quinta-feira, 15 de março de 2018

Ciro Gomes: “Na economia, eu e Dilma somos como água e vinho”

Em São Paulo, Pré-candidato do PDT à Presidência procurou ainda se distanciar da política econômica do 
segundo mandato de Lula, de quem foi ministro. (Estadão Conteúdo – Foto: Alan Sampaio / iG Brasília).

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, procurou nesta quarta-feira (14) se distanciar da política econômica do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministro, e das gestões de Dilma Rousseff. Segundo o pedetista, que fez questão de criticar medidas como as isenções praticadas nos governos petistas, ele e Dilma são como "água e vinho" na questão econômica.

Ciro atribuiu a comparação que tem sido feita por alguns agentes políticos entre ele e a ex-presidente à luta política no Brasil e o clima de confronto entre "coxinhas e mortadelas". "Começou a luta, então a ideia é satanizar, porque é recente a frustração de todos com o que aconteceu no governo Dilma. E qualquer um que não seja coxinha, tem que ser mortadela. E eu vou resistir: não sou coxinha nem mortadela", afirmou, em evento com empresários promovido pela Amcham na capital paulista.

Ciro foi questionado sobre o papel do economista e professor da FGV Nelson Marconi, apontado como integrante de sua equipe de campanha e que afirmou ser um "desenvolvimentista", ideal ligado ao governo Dilma. "Marconi não é coordenador do meu programa econômico. É uma pessoa brilhante que vem coordenar meu plano de governo. Quem faz a minha cabeça em matéria econômica é o Mauro Benevides Filho (secretário da Fazenda do Ceará) e o (ex-ministro) Mangabeira Unger", afirmou, apontando para os dois, que estavam presentes na plateia.

Sílvio Costa: "Prisão de Lula será a maior injustiça do Judiciário"

Fala de Sílvio, foi feita em pronunciamento na Câmara Federal, onde na ocasião, ele ainda 
aproveitou para cobrar alguma prova que condene o ex-presidente. (JC Online – Foto: Divulgação).

Vice-líder da oposição, o deputado Sílvio Costa (Avante) ocupou a tribuna da Câmara Federal para afirmar que o Judiciário nacional está prestes a cometer "a maior injustiça de sua história", caso determine a prisão do ex-presidente Lula.

O deputado chegou a questionar e lançar uma indagação ao juiz Sérgio Moro - que condenou Lula na primeira instância -sobre a quem caberá a assinatura da venda do triplex do Guarujá, que vai a leilão. "Quem vai assinar? Será Lula? Claro que não. Quem vai assinar será a construtora OAS, verdadeira proprietária do triplex", apontou o deputado.

Sílvio aproveitou para cobrar do juiz, que teve a sentença contra o ex-presidente confirmada pelo TRF-4, a apresentação de uma prova material de que Lula é o proprietário do triplex. Para o deputado, Sérgio Moro "faz um trabalho importante para o país, porém, no caso de Lula cometeu um erro jurídico grave".

"Lula foi condenado sem prova de crime e pode ser preso por esse erro do Judiciário. É a primeira vez que a Justiça condena sem prova material. A prisão será a maior injustiça da história do Judiciário brasileiro", apontou Sílvio.

Justiça mantém condenação e João Paulo pode ficar inelegível

Ex-prefeito da cidade do Recife, João Paulo é cotado para ocupar posto de candidato ao Senado na 
chapa de Paulo Câmara, caso o PT e PSB façam uma aliança. (JC Online – Foto: André Nery).

A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) manteve por 2 a 1 a condenação ao ex-prefeito do Recife João Paulo (PT), na manhã desta terça-feira (14), pela contratação da empresa Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnologia (Finatec) para prestação de serviço, no valor de R$ 19 milhões, por dispensa de licitação. Por conta disso, o petista pode ficar inelegível, por conta da lei da Ficha Limpa.

Além do ex-prefeito foram mantidas as condenações de Lygia Maria Veras Falcão e José Hermes de Araújo Filho. Já a punição ao vice-prefeito Luciano Siqueira (PCdoB) foi extinta. A sentença, confirmada pelo TJPE, determina a perda dos direitos políticos e pode jogar um banho de água fria nos planos de João Paulo se candidatar a deputado federal ou ser vice na chapa de Paulo Câmara (PSB) caso a aliança entre PT e PSB aconteça. 

A pena mantida foi de três anos e seis meses de detenção substituída por duas penas restritivas de direitos a serem designadas pelos Juízo da Vara de Execução de Penas Alternativas, além de multas nos valores de R$120.223,46, para João Paulo e Lygia Maria, cada um; e de R$71.647,46 para José Hermes de Araújo Filho. Nos casos de Luciano Siqueira e Roberval de Oliveira, houve prescrição e foi extinta a punição por unanimidade.
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ENTENDA O CASO - Segundo a condenação, a contratação foi em desacordo com o artigo 89 da Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei número 8.666/1993).

No julgamento em primeira instância, João Paulo e os outros foram condenados a 3 anos de 2 meses de reclusão por terem contratado, sem licitação, por R$ 19 milhões, a empresa Finatec, ligada a Universidade de Brasília, para fazer uma reestruturação no organograma da Prefeitura Municipal da capital pernambucana, Recife.

O novo julgamento havia sido iniciado há cerca de 30 dias mas foi interrompido por uma pedido de vistas do desembargador Alexandre Alcoforado Assunção. No entanto, a desembargadora Dayse Andrade antecipou o seu voto, mantendo a decisão da primeira instância. No julgamento desta manhã, Alexandre Alcoforado Assunção seguiu o voto de Dayse pela condenação e o voto contrário foi proferido pelo desembargador Eudes França.

Izaías assina Acordo de Parceria Institucional com o Sebrae local

Acordo, prevê ações de apoio ao Microempreendedor Individual, Feira de Oportunidades, e 
ainda a promoção da gastronomia local com Roteiros Gastronômicos. (Secom/PMG – Foto: Divulgação).

Nesta quarta-feira (14), o prefeito de Garanhuns, Izaías Régis, assinou em seu gabinete um Acordo de Parceria Institucional com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O momento contou com a participação do vice-prefeito, Haroldo Vicente; da gerente da Unidade Sebrae Agreste Meridional, Gerlane Melo; da analista da atividade do Atendimento Regional do Agreste Meridional, Alessandra Mendes; e da secretária de Desenvolvimento Econômico de Garanhuns, Janecélia Marins.

O prefeito explanou sobre o movimento econômico do município com base nos eventos, em especial durante o Natal de Garanhuns. “Garanhuns possui um grande potencial turístico, e a demanda gerada nos períodos de eventos ressalta a atividade empreendedora do município. Vamos proporcionar aos empresários a possibilidade de competitividade de sucesso nas ações empreendedoras”.

A iniciativa prevê ações de apoio ao Microempreendedor Individual, Feira de Oportunidades, e a promoção da gastronomia local com Roteiros Gastronômicos, além da oferta de prestação de apoio técnico. Segundo Gerlane Melo, "este é um momento importante para fomentar os micros e pequenos negócios, impulsionando as ações de empreendedorismo nas atividades consideradas importantes para a economia local de Garanhuns, como, por exemplo, a gastronomia", afirma ela.