sábado, 18 de agosto de 2018

Pancadas no PT e protagonismo de Marina marcam debate na TV!

Tendo Lula como foco inicial das acusações, segundo debate entre presidenciáveis realizado pela 
Rede TV, pegou fogo e catapultou candidata da Rede. (Folha de Pernambuco - Foto: Nelson Almeida/AFP).

O clima do segundo debate entre os presidenciáveis, realizado na noite desta sexta-feira (17) pela Rede TV, foi morno, prevalecendo, no geral, a cordialidade entre os oito candidatos. Na ausência do ex-presidente Lula, do Partid dos Trabalhadores (PT), preso em Curitiba, e do seu vice, Fernando Haddad (PT), entre os debatedores, boa parte dos candidatos - que decidiram retirar do estúdio o púlpito destinado ao postulante petista - acusaram os governos do PTpelos problemas enfrentados atualmente.

Mas a temperatura esquentou mesmo no final do encontro, com um embate protagonizado pela ex-senadora Marina Silva (Rede) e o deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro e PSL, Jair Bolsonaro, que “trocaram farpas” sobre questões morais. Marina desbancou Bolsonaro e chegou a ser aplaudida pelo público. Sua performance, ao afirmar ao candidato do PSL “que o senhor acha que pode resolver tudo no grito e na violência”, a fez despontar como primeiro lugar no Trending Topics do Twitter.
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PT - O candidato do Podemos, senador Álvaro Dias, ex-governador do Paraná, foi o primeiro a rechaçar o fato de a emissora ter destinado um púlpito vazio para representar o candidato petista. “O político inelegível não é um preso político, é um político preso. Essa encenação é uma afronta ao País, um desrespeito à Justiça. Essa candidatura não existe”, disparou o senador, atacando a estratégia do PT de tentar viabilizar a candidatura de Lula, apesar de ele estar virtualmente inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também acusou os governos do PT de terem estourado as contas públicas, razão pela qual apoiou as reformas durante o governo Temer. O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB), também atacou o governo da ex-presidente Dilma, apesar de fazer menções positivas à sua passagem no governo Lula, quando presidiu o Banco Central. Assim como no debate anterior, o emedebista evitou fazer menção ao governo Temer, do qual fez parte, mas, assim como Alckmin, teve a sua imagem vinculada ao atual governo, nas palavras do candidato do PSOL, Guilherme Boulos, os “50 tons de Temer”.
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Marina - No terceiro bloco, Bolsonaro - que tinha uma cola na mão - reclamou sobre o púlpito destinado a Lula e perguntou a opinião de Marina Silva sobre o porte de arma. A candidata aproveitou o tempo para recriminar a fala do deputado federal sobre a discrepância dos salários entre homens e mulheres. “Você disse que a questão dos salários menores para as mulheres é uma coisa que a gente não precisa se preocupar porque já está na CLT. Tem que se preocupar, sim. A Constituição diz que nenhuma mulher deve ser discriminada. O presidente da República está lá para combater injustiça”, declarou.

O candidato do PSL rebateu, insinuando que Marina Silva era favorável à legalização do aborto e das drogas. “Estamos aqui com a evangélica que defende plebiscito pra aborto e pra maconha e quer agora defender a mulher”, ironizou. A ex-ministra fez uma tréplica desconstruindo a postura do capitão da reserva, alegando que ele “quer resolver as coisas no grito”. “Você pegou a mãozinha de uma criança e ensinou como é que se faz para atirar. Você sabe o que a Bíblia diz sobre ensinar uma criança? A Bíblia diz: ensina uma criança o caminho em que deve andar e até quando for grande, não se desviará do caminho. Esse é o ensinamento que você quer dar ao povo brasileiro. Em uma democracia o Estado é laico”, concluiu a candidata. Em resposta a Marina, Bolsonaro disparou: "Leia o livro de Paulo".
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Bolsonaro é pressionado sobre economia e mulheres em debate

De Marina para Jair: “Quando se é presidente da República tem que fazer cumprir o artigo 5.º da Constituição
Federal, que diz que nenhuma mulher deve ser discriminada”. (Estadão Conteúdo: Foto: Diego Padgurschi).

Pressionado por adversários no segundo debate entre os candidatos à Presidência da República promovido na noite desta sexta-feira, 17, pela Rede TV!, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, hesitou ao ser confrontado em temas sensíveis à sua candidatura. Bolsonaro teve dificuldades de responder uma questão sobre a dívida pública e foi acusado pela candidata da Rede, Marina Silva, de fazer “vista grossa” à discriminação que sofrem as mulheres. Diferentemente do primeiro encontro entre os presidenciáveis, o assunto ética na política foi frequente e o PT, sem representantes no encontro, alvo de ataques.

O terceiro bloco do debate reservou um embate entre Bolsonaro e Marina, respectivamente líder e segunda colocada nas pesquisas de intenção de voto sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Operação Lava Jato e registrado no Tribunal Superior Federal (TSE) como candidato do PT.

“Você disse que a questão dos salários melhores para as mulheres é uma coisa que não precisa se preocupar porque já está na CLT”, questionou a candidata da Rede. “Só uma pessoa que não sabe o que significa uma mulher ganhar um salário menor que os homens e ter a mesma capacidade, a mesma competência e ser a primeira a ser demitida e a última a ser promovida e quando vai na fila de emprego, só por ser mulher, não se aceita. É uma questão que tem que se preocupar, sim, porque quando se é presidente da República tem que fazer cumprir o artigo 5.º da Constituição Federal, que diz que nenhuma mulher deve ser discriminada. E não fazer vista grossa dizendo que não precisa se preocupar.” 

Ao responder, Bolsonaro partiu para o ataque e acusou Marina de ser uma evangélica que defende plebiscito para a legalização do aborto e da maconha. O candidato do PSL disse ser a favor do direito das mulheres de portar arma de fogo. Na tréplica, Marina rebateu lembrando o episódio em que Bolsonaro foi fotografado em Goiânia ensinando uma criança a fazer, com as mãos, o gesto de uma pistola. “A coisa que uma mãe mais quer é educar os filhos para que eles sejam homens de bem. Você é um deputado, pai de família. E você um dia desse pegou a mãozinha de uma criança e ensinou como é que se faz para atirar. É esse o ensinamento que você quer dar ao povo brasileiro?”
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A atuação da candidata da Rede – única mulher presente – foi ressaltada pelo presidenciável do PSOL: “Quero parabenizar você, Marina, por ter colocado Bolsonaro no seu lugar. Eleição não se ganha no grito”, disse Guilherme Boulos. 

O debate passou por vários temas econômicos: desemprego, teto de gastos, reforma tributária e outros. Na parte em que jornalistas perguntavam para os candidatos, Bolsonaro foi questionado se deve ser papel do presidente da República se preocupar com o Orçamento da União e a parcela destinada ao pagamento da dívida pública. “Cabe ao presidente da República, são números absurdos, meus economistas dizem que tem solução, mas será difícil”, afirmou o candidato do PSL, que costuma dizer que assuntos econômicos serão respondidos por seu eventual ministro da Fazenda, o economista Paulo Guedes.

Na continuação da resposta, Bolsonaro apontou como solução a redução do tamanho do Estado, privatizações, além de facilitar vida de quem quer abrir empresa no Brasil e diminuir encargos trabalhistas. Ele disse ainda querer que “empregados e patrões sejam amigos e não inimigos”.
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PE: Paulo promete pacto por empregos e crescimento econômico

Segundo Câmara, novo programa teria modelo de metas e monitoramento
similar ao Pacto Pela Vida. (JC Online – Foto: Hélia Scheppa/PSB).

Em campanha pela reeleição, o governador Paulo Câmara (PSB) vai propor um pacto pelo crescimento da economia e pela geração de empregos, com modelo de metas e de monitoramento similar ao Pacto Pela Vida. A proposta integra um documento de 11 páginas com diretrizes para o programa de governo entregue pelo PSB à Justiça Eleitoral. O partido tem recolhido sugestões de propostas entre apoiadores, inclusive através das redes sociais, para concluir o documento final. Mas já deve apresentar as principais promessas, aos poucos, quando tiver início o guia eleitoral, no final deste mês.

Assim como o Pacto Pela Vida tinha como meta a redução dos homicídios; o pela Educação buscava a elevação nos números do Ideb; e o da Saúde visava a queda dos índices de mortalidade; o Pacto da Competitividade, do Crescimento e da Nova Economia deve visar a dinamização da economia e a geração de empregos; em consonância com o programa nacional apresentado pelo ex-presidente Lula (PT). O programa prevê a atuação do Estado para ampliar a competitividade das empresas, melhorar a infraestrutura, diversificar a matriz econômica e fortalecer a economia criativa.

“O que urge hoje é a questão do emprego. Nós perdemos algo em torno de 200 mil empregos nos últimos anos. Setores essenciais da economia em Pernambuco foram afetados pela crise. Alinhados com o que está contido no programa emergencial do presidente Lula, que prevê uma retomada do emprego e de obras públicas”, explicou Márcio Stefanni, que vai coordenar o programa de governo de Paulo Câmara.

O texto entregue à Justiça Eleitoral detalha medidas tomadas pelo governo do Estado desde o início da gestão Eduardo Campos, em 2007. Ele prevê ainda uma série de intenções dos socialistas para um segundo governo Paulo, como a manutenção nos investimentos em educação e recursos hídricos. O governador promete ainda inaugurar as UPAE de Palmares, Abreu e Lima, Carpina, Goiana e o Hospital da Mulher de Caruaru; além de requalificar o Hospital Professor Agamenon Magalhães, em Serra Talhada.

Promessas de 2014 – No ano em questão, o governador Paulo Câmara divulgou o programa de governo quatro dias antes das eleição. O documento de 31 páginas tinha promessas que não foram cumpridas, como a construção de quatro hospitais. Nas diretrizes apresentadas agora, o PSB cita o impacto da crise nas contas públicas do Estado.

       No novo programa, o Partido Socialista Brasileiro deve reciclar parte das propostas apresentadas há quatro anos. “O governador Paulo Câmara já declarou que tudo o que ele prometeu na última eleição é bom para Pernambuco. Cumprimos muita coisa do que foi apresentado lá, apesar da crise. Mas quatro anos se passaram. Pernambuco tem novas demandas que não existiam em 2014”, argumenta Stefanni.

Agendas - Na última sexta-feira (17), o governador fez campanha nas cidades de Custódia e São José do Belmonte, no Sertão do estado pernambucano. Neste sábado (18), o socialista visitou as feiras sertanejas de Triunfo e Carnaíba pela manhã e realiza um ato político em Iguaracy no início da tarde, também no Sertão. Ele termina a agenda na parte da noite, em Igarassu, já na Região Metropolitana do Recife, no lançamento da candidatura de Junior Uchoa, filiado ao oposicionista PSC e filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa Guilherme Uchoa, falecido no mês passado. No domingo (19) pela manhã, o governador inaugura o comitê da sua campanha no Recife.

Zeca Cavalcanti: “Chegou a hora de mudar nosso Pernambuco”

Candidato a reeleição, deputado federal deu pontapé inicial em sua campanha, acompanhado 
de diversas lideranças políticas em sua cidade natal, dentre elas, Armando Monteiro.

Com o clube Democrático superlotado, o deputado federal Zeca Cavalcanti (PTB) abriu oficialmente sua campanha à reeleição em sua cidade natal, Arcoverde, portal do Sertão, nesta sexta (18), com um discurso forte e em defesa da mudança no Estado ao lado do candidato a governador pelo grupo da oposição, Armando Monteiro (PTB) e dos candidatos ao senado Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB). Presente também o candidato a vice na chapa de Armando, Fred Ferreira (PSC).

“Pernambuco nos últimos anos vem levando poeira de outros estados. O desemprego cresce, a insegurança bate na porta dos pais de família, a saúde capenga e perdemos a liderança que sempre marcou a garra dos pernambucanos. Chegou a hora de darmos um basta a tudo isso que está, a um governo que não tem governador e colocar na cadeira do Palácio do Campo das Princesas um governador de verdade, que governe e tenha liderança para fazer as mudanças que Pernambuco tanto anseia. O que não presta vamos mandar embora”, disse o deputado Zeca, diante de uma multidão.

O evento que mobilizou lideranças de todas a regiões do estado, atraiu para Arcoverde prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças de cidades como Aliança, Buíque, Pedra, Tupanatinga, Itaíba, Itapetim, Afogados da Ingazeira, Santa Maria da Boa Vista, Pesqueira, Garanhuns, Petrolândia, Ibimirim, Sertânia, Custódia, entre outras.
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Falando em nome das lideranças, a prefeita de Itaíba, Regina Cunha (PTB), disse que a região não podia mais conviver com o descaso do governo, citando principalmente a situação precária da PE 270 que liga o município à cidade de Arcoverde. “deputado Zeca, Dr. Armando, precisamos unir forças para mudar essa situação e ajudar as prefeituras para que possam atender o povo que busca empregos, oportunidades e precisa de mais cuidado”, disse a gestora, que exerce seu primeiro mandato em Itaíba.

Para o deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB), Arcoverde e região precisam garantir sua representação na Câmara Federal com a reeleição de Zeca e eleger Armando governador, Mendonça e Bruno para o senado, para juntos mudar a situação de abandono que vive o Estado. Fred Ferreira destacou a força da mudança que o palanque da oposição prega e vai fazer. Já Mendonça Filho e Bruno Araújo pregaram um estado mais eficiente aonde os recursos sejam melhores aplicados e volte em ações para o povo.

      Segundo Armando Monteiro, “Pernambuco não pode mais conviver com a violência, o desemprego e a falta de esperança. Disse que o estado vai voltar a ter autoridade e que a polícia será incentivada e preparada para combater de forma mais eficiente e eficaz a bandidagem que anda amedronta e ameaça a vida dos pernambucanos”.
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São João e Arcoverde se unem a corrente da mudança de Armando

Com agenda nas duas cidades, Monteiro recebeu o apoio oficial do Prefeito Genaldi 
Zumba (PSD) e participou do lançamento da candidatura de Zeca Cavalcanti, respectivamente.

Por onde tem passado, o candidato a governador pela coligação Pernambuco Vai Mudar, senador Armando Monteiro (PTB), tem sido recebido de forma calorosa pelo povo. Estampando no semblante a expressão da mudança que os pernambucanos desejam e com o discurso afiado, Armando protagonizou mais uma noite em que pôde fazer crescer a esperança em um Pernambuco melhor. Desta vez, foi em Arcoverde, no Sertão do Moxotó, nesta sexta 17, no Clube Democrático, durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado federal Zeca Cavalcanti, que integra o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Vindo de São João, no Agreste Meridional, onde teve recepção igual, Armando apontou as falhas do governador Paulo Câmara (PSB) e propôs ações para tirar Pernambuco do apagão que vive desde janeiro de 2015. "Este governo é ausente, omisso e lento. Os pernambucanos estão padecendo todos os dias. Mas não podemos perder a esperança. Nós fomos capazes de nos unir para resgatar Pernambuco", disse Armando, ao lado do vice Fred Ferreira (PSC) e dos candidatos ao Senado Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM), que acompanharão o cabeça de chapa por 11 municípios no decorrer deste final de semana, no sábado e domingo, 17 e 18, respectivamente.

O anfitrião do evento, que é médico, não deixou por menos e criticou a gestão da saúde no Estado. "Esse governo é um desastre. Um governador que balança a cabeça feito lagartixa. Eu não aguento mais ver o povo sofrendo nos hospitais. Mas este palanque não vai ficar calado", disparou Zeca, que por duas vezes foi Prefeito de Arcoverde. 
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SÃO JOÃO - Horas antes, o prefeito de São João, Genaldi Zumba (PSD), anunciou oficialmente apoio à candidatura de Armando. Genaldi integra a Frente Popular, mas é mais um prefeito a se dizer decepcionado com o governo. "Apesar de ser filiado a um partido da Frente Popular, entendo que Pernambuco merece mudança. Estou indo de encontro ao meu partido, mas estou indo junto com a vontade do povo, que quer Armando", decretou Genaldi. Além de Genaldi, outros prefeitos ligados À frente popular já anunciaram apoio à Armando, como  Marcelo Gouveia, de  Paudalho, e Chaparral, de  Orobó”

Armando agradeceu e reforçou o compromisso com a região. "Esse gesto de renovação de confiança é algo que vou guardar para sempre como um momento muito importante dessa caminhada, Genaldi. Nosso compromisso é de pensar Pernambuco de maneira integrada. Essa é a hora da mudança e de recuperar o Estado de uma fase de muito atraso", afirmou Armando, se mostrando bastante entusiasmado.

O candidato a vice-governador pediu a união da população. "Estamos nessa jornada andando os quatro cantos do Estado e vendo os problemas. A gente sabe que muita coisa está ruim, mas neste momento o povo precisa se unir pela mudança", enfatizou Ferreira. Bruno Araújo ressaltou que "o Estado já tomou a decisão da mudança que é preciso para voltar à dignidade". Mendonça Filho, que acompanhou tudo, atentamente, reforçou: "O povo pernambucano não aguenta mais esse governo que lhe deu as costas".
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