal” e “enquadrar essa turma”, em referencia aos ministros. 

Damous rechaçou ontem a comparação. Ele afirma que sugeriu uma mudança na Constituição para tornar o Supremo exclusivamente constitucional, sem o processamento de ações penais, enquanto Bolsonaro adotou um tom “retaliatório”. “Dentro de uma discussão constitucional, sugeri que o Supremo fosse substituído por um tribunal constitucional. Esse debate vem desde a Constituinte.” Para Damous, as duas falas são “incomparáveis”. “Propus um debate de reorganização constitucional em relação ao STF”, disse ele.

PE: Governo propõe Divisão de Repressão ao Crime Organizado

Projeto de Lei que cria o Departamento, está em tramitação na Assembleia Legislativa. 
Ele visa modernizar as ações de enfrentamento. (Folha de Pernambuco)

Tramita na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) o projeto de lei Nº 2066/2018, que cria o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) aqui no estado. Segundo o projeto, enviado pelo Governo de Pernambuco, trata-se de uma unidade de polícia especializada composta pelas 1º e 2º Delegacias de Polícia de Repressão ao Crime Organizado (DPRCOs), de Crimes Contra a Ordem Tributária (DECCOT), de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPCRICI), pela Polícia Interestadual e Capturas (Polinter) e ainda, pelo Grupo de Operações Especiais, o chamado GOE.

Com objetivo de reestruturar e modernizar as ações governamentais do enfrentamento ao crime organizado, o Departamento foi uma das promessas de campanha do governador reeleito Paulo Câmara. Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), as unidades correspondentes dentro da estrutura organizacional da Polícia Civil “terão recrutamento diferenciado, e com acesso às técnicas e informações através do uso de tecnologias que possibilitam a identificação das organizações criminosas”.

“Essa implantação, caso seja aprovada pelo Legislativo, possibilitará a ampliação e a qualificação das ações de combate às organizações, que desconhecem divisas e fronteiras, infiltram-se administração pública, prejudicam população no acesso a diversos serviços públicos, atentam contra a segurança e a cidadania”, disse o órgão, por nota.

Para o cientista político e professor titular do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Jorge Zaverucha, o Draco já deveria ter sido colocado em prática há muito tempo. “O crime organizado no Nordeste é um fenômeno novo e está se aproximando de regiões em que há mais vulnerabilidade na segurança, no sistema prisional. É algo muito perigoso e requer uma atenção especial”, afirmou Zaverucha. No primeiro momento, o novo departamento contará uma sede no Recife e atuará na Região Metropolitana. A estimativa, segundo a SDS, é que o órgão conte com aproximadamente 35 policiais (entre delegados e escrivãos).

João Campos pode assumir secretaria em segundo governo Paulo

Além dele, Paulo Câmara deve escolher petista para integrar secretariado.Governador deve
anunciar composição final do secretariado em dezembro. (JC Online – Foto: Guga Matos).

Deputado federal mais votado da história de Pernambuco, João Campos (PSB) pode assumir uma secretaria estadual no segundo governo Paulo Câmara (PSB). O cargo local no Executivo poderia ser uma vitrine para o socialista, cotado para disputar a Prefeitura do Recife em 2020. Ainda não há, porém, definição de qual função ele poderia assumir.

Apenas em dezembro, Paulo Câmara deve concluir as conversas com aliados e montar a composição final do secretariado. Após o segundo turno da corrida presidencial, o socialista deve tirar alguns dias de férias. João Campos foi chefe de gabinete do governador no primeiro mandato.

Paulo Câmara deve chamar ao menos um deputado federal e um deputado estadual para compor o secretariado. Assim, o governador abriria vagas para que o ex-secretário de Administração Milton Coelho (PSB) assumisse mandato de federal e que o pré-candidato a prefeito de Garanhuns Sivaldo Albino (PSB) herdasse uma vaga na Alepe.

PT no governo - Outra definição é que o PT deve ocupar um cargo de primeiro escalão no segundo mandato de Paulo Câmara. Ainda não está definido que secretaria seria entregue ao partido, que teve papel central na reeleição do governador.

O PSB pode voltar a comandar as secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico (hoje cota do PP) e de Planejamento (hoje indicação do MDB). Espera-se ainda que Paulo Câmara mexa nos comandos das pastas de Cidades, Turismo e Transportes.

Em show, cantor Geraldo Azevedo diz que Mourão era “torturador”

Manifestação do pernambucano, foi registrada no último sábado (21). Na ocasião, cantor 
ainda disparou: “O Brasil vai ficar muito ruim se esse cara (Bolsonaro) ganhar". (Portal Leia Já).

O cantor Geraldo Azevedo fez um desabafo durante um show, no último sábado (21), no Festival EcoArte, na cidade de Jacobina, interior da Bahia. O artista pernambucano se posicionou contra o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro e afirmou que o vice da chapa do PSL, o general Hamilton Mourão, foi um "torturador" durante o período da Ditadura Militar no país, instaurado em 1 de abril e que durou até 15 de março de 1985.

Entre algumas canções, Geraldo Azevedo parou um instante para falar ao público sobre o atual cenário político nacional. Relembrando o período da Ditadura, onde revelou: "Eu fui preso duas vezes na ditadura, fui torturado, vocês não sabem o que é tortura não". Completando o desabafo, o músico fez afirmações sobre o vice de Jair Bolsonaro "Esse Mourão era um dos torturadores lá".

Além disso, Azevedo falou sobre seu sentimento em relação ao resultado do segundo turno das eleições para presidente do Brasil, que será realizado no próximo domingo (28): "Eu fico impressionado porque o brasileiro não presta atenção nas evoluções humanas. Eu tenho um sentimento de indignação em relação ao que pode acontecer com o Brasil. O Brasil vai ficar muito ruim se esse cara (Bolsonaro) ganhar".

Apenas 8% das imagens compartilhadas no WhatsApp são reais

Estudo, realizado pela Agência Lupa, analisou o fenômeno da 
desinformação e das mensagens falsas na plataforma. (Portal Leia Já).

Um levantamento realizado pela Agência Lupa em 347 grupos de WhatsApp revelou que apenas 8% das imagens compartilhadas pelos usuários podem ser classificadas como verdadeiras. O objetivo do estudo era analisar o fenômeno da desinformação e das mensagens falsas na plataforma. O estudo analisou conteúdos enviados entre os dias 16 de setembro de 7 de outubro, ou seja, em boa parte do 1º turno das eleições deste ano. Ao todo, eles reuniram mais de 18 mil usuários. No período, circularam 846 mil mensagens, entre textos, vídeos, imagens e links externos.

Das 50 imagens mais compartilhadas e checadas na pesquisa , considerando as que foram divulgadas sozinhas ou acompanhadas de um texto, apenas quatro foram consideradas verdadeiras (8%). Entre elas, estavam uma de Jair Bolsonaro (PSL) em uma maca e outra do autor da facada no candidato, Adélio Bispo de Oliveira. Do total, oito (16%) eram falsas, como a montagem da ex-presidente Dilma Rousseff com Che Guevara.

Outras quatro (8%) eram insustentáveis, isto é, não se baseavam em nenhum banco de dados confiável, como as fotos de Lula e Fernando Henrique Cardoso afirmando que os dois se reuniram para planejar assaltos a bancos.

Ainda segundo a Lupa, nove eram fotos reais, mas com alusões a teorias da conspiração sem comprovação. Outras sete também eram verdadeiras, mas tiradas de contexto, como um registro de Aécio Neves e Fidel Castro acompanhado da acusação do político tucano ter virado aluno do dirigente cubano.

Três foram consideradas sátiras, seis estavam associadas a textos de opinião, que não são checados pela agência, e três não foram examinadas por não ser possível verificar se haviam sido tiradas no Brasil ou não. No total, 56% das imagens que mais circularam foram consideradas enganosas. Os autores divulgaram propostas em artigos e em documento ao WhatsApp solicitando a redução da possibilidade de encaminhamento de mensagens para, no máximo, cinco destinatários - como já acontece na Índia. Atualmente, este limite é de até 20 pessoas ou grupos.