domingo, 14 de outubro de 2018

Levy Fidelix espera por cargo, em eventual governo de Bolsonaro

Este ano, Levy foi candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo, mas não foi eleito. 
Acaso ele tivesse obtido êxito, pretendia disputar a presidência da casa. (O Globo - Por Thiago Herdy).

Há mais de duas décadas dono do nanico PRTB, Levy Fidelix conta os dias para desembarcar no Planalto com a possível chegada de Jair Bolsonaro à Presidência da República. O partido é o único coligado formalmente ao PSL do ex-capitão e diz ter quadros técnicos para ocupar postos- chave do governo. Mas, os nomes, Levy prefere ainda não revelar, por entender que "seria ousadia indicar antes de ganhar a eleição".

- O partido coligado não vem para se coligar à toa, vem para somar ideias, já estamos discutindo algumas - diz o político do PRTB, que perdeu a eleição para a Câmara dos Deputados no último domingo (teve 32 mil votos) e na semana passada foi ao Rio para se encontrar pessoalmente com Bolsonaro e equipe.

Levy diz que o plano de governo divulgado até aqui "não está completo" e que, desde então, vem trabalhando junto à equipe do ex-capitão, com o apoio do vice-candidato a presidente, o general da reserva Hamilton Mourão, para ter as ideias acolhidas.

Entre os planos estão ampliar o valor do Bolsa Família para até um salário mínimo, tendo como contrapartida a participação do beneficiário em frentes de trabalho do Estado; zerar o imposto de itens fundamentais da cesta básica; unificar o atendimento de saúde público-privado; oferecer empréstimo do BNDES para recém-formados; desenvolver navios-presídio para evitar fuga de presos e retomar a malha ferroviária brasileira, interligando o Sudeste com uma espécie de trem-bala.

No último domingo, vestindo camisa social aberta e cachecol, Levy chegou para votar em uma escola privada do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo. Era notado à distância pelo forte perfume, e andava bem devagar, como se esperasse ser reconhecido.

No corredor de sua seção, um eleitor pediu para tirar uma foto. Disse a Levy, em tom de brincadeira, sonhar um dia ver sair do papel o "aerotrem" - a solução futurista para desafogar o trânsito proposta no passado e ainda hoje associada ao político.

Incomodado com o tom de deboche que invariavelmente envolve o tema, ele lembrou que o projeto já está em prática e com outro nome: monotrilho. - O aerotrem foi um neologismo que eu próprio criei e engraçou o mundo afora, expandiu, né? Em Nova Iorque estão usando também o airtrain, no Japão... isso é muito bom. Entrou na linguagem mundial.

Levy diz não querer se nomear para qualquer cargo, mas dá a entender que o Ministério dos Transportes é a área ideal para sua atuação, caso sua coligação presidencial saia vitoriosa. “Sempre fui aquele cara da mobilidade urbana e conhecido como o tal, não é? Eu tenho a impressão de que algo muito interessante, nesse sentido, deve surgir.”

O político contava com a eleição a deputado federal no último domingo, para ser uma das principais vozes do próximo governo, quicá ocupar a presidência da Câmara. “Não seria por indicação de A, B ou C, mas por realmente querer colaborar com o futuro governante, que eu creio que deve ser o Collor, para que a Casa...”

- Desculpe, deve ser quem? - foi interrompido.

- Digo, o Bolsonaro - corrigiu Levy, lamentando o ato falho.

No que diz respeito ao resgate "da moral e dos bons costumes", Levy também parece falar a língua de Bolsonaro. No último domingo, foi lembrado sobre a presença de eleitores vestindo camiseta amarela na hora do voto, em apoio à coligação PSL/PRTB. “Pode ser qualquer tipo de roupa, desde que não estejam nuas, né? - completou, entre gargalhadas.” 

Nas eleições de 2014, na condição de candidato a presidente, o dirigente do PRTB declarou durante um debate na TV ser contra a união homoafetiva porque o "aparelho excretor não reproduz". Na ocasião, disse que gays precisavam de "atendimento psicológico" e "bem longe da gente".

A declaração pesou no bolso. A Comissão Especial de Discriminação Homofóbica do Governo de São Paulo aplicou multa de R$ 25 mil . O Tribunal de Justiça de SP o condenou a pagar outros R$ 1 milhão, mas o político recorreu e a multa foi suspensa.

MULTAS - No último domingo, Levy pareceu rever sua posição. “Me pronunciei como pai, avô. Mas se uma parcela considerável da população pensa dessa maneira, cabe a nós respeitá-los. Seus espaços têm que ser reconhecidos - afirmou.

Minutos depois, quando o assunto já era outro e foi perguntado sobre a idade do seu PRTB, Levy voltou a ser Levy:

- São 23 anos, estamos indo para 25 anos, daqui a pouquinho - disse. No instante seguinte, explicou a piada: “Não passo pelo 24.” E tome risada.

R$ 110 Milhões: PSL terá a maior fatia do fundo partidário em 2019

Valor é 17 vezes maior que o embolsado pela sigla em 2017, quando ela obteve acesso
a R$ 6,2 milhões. (Estadão Conteúdo – Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil).

O crescimento exponencial da bancada do Partido Social Liberal (PSL), na Câmara dos Deputados garantirá ao partido do presidenciável Jair Messias Bolsonaro a maior fatia do Fundo Partidário a partir do próximo ano. Segundo levantamento feito pelo Jornal o Estado de São Paulo, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sigla receberá em torno de R$ 110 milhões em recursos do fundo - abastecido com verbas públicas - ao longo de 2019. O valor é 17 vezes maior que o embolsado pela sigla em 2017, último ano com números mensais consolidados, quando recebeu R$ 6,2 milhões.

Apesar de ter conquistado a maior bancada na Casa para a próxima legislatura, o PT ficará em segundo lugar na divisão do dinheiro. Isso ocorre porque o critério para calcular o fundo é o número de votos válidos obtidos pelos partidos, não o número de deputados eleitos. O montante destinado ao partido de Bolsonaro será R$ 13 milhões superior ao que os petistas terão direito. "O PSL vai ter dinheiro para se estruturar, é uma novidade sem tamanho para eles", afirma o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV. 

Foi considerado, para o levantamento, o valor de R$ 888,4 milhões referente ao fundo de 2018, já que o montante estimado para 2019 ainda não foi divulgado pelo TSE. Outro ponto que chama atenção na nova tabela é a queda do MDB, que foi de terceiro para sexto partido com mais dinheiro do fundo: terá direito a R$ 53,4 milhões. 

Por outro lado, o PSDB, apesar do desempenho pífio para a Câmara - elegeu apenas 29 deputados e passou da quarta para a nona maior bancada - será o terceiro partido com mais dinheiro do fundo, com R$ 57,8 milhões. Até este ano, era o segundo. Há, porém, uma diferença gritante entre os tucanos e os dois primeiros colocados: o PSL, cuja diferença para o PT será de R$ 13 milhões no ano, vai ter mais que o dobro do PSDB. 

Barreira - Segundo cálculos do Jornal o Estado de São Paulo, 14 partidos não ultrapassaram a cláusula de barreira e vão perder o acesso ao Fundo Partidário, ao tempo de TV e o direito de exercer liderança partidária na Câmara, mesmo que tenham eleito deputados. São eles: Patriota, PHS, PCdoB, PRP, Rede, PRTB, PMN, PTC, PPL, DC, PMB, PCB, PSTU e PCO. O TSE ainda não divulgou oficialmente essa informação.

Eleitor que não votou tem 60 dias para justificar ausência nas urnas

Quem não votou no dia 7 de outubro e nem justificou, não fica impedido
de votar no segundo turno, que ocorrerá no próximo dia 28. (Agência Brasil).

O eleitor que não pôde votar no primeiro turno das eleições e não conseguiu justificar a ausência ainda pode preencher o formulário de justificativa eleitoral pela internet ou entregá-lo pessoalmente em qualquer cartório eleitoral. Há também a possibilidade de enviar o formulário pelo correio para o juiz eleitoral da zona eleitoral. O prazo para justificar é de até 60 dias após cada turno da votação.

Além do formulário, o eleitor deve anexar documentos que comprovem o motivo que o impediu de comparecer no dia do pleito. Pela internet, o eleitor pode justificar a ausência utilizando o “Sistema Justifica” nas páginas do TSE ou dos tribunais regionais. No formulário online, o eleitor deve informar seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar.

O requerimento de justificativa gerará um código de protocolo que permite ao eleitor acompanhar o processo até a decisão do juiz eleitoral. A justificativa aceita será registrada no histórico do eleitor junto ao Cadastro Eleitoral.

Segundo turno - Quem não votou no primeiro turno e nem justificou não fica impedido de votar no segundo turno, dia 28 de outubro.

Multa - Para regularizar sua situação eleitoral, o cidadão terá de pagar uma multa R$ 3,61 por votação não comparecida.  O Tribunal Superior Eleitoral explica que a não regularização da situação com a Justiça Eleitoral pode resultar em sanções, como impedimento para obter passaporte ou carteira de identidade para receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público.

A não justificativa também pode impedir que o eleitor participe de concorrência ou administrativa da União, dos estados, Distrito Federal e municípios, além de ficar impedido de se inscrever em concurso público ou tomar posse em cargo e função pública.

Haddad questiona “limite da loucura” de Bolsonaro na campanha

Para o petista, as acusações vindas do candidato do PSL estão "ficando sérias,
com muita ofensa desnecessária". (JC Online – Foto: AFP/Agência Brasil).

O candidato Fernando Haddad (PT) questionou qual o "limite da loucura" de Jair Bolsonaro (PSL) na campanha eleitoral. A frase veio seguida de um repúdio ao pedido de resposta aberto pelo ex-militar ao TSE. Na ação, Bolsonaro afirma que a campanha de Haddad tem utilizado declarações suas fora de contexto e o tem relacionado a episódios de morte e violência. As informações são do do Portal de Notícias UOL

"Estou mentindo se levo isso à televisão? Está gravado o pronunciamento dele. Agora ele quer dizer que não. Vai acusar minha campanha... Fomos nós que inventamos isso? Está gravado. O que está fora de contexto?", questionou Haddad. Para o petista, as acusações vindas do adversário estão "ficando sérias, com muita ofensa desnecessária".

Fake news - O ex-prefeito de São Paulo reforçou ainda o apelo para a campanha de Bolsonaro "parar com isso" e ligou o oponente a uma "usina de fake news" no WhatsApp. "Não se ganha uma eleição dessa maneira. É ruim para o Brasil. Vamos discutir propostas. Vamos participar de debates, porque ele não vai poder dizer isso na minha cara", disparou.

"Circulam na internet, por impulso do meu adversário, mentiras sobre mim. Segundo Bolsonaro, esse relógio (que Haddad usava na hora) vale R$ 400 mil. Não tenho carro no meu nome e virei proprietário de uma Ferrari", disse.

Haddad também refutou a afirmação de que ele seria favorável ao incesto, que é quando membros de uma família mantém relação sexual. O tema ganhou repercussão nas redes sociais e Carlos Bolsonaro, filho do cabeça de chapa do PSL, chegou a compartilhar mensagens nas redes com a falsa afirmação contra o presidenciável do PT.

As declarações foram dadas neste domingo (14), em um "encontro com pessoas com deficiência pela democracia". Na ocasião, referindo-se a imprensa, Fernando Haddad disse ainda: "Ou nós colocamos as coisas nos trilhos para sair dessa com liberdade, com respeito, ou nós vamos muito mal. Se a imprensa não ajudar, essa campanha não vai terminar bem. Não é assim que se ganha uma eleição. A democracia está em risco. Acordem".

Bolsonaro diz que Haddad é "moleque" ao falar em perseguição

Em entrevista, presidenciável ainda voltou a culpar o PT por problemas de segurança pública, 
em resposta às acusações de seus adversários de que ele estimula a violência. (Folha de Pernambuco)

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, disse que é "coisa de moleque" a afirmação feita por Fernando Haddad (PT) sobre ter sido perseguido por um simpatizante do capitão reformado.  "Poxa, isso é coisa de moleque, de criança. Nem dá para responder que eleitores meus fecharam ele. Coisa de criança, de moleque, de gente que não tem o que fazer", afirmou ele, numa entrevista coletiva à jornalistas.

Haddad disse ter sido vítima de perseguição em Brasília, na quinta-feira (11), quando participava de evento organizado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

"O Brasil tem que estar nas mãos de homens e mulheres com responsabilidade, sem mimimi. Condeno qualquer ataque de quem quer que seja por questão política ou outra qualquer", afirmou Bolsonaro enquanto fazia gravações para um programa de TV.

Ele voltou ainda a culpar o PT por problemas de segurança, em resposta às acusações de seus adversários de que ele estimula a violência. "Foram 13 anos de PT. A violência cresceu no Brasil. Eu pergunto: eles investigaram o caso Celso Daniel?"