domingo, 8 de abril de 2018

SP: Lula se entrega a Polícia Federal para cumprir pena em Curitiba

PT fez das horas anteriores à prisão do petista, um ato político de desagravo a ele. Manifestação 
terminou com um discurso de Lula, que durou 55 minutos.  (JC Online – Foto: Thiago Bernardes/AFP).

Mais de 48 horas depois da ordem de prisão expedida pelo juiz Sergio Moro - tempo em que se manteve entrincheirado no Sindicato dos Metalúrgicos – o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a pé o prédio, em São Bernardo do Campo, cercado por apoiadores e se entregou à Polícia Federal. O ex-líder sindical que despontou na ditadura, governou o País duas vezes, atravessou o escândalo do mensalão e foi condenado, este ano, na Operação Lava Jato, tornou-se o primeiro ex-presidente a ser preso por corrupção.

Lula desembarcou no aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, às 22h, de onde seguiu para a carceragem da PF para iniciar o cumprimento da pena de 12 anos e um mês. Na carceragem, ele chegou às 22h30. A prisão ocorreu quando ele entrou num veículo que o levaria para o aeroporto de Congonhas, de onde partiria para Curitiba. Lula foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

O Juiz Federal Sérgio Moro determinou que ele se entregasse até as 17h da última sexta-feira, prazo descumprido pelo petista, que ocupou a sede do sindicato, seu berço político, desde quinta-feira (5). Lula anunciou em um discurso ora emocionado, ora indignado, na tarde deste sábado, que se entregaria. Eram 16h57, quando o ex-presidente Lula saiu por uma escada alternativa na garagem do sindicato.

Marina Silva lança pré-candidatura a Presidência da República

Durante evento de lançamento de sua postulação, Ex-Senadora comentou a situação vivida pelo ex
presidente Lula: “Interditado pela Justiça por erros que cometeu”. (G1 Brasília – Foto: Reprodução Twitter).

A Rede Sustentabilidade lançou oficialmente neste sábado (7) a pré-candidatura da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva à Presidência da República. A pré-candidatura de Marina foi aprovada no congresso nacional do partido.Ainda não há definições sobre chapa e coligações, que serão feitas na convenção partidária prevista para o final de julho.

Em seu discurso, Marina lembrou que é a terceira vez que se coloca como candidata e que o momento político do Brasil torna sua decisão necessária. “Nunca foi tão necessária a decisão de estar aqui hoje, pelo momento que estamos vivendo; que não é de celebração, mas de tristeza por um lado. Um ex-presidente da República, que poderia estar apto para fazer o que quisesse na política, estar sendo interditado pela Justiça por erros que cometeu”.

Para ela, a decretação de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma esperança de que, agora, a lei passará a valer para todos. “Isso não deve ser motivo de celebração, mas por outro lado é uma sinalização de que podemos começar a ter esperança de que está se iniciando um tempo de que a lei será igualmente para todos”, afirmo

A ex-ministra também criticou nominalmente alguns políticos e o foro privilegiado, que permite a autoridades e congressistas serem julgados somente no Supremo Tribunal Federal (STF). “Que não se permita mais que os Renans, os Aécios, os Padilhas e os Temers fiquem impunes sob o manto do foro privilegiado. Não podemos ter uma justiça que tenha dois pesos e duas medidas”, disse.

Com o pai FBC, brigando pelo MDB, Fernando Filho se filia ao DEM

Filiação de Fernando ao MDB, presidido nacionalmente pelo Senador Romero
Jucá, durou apenas 18 dias. (Jamildo Melo – Foto: Divulgação).

Dezoito dias depois de se filiar ao MDB, o agora ex-ministro de Minas e Energia e deputado federal Fernando Filho se filiou neste sábado (7), último dia da janela partidária, ao Democratas, "de Mendonça Filho". O parlamentar entrou no MDB no segundo dos três dias em que o pai dele, o senador Fernando Bezerra Coelho, esteve à frente do partido em Pernambuco. Opositor do governador Paulo Câmara (PSB), Coelho disputa a presidência da sigla no Estado com o vice do socialista, Raul Henry, que conseguiu nessa sexta-feira (6) mais duas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em seu favor.

"Foi em função da insegurança jurídica que reina", afirmou Fernando Bezerra Coelho neste sábado (7), sobre a troca de partido do filho. "Mas estou convencido de que a decisão sai antes das convenções. Com isso, nós teremos condições de colocar o MDB dentro da frente política que deseja mudança em Pernambuco", acrescentou.

Pai e filho pertencem ao grupo que lidera a frente de oposição "Pernambuco Quer Mudar", que fez um ato neste sábado, na cidade de Ipojuca. Ao contrário dos outros eventos, neste o senador não se colocou como pré-candidato ao Governo do Estado no discurso. Apesar disso, FBC afirma que acredita que conseguirá o comando do partido. "As decisões foram em caráter liminar. Falta ser julgado o mérito das ações. E elas serão julgadas através do instrumento do agravo que foi impetrado no Supremo Tribunal Federal. Continuo no MDB, continuo animado e com a certeza de que vai prevalecer o que dispõe a Constituição. Essa é uma questão interna corporis do partido".

O ministro Ricardo Lewandowski suspendeu os artigos da resolução assinada pelo presidente nacional do MDB, Romero Jucá, essa semana que poderia retirar os poderes do diretório pernambucano, presidido hoje, por causa de uma liminar do próprio Lewandowski, por Raul Henry. De acordo com o documento de Jucá, o partido deveria ter candidatura própria ao governo e, nos diretórios onde há conflito judicial, como é o caso de Pernambuco, caberia à Comissão Executiva Nacional decidir sobre coligações e candidaturas majoritárias e proporcionais nas eleições deste ano. Rosa Weber ainda negou um mandado de segurança contra a suspensão da dissolução no Estado.

Em Ipojuca, “PE Quer Mudar” reafirma unidade das Oposições

Armando, sobre o futuro do grupo: “Vamos construir as propostas dialogando com os setores 
da sociedade. É preciso ouvir todo Pernambuco para e apresentar uma nova agenda para o estado".

O grupo “Pernambuco Quer Mudar”, encabeçado pelos senadores Armando Monteiro (PTB), Fernando Bezerra Coelho (MDB), os deputados federais Bruno Araújo (PSDB), Mendonça Filho (DEM) e Fernando Filho (DEM) e os ex-governadores João Lyra Neto (PSDB) e Joaquim Francisco (PSDB) reafirmaram, em um grande ato político, a unidade do bloco e o compromisso de construir um projeto que garanta a retomada do crescimento do estado. Os líderes reiteraram, durante o encontro em Ipojuca, neste sábado, (7 que até o final deste mês o candidato a governador será anunciado. O escolhido contará com o apoio de todos os partidos e lideranças que compõem o movimento.

Anfitriã do encontro, a prefeita Célia Sales, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) destacou que o evento uniu pernambucanos de todas as regiões numa grande demonstração de unidade em torno de um Pernambuco melhor. “Estamos aqui todos unidos, do Litoral ao Sertão, na certeza de abrir um novo tempo para o nosso estado. Chegou a hora de um novo tempo para Ipojuca e para Pernambuco”, destacou. "Diziam que não iríamos ficar unidos, que este nosso grupo não se sustentaria. A realidade é que estamos unidos e cada vez mais fortes. Independente da chapa que será montada, estaremos todos lado a lado, para mudar Pernambuco", constatou o ex-ministro Fernando Filho.

Para o ex-governador João Lyra Neto, será desse palanque que sairá o futuro governador de Pernambuco. “O nosso escolhido vai fazer com que o estado retome sua liderança regional e nacional, mas acima de tudo, para cuidar da qualidade de vida dos pernambucanos", disse. O ex-governador Joaquim Francisco ressaltou que o grupo das Oposições vem somando apoios nos últimos meses. “Não vamos pronunciar um verbo que não tenha sequência. Por isso está chegando a hora da conclusão da primeira etapa. Que nós possamos fazer com que essa união se some ao desejo de mudar", afirmou.
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O ex-ministro das Cidades, Bruno Araújo, colocou que a razão que une o grupo das oposições é a vontade de fazer Pernambuco avançar. “De avançar na qualidade de vida dos pernambucanos, de avançar na saúde pública, na segurança pública que amarga números vergonhosos. Que nós possamos construir outra realidade juntos, que possamos construir um novo Pernambuco", convocou. O senador Fernando Bezerra Coelho destacou que o palanque do grupo das Oposições tem experiência, ousadia, força e coragem para levar Pernambuco a outro patamar. “Iremos definir, ainda esse mês, a composição da chapa. Mas qualquer que sejam os nomes, o mais importante é esse sentimento da mudança irá continuar presente. Vamos seguir juntos para encerrar esse ciclo e começar a escrever uma nova história para Pernambuco", garantiu Fernando Bezerra Coelho.

Durante o evento, o senador Armando Monteiro salientou que o grupo concluiu a primeira etapa reafirmando o compromisso de oferecer uma nova agenda ao povo pernambucano. “Vamos construir as propostas que vão dar conteúdo a todo o debate. E vamos fazer dialogando com os setores da sociedade. É preciso ouvir todo Pernambuco para e apresentar uma nova agenda para o estado", cravou o Congressista pernambucano.

Encerrando o evento, o ex-ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que, infelizmente, Pernambucano vive um tempo em que o poder serve para intimidar adversários e perseguir quem não está com o Palácio do Governo. “Não é exercido para atender as demandas básicas da saúde, da educação e da segurança. Na história de Pernambuco nunca se assistiu ao que se assiste hoje. Um governador no primeiro mandato, em busca da reeleição, com muito poder na mão, perdendo a cada dia mais aliados. Não tem habilidade. É governador, mas não lidera. É governador, mas não governa. Governam por ele. O entorno é quem manda. E o pernambucano percebe isso. Não é a toa que o nosso palanque só faz crescer. É preciso gerar esperança e resgatar a liderança que Pernambuco sempre teve no Nordeste e o respeito que sempre teve no Brasil”, concluiu.
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