segunda-feira, 4 de junho de 2018

Carlos Siqueira: "Não existe clima de aliança do PSB com o PT"

Afirmação, que cai como um balde de água fria aqui em Pernambuco, é do Presidente 
Nacional dos Socialistas. (Wellington Freitas – Foto: Humberto Pradera/Divulgaçã).

Diferentemente do que pregam alguns setores do PSB pernambucano, que insistem em dar como certa a aliança entre PT e PSB, para barrarem no “tapetão” a candidatura da petista, Marília Arraes ao governo do estado, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, negou que o seu partido esteja discutindo qualquer tipo de aliança com o PT.

Em entrevista ao blog do Jamildo, Siqueira disse não existir clima para uma aliança no plano nacional com os petistas, embora tenha assegurado que a legenda discute a formação dos palanques estaduais, como é o caso de Pernambuco. As palavras de Siqueira caem como um balde de água fria nos constantes boatos e especulações espalhadas pelo PSB pernambucano que dão como certa a saída de Marília da disputa.

Segundo Siqueira, a tendência é que na corrida presidencial, os socialistas acabem se aliando a Ciro Gomes (PDT). Não sendo construída essa formação, os diretórios estaduais, como no caso de Pernambuco, tendem a ser liberados para optarem pelo seu candidato.

       Acaso a posição do PSB se consolide nacionalmente, caí a tese de uma aliança dos socialistas com o PT, que se encarregaria de barrar a candidatura de Arraes.

Distrito Federal: Cunha é condenado a mais de 24 anos de prisão

Processo em que ex-presidente da Câmara foi condenado, é derivado da Operação Sépsis, que investiga
desvios no Fundo de Investimento do FGTS. (Estadão Conteúdo – Foto: Lula Marques / AGP)

A Justiça Federal do DF, condenou na última sexta-feira (1º), o ex-presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, a 24 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, em processo derivado da Operação Sépsis, que investiga desvios no Fundo de Investimento do FGTS. Cunha já está preso em Curitiba (PR) desde outubro de 2016.

A sentença foi determinada pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, que condenou Cunha por corrupção, violação de sigilo e lavagem de dinheiro. O ex-deputado também foi condenado pelo juiz Sergio Moro em 2017 a 15 anos e 4 meses de prisão na Operação Lava Jato.

Na sentença desta sexta, Vallisney também nega a Cunha o pedido de revogação de sua prisão, para "preservar não apenas a ordem pública e a aplicação da lei penal, mas também a ordem econômica", apontando que o réu tem controle de eventual conta no exterior, havendo o risco de movimentação dos valores, conseguidos de forma ilícita.

O ex-deputado e ex-ministro Henrique Eduardo Alves e o corretor Lúcio Funaro também também foram condenados, ambos a mais de oito anos em regime fechado. Funaro, no entanto, por ser delator, tem benefícios e deve continuar na prisão domiciliar.

Multas - A Justiça ainda fixou multas de R$ 7 milhões de reais para Eduardo Cunha e R$ 1 milhão para Henrique Alves. O Ministério Público Federal (MPF) havia pedido 386 anos de prisão para Cunha e 78 anos a Alves.

Governo discute meios de acabar com reajustes diários da gasolina

Depois da greve dos caminhoneiros causada pela alta no diesel, amortecer preços dos combustíveis 
é prioridade do Ministério de Minas e Energia. (Agência Brasil – Foto: Guga Matos/JC Imagem).

O Ministério de Minas e Energia (MME) estuda a criação de uma política de amortecimento de preços dos combustíveis que chegue ao bolso do consumidor. Nesta segunda-feira (4), técnicos do MME e do Ministério da Fazenda, que integram o grupo de trabalho criado para discutir o assunto, têm reunião marcada. Estão incluídos na discussão os combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina.

O acordo firmado com os caminhoneiros para o fim do movimento de paralisação define a redução de R$ 0,46 no preço do diesel nas bombas. Agora, a intenção é incluir na discussão também os demais combustíveis, criando um mecanismo que proteja o consumidor final da volatilidade dos preços.

Segundo o MME, o grupo de trabalho vai convidar especialistas no assunto para ajudar a construir uma solução que permita, por um lado, a continuidade da prática de preços livres ao produtor e importador e, por outro, o amortecimento dos preços ao consumidor. A primeira reunião do grupo ocorreu na última sexta-feira (1º), com participação de técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

"[Essa política de proteção] terá que preservar a atual prática de preços de mercado para o produtor e importador, o que é tido pela atual administração como um ponto fundamental para a atração de investimentos para o setor. Vai trazer previsibilidade e segurança ao consumidor e ao investidor", diz a pasta em nota.

Em carta aberta, Bolsonaro defende Bolsa Família com "auditoria"

Preocupação da campanha de Bolsonaro é com eventual difusão de que um governo 
do pré-candidato do PSL poderá acabar com o programa. (Estadão Conteúdo – Foto: AFP).

Preocupado em não perder votos entre eleitores de menor renda, o pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) prepara uma "carta de princípios" na qual se comprometerá em manter o Bolsa Família, com mais auditorias, entre outras promessas. A estratégia do documento é formalizar compromissos do pré-candidato na área social, na qual incluirá também uma reforma da Previdência "devagar".

A carta de princípios do capitão da reserva do Exército mira a disputa por votos com Marina Silva (Rede) - a concorrente considerada mais difícil de bater -, e Ciro Gomes (PDT), ambos bem avaliados entre famílias de baixa renda. "Lula está fora de combate", destacou Bolsonaro, aproveitando para arrematar por fim: "Eu vou fazer a minha parte."

Conversas - A elaboração da carta ocorre em paralelo a conversas do economista Paulo Guedes, conselheiro do pré-candidato, com empresários e banqueiros para apresentar Bolsonaro. "Tenho aprendido com ele (Paulo) e ele tem aprendido comigo, que conheço a política: 'Paulo, isso não passa na Câmara'", disse o pré-candidato sobre as conversas com o economista. "A minha reforma da Previdência, por exemplo, é por partes. Duvido que não votem uma primeira leva (de medidas). Vai (se for) devagar”.

A preocupação da campanha de Bolsonaro é com eventual difusão de que um governo do pré-candidato do PSL poderá acabar com o Bolsa Família.

Brasil: Congresso não reduzirá preços de gasolina e gás de cozinha

Orçamento apertado, Lei de responsabilidade Fiscal e teto de gastos
limitam ação do governo. (Folha de São Paulo – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress).

BRASÍLIA - Com o fim da greve dos caminhoneiros –que resultou em desconto de R$ 0,46 no litro do óleo diesel– e a normalização do abastecimento de combustíveis, o comando do Congresso não vislumbra um cenário de queda de preços de gasolina, etanol e gás de cozinha. Em Brasília, o litro da gasolina é vendido à população por aproximadamente R$ 5 nos postos. O botijão de gás liquefeito petróleo (GLP) chega a R$ 80.

Para os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB do Estado do Ceará), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM do Rio de Janeiro), a margem de manobra orçamentária é muito pequena para o governo atuar na redução do patamar. Maia destaca ainda que o governo se depara com travas da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da emenda à Constituição que estabeleceu um teto para os gastos.

O deputado acredita que a única política a ser feita no momento é o uso de impostos flutuantes, que seriam reduzidos no caso de alta do valor do petróleo. A providência, porém, não reduz o patamar de preço dos combustíveis, apenas suaviza as oscilações. Essa medida ganha força desde de semana passada no Ministério de Minas e Energia como forma de amortecer o impacto da volatilidade do preço na bomba.