domingo, 6 de maio de 2018

Sem Lula, Bolsonaro lidera pesquisa seguido por Marina e Barbosa

Pré-candidato lidera pesquisa em dois cenários que excluem o ex-presidente Lula. 
Quando o petista está no páreo, a liderança é dele. (Gazeta do Povo – Foto: Marcelo Andrade).

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) lidera pesquisa de intenção de votos para a presidência quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não está no páreo. Levantamento nacional feito pelo instituto Paraná Pesquisas mostra Bolsonaro na frente em dois cenários que excluem o ex-presidente. Bolsonaro aparece à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Joaquim Barbosa (PSB) e Geraldo Alckmin (PSDB). Quando o nome de Lula aparece como candidato, é o petista que lidera a pesquisa.

No primeiro cenário da pesquisa estimulada, o candidato do PT é o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Neste caso, Bolsonaro desponta com 20,5% das intenções de voto. Um indicador que chama atenção é o de eleitores que não escolheriam nenhum dos candidatos desse cenário que é de 17,5% dos entrevistados.

Na sequência, quatro candidatos aparecem com porcentuais muito próximos, que revelam um empate técnico, considerando a margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Marina Silva tem 12% das intenções de voto, seguida por Joaquim Barbosa (11%), Ciro Gomes (9,7%) e Geraldo Alckmin (8,1%). Ainda foram citados na pesquisa o senador Alvaro Dias (Podemos) com 5,9%, Fernando Haddad (PT) com 2,7%, Manuela D’Ávila (PCdoB) com 2,1%, o atual presidente Michel Temer (PMDB) com 1,7% e o empresário Flavio Rocha (PRB) com 1% das intenções de votos.

O segundo cenário da pesquisa que não considera o ex-presidente Lula também exclui um candidato próprio do PT. Nesse caso, os porcentuais de intenção de votos são muito semelhantes. Bolsonaro segue liderando com 20,7%. Em seguida, a opção nenhum dos candidatos aparece com 17,3%. Marina Silva tem 13,3% das intenções de voto e na esteira aparecem Joaquim Barbosa (11,2%), Ciro Gomes (10,1%), Geraldo Alckmin (8,4%) e Alvaro Dias (6,1%). Manuela D’Ávila, Michel Temer e Flavio Rocha repetem o desempenho do cenário anterior. Nesses dois cenários, ainda foram citados os candidatos Guilherme Boulos (PSol), Henrique Meirelles (PMDB), João Amoêdo (Novo) e Rodrigo Maia (DEM), mas eles não atingiram 1% das intenções de votos.

Lula ainda lidera cenário - Quando o ex-presidente Lula é incluído como candidato, a situação muda. No cenário com Lula, o petista lidera a pesquisa com 27,6% das intenções de voto, mesmo estando preso. Jair Bolsonaro é o segundo colocado, com 19,5% – porcentual semelhante ao que ele tem quando Lula não está no páreo.

O percentual de entrevistados que diz não votar em nenhum dos candidatos cai para 9,6%. Na sequência, o ex-ministro do STF Joaquim Babosa aparece com 9,2%, seguido por Marina Silva (7,7%), Geraldo Alckmin (6,9%), Ciro Gomes (5,5%) e Alvaro Dias (5,4%). Ainda aparecem na pesquisa Manuela D’Ávila (1,2%) e Michel Temer (1%). Neste caso, Flavio Rocha, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, João Amoêdo e Rodrigo Maia foram citados, mas não atingiram 1% das intenções de voto.

Inscrições para o Enem 2018 começam nesta segunda-feira, dia 7

Pagamento da taxa de inscrição para quem não conseguiu a isenção pode ser feito até o dia 23 de maio. 
Este ano, provas serão realizadas nos dias 4 e 11 de novembro. (ABR – Foto: Reprodução).

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018, começam às 10h desta segunda-feira (7) e seguem até o próximo dia 18 de maio. Mesmo os candidatos que pediram isenção da taxa de inscrição no Enem devem se inscrever na Página do Participante. O pagamento da taxa de inscrição para quem não conseguiu a isenção, no valor de R$ 82 reais, pode ser feito até o dia 23 de maio, nas agências bancárias, casas lotéricas e ainda nas agências dos Correios espalhadas por todo o país.

Para fazer a inscrição, o participante deverá apresentar o número do CPF e do documento de identidade e criar uma senha. O número de inscrição gerado e a senha cadastrada deverão ser anotados em local seguro, pois serão solicitados para o acompanhamento da situação da inscrição na Página do Participante. Esses dados também serão usados para consulta do Cartão de Confirmação da inscrição e para a obtenção dos dados individuais dos candidatos.

Na hora da inscrição, o candidato deverá informar um endereço de e-mail válido e um número de telefone fixo ou celular, que serão usados para enviar informações sobre o exame. Também deve ser indicado o município onde o candidato quer realizar o exame e a língua na qual quer fazer a prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol).

Atendimento - O candidato que necessitar de atendimento especializado ou específico deve fazer essa solicitação no ato da inscrição. O atendimento especializado pode ser pedido para pessoas com problemas como baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, deficiência intelectual, dislexia ou autismo.

O atendimento específico pode ser solicitado para gestante, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar ou com outras condições específicas. Os candidatos travesti ou transexuais que desejarem também poderão pedir atendimento pelo nome social.

Provas - As provas do Enem deste ano serão realizadas em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro. o primeiro dia da prova, que reúne redação e questões de linguagens e ciências humanas, terá cinco horas e meia de duração e o segundo dia, com questões de ciências da natureza e matemática, terá cinco horas.

Os resultados do Enem poderão ser usados em processos seletivos para vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

“Temer nasceu pelas mãos do PSB e Paulo Câmara é o padrinho”

Frase, é do Deputado Federal Bruno Araújo, que em nota divulgada em seu Facebook, questiona Paulo 
pelo fato dele buscar apoio do PT para sua candidatura a reeleição. (JC Online – Foto: Beto Barata).

Apontando incoerência numa possível aliança entre PT e PSB, o deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), liderança do grupo Pernambuco Quer Mudar, voltou a afirmar que o governador Paulo Câmara (PSB) defendeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na manhã desta sexta-feira (4), Bruno publicou na sua conta no Facebook documento relembrando que os socialistas votaram pela impugnação. 

"Há apenas dois anos o governador e seu partido rejeitavam o PT e divulgaram carta na véspera da votação do impeachment de Dilma Rousseff. Em nome do governador, o presidente do partido em Pernambuco demonstra total apoio ao impeachment e critica a então presidente que se "deslegitimou". E mais, a nota faz questão de diminuir o papel do ex-presidente Lula no desenvolvimento de Pernambuco, algo que mesmo fazendo oposição nunca deixamos de reconhecer", escreveu o tucano.

Enquanto busca o apoio do PT para a reeleição, Paulo Câmara passou a ser questionado por sua posição em relação ao impeachment de Dilma. Nas últimas semanas, os deputados de oposição Mendonça Filho (DEM) e o próprio Bruno Araújo afirmaram ter conversado mais de uma vez com Paulo e com o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), sobre o impeachment. Em nota, no último dia 20, o governador negou os encontros. A oposição, vale lembrar, pode se favorecer por uma candidatura própria do PT, que pode levar a disputa ao segundo turno.

                                        Abaixo, você confere a carta do PSB, á época do 
                                           Impeachment da Presidente Dilma Rousseff:
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PT de PE adia decisão sobre candidatura própria para 10 de junho

Nos bastidores, o que se ouve, é que o novo levantamento Múltipla, onde Marília aparece tecnicamente
empatada com Paulo Câmara, teria motivado a decisão, antes prevista para 12 de maio. (JC Online).

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), aqui de Pernambuco divulgou no último sábado (5) o adiamento da reunião, marcada para o próximo dia 12, que decidiria se o partido teria candidatura própria ao governo do estado nas eleições de outubro. A data foi remarcada após uma negociação entre a ala do partido que apoia a candidatura da vereadora Recifense Marília Arraes ao cargo e os militantes que preferem apoiar a reeleição de Paulo Câmara (PSB) através de uma aliança.

Na última quinta (3), pesquisa realizada pelo Instituto Múltipla da cidade de Arcoverde, amplamente divulgada por todo estado, revelou que Marília está tecnicamente empatada com o atual Governador Paulo Câmara, já que os dois aparecem no levantamento separados pelo percentual de apenas 3% (Arraes 21,5%, e Paulo 24,5). 

        Embora esse não tenha sido o motivo oficial para a mudança na data para apresentar a decisão, nos bastidores, o que se ouve é que o novo levantamento Múltipla, fez até mesmo a ala contra Marília no PT, repensar se deve ou não, apoiar a candidatura de Paulo.

"Decidimos, por acordo, alterar a data do encontro estadual para 10 de junho. Houve um apelo do GTE Nacional nesse sentido. No encontro, primeiro se decidirá a tática em 2018 (se candidatura própria ou aliança). Depois, caso prevaleça a candidatura própria, se escolherá o nome do candidato e demais pontos (senado e proporcional), bem como eixos do programa de governo. Até lá, faremos uma pesquisa com apoio da Nacional e seguiremos a agenda de construir consensos internos", afirmou o presidente do PT aqui no Estado de Pernambuco, Bruno Ribeiro, em entrevista ao Jornal do Commercio.

2ª Turma do STF pode soltar Lula até a próxima quinta, 10 de maio

Ex-Presidente terá novo pedido de Habeas Corpus julgado por cinco Ministros da Corte, 
dos quais, quatro foram favoráveis a ele na última votação. (em.com.br – Foto: Reprodução).

Brasília – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na sexta-feira (4) pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde 7 de abril cumprindo pena de 12 anos e um mês de prisão na sede da Polícia Federal por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). O julgamento ocorre em plenário virtual, e os ministros têm até 10 de maio para apresentar os votos. O resultado deverá ser conhecido na próxima sexta-feira. Entretanto, se todos os integrantes da Segunda Turma votarem antes do prazo, a decisão também pode sair antes. Julgarão o pedido de Lula os ministros Luiz Edson Fachin, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Celso de Mello.

Lula apresentou recurso (agravo regimental) contra a decisão do ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, de rejeitar pedido do petista para não ser preso. Os advogados argumentaram que a prisão não poderia ter sido decretada em 5 de abril porque ainda havia embargos de declaração pendentes de análise no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a segunda instância da Justiça responsável pela Operação Lava-Jato. Os embargos foram divulgados apenas em 18 de abril. Edson Fachin negou o pedido por entender que os embargos de declaração pendentes não impediam a execução da pena. No processo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também argumentou que recursos apresentados a tribunais superiores não impedem a prisão.

Relator do caso, Edson Fachin enviou o pedido da defesa de Lula para julgamento pelo plenário virtual. De uma maneira geral, processos incluídos nesse plenário demandam menos discussão e costumam seguir o entendimento consolidado do Supremo. Pelas regras, o relator é o primeiro a inserir o voto no sistema e, em seguida, os outros ministros da turma terão como opções concordar com o relator, acompanhar com ressalva de entendimento ou discordar do relator. O julgamento só sairá do plenário virtual se algum ministro da Segunda Turma pedir destaque do tema. Se a defesa do ex-presidente solicitar destaque e sustentação oral, o caso também terá que ser julgado presencialmente.