terça-feira, 12 de junho de 2018

Miguel Coelho: "Há movimento de dissidência de prefeitos da base"

Ainda segundo Prefeito de Petrolina, número de chefes de executivo que podem migrar para oposição 
ao Governador Paulo Câmara, pode passar dos 30. (Renata Monteiro – Foto: Fernando da Hora/JC Imagem).

Presente no evento de lançamento dos pré-candidatos da frente das oposições na segunda-feira (11), o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB) afirmou que existe uma movimentação de dissidência por parte prefeitos que integram partidos da Frente Popular. O próprio Miguel rompeu com o governador Paulo Câmara (PSB) juntamente com seu irmão, o deputado federal Fernando Filho (DEM), saída comandada pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) para posterior formação do bloco das oposições. 

"É óbvio que quando chegar o momento apropriado, nós vamos tomar a nossa posição. Mas eu escuto de muitos colegas do PSB que a insatisfação continua. Eu sou suspeito para falar, mas a gente tem mais de 20, 30, prefeitos querendo começar um processo de dissidência do PSB", afirmou Miguel Coelho. 

Miguel Coelho foi o único da família Coelho que permaneceu no PSB, uma vez que não disputará eleição este ano. Fernando Bezerra se filiou ao MDB, como aval do presidente nacional, o senador Romero Jucá (MDB), e hoje trava uma batalha jurídica pelo comando do diretório estadual do partido contra o deputado federal Jarbas Vasconcelos e o vice-governador Raul Henry (MDB), aliados de primeira hora do governador. Fernando Filho também chegou a se filiar ao MDB também, mas diante da insegurança jurídica, acabou se filiado ao DEM antes do fim da janela partidária.

Bezerra Coelho sobre Armando: “melhor sangue da política de PE”

Após anos na Frente Popular, Senador  entrará na eleição deste
ano na oposição ao PSB. (JC Online – Foto: Ivaldo Reges).

Mostrando que o discurso já está afiado quando o assunto é criticar a gestão de Paulo Câmara, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) afirma que o Estado perdeu o ritmo. "Eu tenho ouvido a decepção, a frustração, o desânimo, a desesperança que choca, que machuca e que abate a alma do nosso povo. Pernambuco está horrorizado, indignado com as estatísticas de uma violência que não cessa e que não para, Pernambuco que se apequenou, Pernambuco que perdeu o ritmo, que deixou de atrair empreendimentos e investimentos, Pernambuco que foi deixado para trás pela Bahia e pelo Ceará", disse o senador durante o anúncio da chapa majoritária da oposição.

Após anos na Frente Popular, Bezerra Coelho vai entrar na eleição deste ano na oposição ao PSB. Rachado com o partido desde o ano passado, quando deixou a legenda e se filiou ao (MDB), ele vai apoiar o nome do também senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao Governo de Pernambuco. No evento, Armando foi lançado como pré-candidato ao Palácio do Campo das Princesas, enquanto o deputado federal Mendonça Filho foi anunciado como pré-candidato ao Senado. As outras vagas da chapa ainda serão definidas, mas ainda não há data prevista, segundo informou a frente "Pernambuco vai Mudar".

Durante sua fala, Fernando não conseguiu esconder sua vontade de ser o candidato da oposição ao governo. Mas uma briga jurídica com Raul Henry pelo comando do MDB em Pernambuco inviabilizou essa possibilidade. "Você sabe, Armando, que eu queria estar jogando em outra posição. Mas eu quero lhe dizer com muita lealdade, a minha vida já tem 36 anos de disputa política, foram nove eleições para o governo do Estado, estive do lado vencedor sete vezes e eu estou com a percepção que tem cheiro de mudança no ar", destacou. "Esta eleição é como se fosse a minha eleição, essa eleição é o julgamento de toda uma história, de toda uma caminhada", completou Fernando.

Jarbas: "Não tenho dificuldade em pedir votos para Humberto"

Crítico ferrenho dos governos do PT, pré-candidato ao senado não vê problema em subir no palanque 
de Paulo Câmara se houver aliança do PSB com os petistas. (JC Online – Foto: Diego Nigro).

Em meio às articulações entre PT e PSB para fechar uma aliança em Pernambuco, restava a dúvida se o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), crítico dos governos do PT, pediria voto ao possível companheiro de chapa Humberto Costa (PT). Agora, não resta mais. À Rádio Jornal, na manhã desta terça-feira (12), Jarbas foi questionado e afirmou que pediria votos para o petista 'sem nenhuma dificuldade'.

O deputado destaca que não teria problemas em subir no palanque de Paulo Câmara se houver aliança, pois o PT não é 'bicho de sete cabeças'. "Não há nada sem comando e o comando é o governador do Estado. Ele está num diálogo permanente com o PT e acho positivo. Quanto mais puder fazer governo largo, com mais forças, mais condições de fazer mais pela população. O PT não é nenhum bicho de sete cabeças, não me oponho em coisa nenhuma, peço votos a Humberto sem nenhuma dificuldade se esse for o caso", comentou.

A tendência, no caso da coligação ser fechada, é de Humberto Costa ocupar uma das vagas para o Senado ao lado de Jarbas. Essa união, por exemplo, vem sendo vista como uma dificuldade para o governador Paulo Câmara (PSB), que terá de explicar ao eleitor a presença de dois adversários ferrenhos no mesmo palanque.

Apoio a Alckmin - A nível nacional, Jarbas defende o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, o que também levantou a hipótese de um desconforto, em uma possibilidade de Paulo Câmara apoiar o ex-presidente Lula ou um outro nome do Partido dos Trabalhadores (PT). Defensor da pré-candidatura de Alckmin, Jarbas também rechaçou a possibilidade de desconforto. "Lula é um líder popular importante, mantenho boa relação de admiração e respeito recíproco, sempre o recebi bem, de forma que não vejo que isso possa me trazer desconforto ou dificuldade, não faço campanha de ir em cima da pessoa, acho que essa época passou, estamos no tempo de internet, a busca da verdade é mais fácil e estou tranquilo com isso", comentou.

Pesquisa aponta empate técnico entre Paulo, Armando e Marília

Novo levantamento da Datamétrica, revela que Câmara soma 20% das intenções
de voto, ao paso que Arraes 17% e Monteiro 14%. (Edmar Lyra).

Nova pesquisa estimulada sobre a eleição para Governador em Pernambuco, apresenta um empate técnico entre os três primeiros pré-candidatos, Paulo Câmara, Marília Arraes e Armando Monteiro. O governador, do PSB, vem em primeiro lugar, com 20%, seguido da candidata do PT, com 17%, e do candidato do PTB, com 14%. Os demais pré-candidatos simulados na pesquisa, Júlio Lóssio, Danielle Portela e Coronel Meira, apareceram cada um com 2%, 2% e 1%, respectivamente. É o que mostra a pesquisa Datamétrica sobre as eleições deste ano, realizada entre 8 e 9 de junho.

Em um segundo exercício, especulou-se o cenário em que Marília Arraes não seria candidata. Mantém-se um empate técnico, mais uma vez com Paulo Câmara em primeiro lugar e, neste quadro, com 23%. O candidato do PTB, Armando Monteiro Neto, aparece em segundo com 19%. Os demais três incluídos permanecem nas posições do outro cenário. Sobre a migração de votos de Marília: ao suprimir o nome dela na simulação de primeiro turno, metade dos seus eleitores não migra para ninguém, enquanto a outra metade se divide entre Armando Monteiro e Paulo Câmara, com preferência pelo senador. Dos que disseram que votariam nela, 49% responderam que anulariam seu voto, votariam em branco ou não votariam em ninguém. Armando Monteiro beneficia-se com a migração de 20% dos votos dela, ao tempo que o atual Governador Paulo Câmara 13%.

Na simulação espontânea, em que o respondente não tem acesso aos nomes dos pré-candidatos, todos os três candidatos aparecem com muito menos menção: Paulo Câmara com 12%, Marília Arraes com 8% e Armando Monteiro com 4%. Na sequência, Júlio Lóssio foi lembrado por 2%, Coronel Meira por 1%, Danielle Portela por 1%.

Em cenários de segundo turno, exercitando as possibilidades entre os três principais pré-candidatos, Marília venceria Armando por 29% a 20%, portanto fora da margem de erro – que é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. Marília venceria Paulo com 28% contra 27%, o que constitui um empate técnico. Paulo venceria Armando com 28% contra 24%, novamente configurando empate técnico.

Segundo turno - Em eventual segundo turno entre o governador e Armando, a migração do voto de primeiro turno de Marília é maior para o pré-candidato do PTB do que para o pré-candidato do PSB. Em cenário entre Marília e Paulo, o eleitor de Armando beneficia mais Marília do que Paulo: 44% preferem Marília, enquanto 24% preferem Paulo. Na hipótese de sair Paulo, seus votos se distribuem mais em favor de Marília: 31% migrariam para a candidata do PT e 19% para Armando. A frequência de eleitores de Marília que, diante de um cenário de segundo turno sem ela, disseram que não votariam em ninguém, chama a atenção. São 53% de eleitores que não votariam em nenhum dos dois.

“Estes não são resultados óbvios. Eles mostram que o eleitorado pernambucano está mergulhado em motivações ideológicas e de insatisfação com a gestão que precisarão ser desvendadas por qualquer um que pretenda fazer prognósticos eleitorais este ano”, diz a sócia-diretora do Instituto responsável pelo levantamento, Datamétrica, Analice Amazonas.

Apesar dos cenários de empate técnico que se repetem ao longo da pesquisa, o pernambucano tem a expectativa de que Paulo será reeleito governador. 26% assim afirmaram, enquanto 12% apostam em Marília e outros 11% em Armando. Chama a atenção o fato de que 47% dos entrevistados preferem não fazer prognósticos. Dentre os três nomes mais fortes na disputa, o governador hoje é o mais conhecido: 49% consideram conhecê-lo bem, e outros 44% o conhecem de ouvir falar.

Armando e Marília, têm graus de conhecimento semelhantes, mas com o senador ligeiramente mais conhecido: 23% consideram conhecê-lo bem e 54% de ouvir falar. No caso de Marília, 20% dizem conhecê-la bem e outros 51% de ouvir falar. Marília, dos três, é a única novata em disputas majoritárias e recente na política. Portanto, a que tem mais potencial de crescimento derivado do aumento de conhecimento que ocorrerá na campanha.

PE: Governador entrega 208 novas viaturas para Polícia Militar

Novas motocicletas, foram entregues pelo chefe do executivo estadual, na manhã desta 
terça-feira, e vão intensificar as operações do Biesp, BPTran e BPRv. Fotos: Hélia Scheppa/SEI

O governador Paulo Câmara entregou na manhã desta terça-feira (12), 208 novas motocicletas, que irão fortalecer as operações das unidades especializadas Biesp, BPTran e BPRv. O novo reforço faz parte de um conjunto de 700 motos que foram adquiridas pelo Governo de Pernambuco, com o intuito de reforçar a estrutura operacional da PMPE no combate à criminalidade. Destas, 373 foram entregues. A expectativa é que, já no próximo mês de julho, as demais motocicletas sejam disponibilizadas ao efetivo pernambucano.

Do total de 700 motos que constam o Plano de Segurança de Pernambuco, 165 motos já haviam sido entregues, no último mês de abril, a diversos Batalhões da Região Metropolitana do Recife. Já as 208 entregues hoje, também serão utilizadas pelas operativas nas regiões do Agreste e Sertão pernambucano. As demais 327, segundo o governo, estão previstas para o próximo mês. No total, o investimento para aquisição desses veículos é de R$ 20,3 milhões, viabilizados por financiamento junto ao BNDES.

Ainda para este ano, dentro do Plano de Segurança que vem sendo implantado pelo Governo do Estado, está prevista a inauguração do 2º Batalhão Integrado Especializado de Policiamento (BIESP) de Petrolina, do 26º Batalhão da Polícia Militar (26º BPM) de Itapissuma e da Companhia Independente da PM (CIPM) de Lajedo. Em atenção ao efetivo, nesta semana, foram abertas as inscrições para o novo concurso da PMPE, oferecendo 500 vagas para o cargo de praça, 60 para oficiais e 20 para o Corpo de Bombeiros.
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