sábado, 11 de agosto de 2018

São Lourenço: Câmara repudia Johnny Hooker e Daniela Mercury

“Como cristãos nos sentimos ofendidos com as falas dos artistas, como por exemplo, chamar Jesus 
de travesti”, destaca o vereador Leonardo Barbosa (SD), autor da propositura. (Blog do Jamildo).

A Câmara Municipal de São Lourenço da Mata (RMR) aprovou, na última semana, um voto de repúdio aos cantores Johnny Hooker e Daniela Mercury. O motivo, as supostas ofensas cometidas por eles à fé cristã de mais de 180 milhões de Brasileiros, durante suas apresentações na 28ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), nos últimos dias 21 e 27 de julho, respectivamente. Subscreveram a moção os 15 parlamentares.

Autor da propositura, o vereador Leonardo Barbosa, que integra os quadros do SD (foto, acima), considerou “imoral” a atitude dos artistas e, segundo ele, foi ofensivo e desnecessário. “Como cristãos nos sentimos ofendidos com as falas dos artistas, como por exemplo, chamar Jesus de ‘travesti’, um absurdo, além de ser crime vilipendiar publicamente um ato ou objeto de culto religioso, previsto no Art. 208 do Código Penal”, disse.

Assim como Leonardo, o atual presidente da Câmara de Vereadores de São Lourenço da Mata, o vereador Denis Alves (PP), comentou a apresentação dos cantores, em tom critico. “Não há dúvida que as falas dos artistas tiveram o intuito de ridicularizar a fé cristã, ferindo amplamente o respeito ao culto religioso ao equiparar Jesus com um travesti. E nós, não poderíamos nos calar frente a isso”, argumentou.
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Gestão: Paulo Câmara se diz perseguido e que teve que "se virar"

Candidato à reeleição, Paulo afirma que não conseguiu operações de crédito por
perseguição e critica Michel Temer. (Paulo Veras/JC Online – foto: Andrea Rego Barros).

Candidato à reeleição, o governador Paulo Câmara (PSB) disse nesta sexta-feira (10) que sua gestão não conseguiu realizar operações de crédito por “perseguição” e que ele teve que “se virar” para tocar projetos prioritários e não deixar o Estado se desequilibrar. Paulo realizou agenda oficial de visita a obras de barragens e à Adutora do Alto Capibaribe, em cidades do Agreste; com um ato político à noite em Santa Cruz do Capibaribe.

“Todos sabem o desafio de governar um Estado na situação de hoje, em que o Brasil está parado. Pernambuco não tem acesso a crédito por perseguição. Tudo isso fez com que a gente tivesse que se virar com as nossas prioridades, com aquilo o que era importante. E a gente não deixou, de maneira nenhuma, Pernambuco se desequilibrar”, afirmou o governador, em entrevista à Rádio Comunidade.

Questionado sobre a situação das finanças do Estado, Paulo admitiu que elas estão apertadas, mas disse que elas estão assim em todo o Brasil. E criticou o governo federal por fazer um “desserviço ao Brasil” e permitir que as desigualdades regionais se ampliem. “Tem uma situação apertada. Os investimentos são cada vez menores. Por isso a gente está priorizando o que é fundamental para gerar emprego e renda”, explicou o gestor.

Adutora - Mais cedo, o Palácio do Campo das Princesas divulgou um ofício em que o governador cobra do presidente Michel Temer (MDB) a liberação de recursos para a Adutora do Agreste, projetada para levar água da Transposição para cidades aqui no Estado de Pernambuco, mas que ainda não foi concluída.

Segundo o documento, a União, que havia repassado R$ 136 milhões para a obra em 2016 e R$ 68 milhões no ano passado, não transferiu nenhum recurso para a adutora desde o início de 2018. De acordo com o ofício, o repasse imediato dos recursos é a “única medida capaz de evitar uma nova paralisação dessa obra”.

Em Santa Cruz, o governador elogiou a capacidade do ex-presidente Lula (PT), importante aliado político, em se comprometer com a Adutora do Agreste e criticou a gestão de Temer. “Temos que fazer o nosso serviço. Não dá para ficar esperando esse governo federal”, afirmou, em referência a projetos paralelos como as adutoras do Pirangi e Sirigi.

Marília e João disputarão título de deputado mais votado de PE

Atuando em lados opostos, os dois primos podem se tornar potenciais adversários na disputa pela 
Prefeitura do Recife em 2020 ou ao governo do estado em 2022. (Cláudia Elói/Diário de Pernambuco).

Oriundos do mesmo DNA familiar, a vereadora Marília Arraes (PT) e o engenheiro João Campos (PSB) estão travando uma briga de “titãs” nesta eleição para serem puxadores de votos à Câmara Federal. Atuando em lados opostos, os dois primos (em segundo grau) podem se tornar potenciais adversários na disputa pela Prefeitura do Recife em 2020 ou ao governo do estado em 2022. O status que conquistarão na disputa em outubro terá reflexo direto nas futuras eleições majoritárias.

A partir de agora, a ordem é cada um colocar seu exército nas ruas e usar as “armas” que dispõe para conquistar o maior número de votos. A neta e o bisneto do ex-governador Miguel Arraes não medirão esforços para ter bons desempenhos eleitorais. Se, de um lado, Marília percorreu o estado popularizando seu nome em busca da simpatia do eleitor, antes de ser “rifada” pelo PT nacional como candidata ao governo do estado, João tem mais de 70 prefeitos somente no PSB a seu favor, além de deputados e lideranças políticas.

Estreante nas urnas, o filho do ex-governador Eduardo Campos conta com apoio dos principais líderes do Partido Socialista Brasileiro (PSB), no estado: o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio. Marília, por sua vez, tem ao seu lado a força da base do PT, de parte dos dirigentes estaduais de seu partido, além do apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE) e movimentos sociais.
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De acordo com o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, Marília é um excelente quadro que fez uma caminhada vitoriosa. “Recebemos a filiação dela há dois anos com entusiamo. O nosso líder maior, Lula, abonou sua ficha de filiação. Esperamos que Marília tenha uma excelente votação. É importante para ela e o PT”.

Para não correr o risco de conquistar o voto, mas não eleger seus representantes na Câmara Federal como aconteceu em 2014, o PT de Pernambuco decidiu sair sozinho na disputa proporcional. “Tivemos quase 400 mil votos, mas não conseguimos eleger nenhum deputado federal porque estávamos coligados com o PTB, que elegeu cinco. Por isso o sentimento do partido foi sairmos sozinhos na chapinha”.

Fiel escudeira da candidatura de Marília, a deputada estadual Teresa Leitão (PT) acredita que a vereadora conquistará muitos votos de opinião. “É possível que ela seja puxadora de votos, mas muitos votos de opinião ainda estão soltos. Marília andou muito pelo estado e a meta é trabalharmos para ela ser bem votada”.
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Presidente licenciado da CUT-PE e candidato a deputado federal pelo PT, Carlos Veras afirmou que Marília não está preocupada em ser a mais votada, mas, como líder do PT, sua meta é receber mais votos para eleger um maior número de deputados. “Faremos ações juntos e individuais. O importante é manter a unidade no voto ao PT. Vamos mostrar quem são os verdadeiros candidatos de Lula e do nosso partido”, enfatizou Veras.

O presidente do PSB aqui de Pernambuco, Sileno Guedes, foi procurado, mas não retornou as ligações nem as mensagens via aplicativo de celular, WhatsApp. Para o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Isaltino Nascimento (PSB), João Campos tem a responsabilidade de dar seguimento à história de compromisso com o povo iniciada por Miguel Arraes e Eduardo Campos. De acordo com ele, não está em discussão a disputa pela Prefeitura do Recife, mas o objetivo do grupo é reeleger Paulo Câmara, os dois senadores e fazer uma forte bancada de deputado estadual e federal. “Arraes e Eduardo foram dois excelentes quadros políticos com dimensão nacional. João Campos tem a responsabilidade de dar seguimento a isso”, afirmou Isaltino.

Espólio - Na opinião do cientista político Hely Ferreira, a briga entre Marília e João Campos mostra como a disputa pelo poder pode colocar famílias em lados opostos e transformar parentes em ferrenhos adversários. “O poder, muitas vezes, divide as famílias. O bom disso é que a quantidade que cada um deles tiver de votos seja visto como grande responsabilidade para com o povo de Pernambuco. É importante que Marília e João Campos entendam que as cadeiras que serão conquistadas pelo voto não são da família Campos ou Arraes, mas do povo de Pernambuco”, enfatizou Ferreira.
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Lideranças do PSB e PR reforçam palanque de Armando Monteiro

“Diferentes partidos convergem para esse projeto. Isso reflete um 
clima claramente em favor da mudança”, destaca Armando

O vice-prefeito de Tamandaré, na Zona da Mata Sul, Raimundo Nonato (PSB), conhecido como Mundinho, declarou apoio ao candidato da coligação Pernambuco Vai Mudar, Armando Monteiro do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), na última quinta-feira (9). “Apesar de ser do PSB, não enxergo mais viabilidade nessa gestão. Paulo Câmara fez um péssimo governo e queremos mudança”, afirmou Mundinho.

Mundinho foi levado ao encontro com Armando pelo arquiteto e candidato a deputado estadual Romero Sales Filho (PTB). O petebista é filho da prefeita de Ipojuca, Célia Sales (PTB), e do ex-vereador Romero Sales. “Toda Mata Sul está conosco. Precisamos mudar Pernambuco”, defendeu Romero Filho. Além de Mundinho e Romero Filho, em Tamandaré Armando também conta com o apoio do ex-vereador Carrapicho (PDT). “Estamos sentindo que lideranças de diferentes partidos convergem para esse projeto de mudança. Isso reflete um clima claramente em favor da mudança”, observou Armando.

Vice-presidente do PR estadual, o ex-presidente da Alepe José Marcos Lima, de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, também está no palanque de Armando. O ex-deputado será o coordenador da campanha da coligação Pernambuco Vai Mudar no Sertão do Pajeú. “O PR tem um compromisso com Paulo Câmara, mas eu tenho esse compromisso com Armando porque ele foi meu senador. Está na hora de Armando”, comentou José Marcos.

Ex-prefeito da cidade de Salgadinho, no Agreste pernambucano, Adenílson Pereira (PR) foi outro apoio conquistado por  Armando. “Pernambuco precisa ter um governador com pulso firme e esse nome é Armando”, destacou Pereira, que encontrou Armando acompanhado por outras lideranças de Salgadinho, como o também ex-prefeito Evandro Pires (PTB), vereadores e vereadoras do município.
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Garanhuns: Inaugurada primeira creche municipalizada na Cohab 2

Creche Reverendo Ezequiel Ventura dos Santos irá atender, inicialmente,
100 crianças. Número chegará a 350 no próximo ano. (Secom/PMG).

O bairro Francisco Figueira foi beneficiado com um novo espaço escolar. Na noite da última quarta-feira (8), foi inaugurada a Creche Reverendo Ezequiel Ventura dos Santos, a primeira creche totalmente municipalizada de Garanhuns. O momento contou com a presença do prefeito Izaías Régis, da secretária de Educação, Eliane Simões Vilar, da presidente da Casa Raimundo de Moraes, Carla Patrícia, e dos vereadores Zaqueu Lins, Ary Júnior, Luzia Cordeiro, Marinho da Estiva, Gil PM, Daniel Silva, Professor Márcio e Gersinho Filho, além de outras diversas autoridades locais e moradores do bairro.  

Inicialmente, segundo informa o Governo Municipal de Garanhuns, serão atendidas cerca de 100 crianças que irão formar as turmas do Maternalzinho, Maternal e Infantil I. Em 2019, a creche chegará a 350 alunos, que irão ter aulas em horários parcial e integral. “Para mim é uma honra estar na gestão dessa creche. Para mim, tudo começa na educação, e na educação de base, infantil. Nós de toda a equipe faremos de tudo para que a educação funcione com excelência”, enfatizou a gestora da creche, Adriana Cordeiro Alves.

A secretária de Educação, Eliane Simões Vilar, aproveitou o momento para destacar que o empenho da gestão é pelo fortalecimento da educação por meio da melhoria da infraestrutura de diversos espaços, incluindo escolas e creches. “Aqui é preciso reconhecer o esforço do nosso prefeito Izaías e dos demais colegas de gestão, que abraçaram a causa e juntos alcançamos essa vitória. É uma conquista de muitas mãos, que vai ser ainda mais importante para o empoderamento das mulheres do bairro, que poderão sair para trabalhar e deixar seus filhos aqui, com uma equipe escolhida a dedo”, finalizou.
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O prefeito Izaías Régis enalteceu que a entrega da Creche Reverendo Ezequiel Ventura dos Santos é para o povo de Garanhuns e pediu que os moradores do bairro cuidassem bem do prédio. “Essa obra não é minha, não é da Prefeitura, é do povo, é de vocês. Cuidem bem desse espaço que vai acolher tantas crianças. Tivemos dificuldades com a obra porque quando assumi a gestão ela já estava abandonada. A dificuldade veio também por conta de licitações, com empresas que abandonaram a obra. Depois desse tempo, reuni minha equipe e conseguimos concluir essa importante obra”, explicou.

O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelo Governo Federal, por meio da modalidade Proinfância (tipo B), no intuito de instrumentalizar o município na oferta de atendimento à crianças de zero a cinco anos. De acordo com a Secretaria de Educação, a creche foi construída com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), avaliados em cerca de 1 milhão e 700 mil reais, e também com recursos próprios do Governo Municipal, com aproximadamente 600 mil reais.  

Homenageado — Ezequiel Ventura dos Santos nasceu em 18 de agosto de 1960, em Recife (PE), numa família da Igreja de Cristo Pentecostal no Brasil (ICPB), no bairro de Água Fria. Cursou Teologia, passou pelas IPBs de Piedade, IPSEP, Boa Viagem e cidades como Cabo de Santo Agostinho, Bonito e, por fim, a 4ª Igreja de Garanhuns, onde foi pastor.
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