quarta-feira, 14 de março de 2018

Alcindo clama por justiça, devido a morte da pequena Mariah

Menina de apenas 2 anos e 4 meses, veio a óbito supostamente de forma acidental ainda em 
2016Família não acredita nessa versão e parlamentar cobra um desfecho da tragédia

Um caso que chocou a população de Garanhuns, além do Agreste Meridional, e que ainda não obteve desfecho, foi tema de pronunciamento por parte do Vereador Alcindo Correia (PCdoB), na manhã desta quarta-feira (14), na Câmara Municipal.

O caso, que motivou o parlamentar a clamar por justiça diante de seus colegas na Câmara, envolve a morte da pequena Isis Mariah, de apenas 2 anos e 4 meses, ocorrido ainda em 2016. Dois inquéritos policiais já foram concluídos, ainda que o Ministério Público de Pernambuco aqui em Garanhuns tenha rejeitado ambos. Para conclusão do caso, Alega o MP, mais informações devem ser apresentadas pelos investigadores.

Embora a época da tragédia, a versão apresentada apontasse para uma morte acidental, (um ferro de passar roupa teria sido derrubado sobre a cabeça da criança pelo seu primo de um ano e nove meses), outra hipótese, a de homicídio, não é descartada pela mãe da menina. A principal suspeita, neste caso, é a tia de Mariah, a quem cabia cuidar da criança, enquanto a mãe dela, Dayane Meira, de 27 anos, cumpria estágio supervisionado na faculdade de enfermagem que cursava na cidade de Caruaru, durante toda a semana.

A hipótese de homicídio, é sustentada, de acordo com a mãe de Mariah, pelo fato de laudos periciais, comprovarem que a menina foi agredida e ainda abusada sexualmente. Diversos hematomas espalhados pelo corpo, bem como um trauma na cabeça de Mariah, apoiam a tese de agressão, seguida de homicídio, segundo esses laudos.

Na próxima sexta-feira (16), a família da jovem realiza um protesto para clamar por justiça aqui em Garanhuns. A manifestação terá início as 8:30 da manhã, em frente ao Fórum Municipal Eraldo Gueiros Leite, localizado na Avenida Rui Barbosa. De lá, os parentes da criança, ganham as ruas da cidade com o ato.

“A angústia pra saber o que de fato aconteceu fere a todos, inclusive a mim que sou pai. Esse é um drama difícil de superar, mas sabemos que com a identificação da causa morte da menina, a família poderá seguir para uma outra página de sua vida. Se confirmado o homicídio, que o autor seja preso o mais breve possível”, cobra Alcindo.

Foto: Dayane Meira e a pequena Mariah

Alto do Magano recebe Paixão de Cristo entre 29 e 31 de março

"Está tudo praticamente pronto para que o público possa acompanhar um espetáculo de  rara 
beleza este ano”, assegura Gerson Lima, diretor do Espetáculo. (Secom/PMG – Fotos: Divulgação).

Durante os dias 29, 30 e 31 de março, será realizadoa qui  em Garanhuns, o espetáculo “Jesus, Alegria dos Homens”, que chega este ano à sua 28ª edição. A tradicional encenação da morte e ressurreição de Jesus Cristo é realizada no Alto do Magano, iniciando sempre às 19h30min. O evento já é consolidado como um dos maiores espetáculos ao ar livre do interior de Pernambuco, e é realizado pela Associação Teatral Jesus Alegria dos Homens (Astejah) e conta com o apoio e patrocínio da Prefeitura de Garanhuns.

Os ensaios foram iniciados em fevereiro, tendo o ator Henrique César no papel de Jesus Cristo pelo sexto ano consecutivo. O protagonista afirma que a expectativa se mantém desde a primeira apresentação. “A responsabilidade de viver o papel é grande. E para isso, empenho não falta, além dos ensaios na área cenográfica”, declarou.

O fundador e diretor teatral do espetáculo, Gerson Lima, destaca o envolvimento dos participantes para a realização do evento. “Muitos atores são veteranos. Mas ainda assim, contamos com a participação de todos nos ensaios semanais. Está tudo praticamente pronto para que o público possa acompanhar um espetáculo de rara beleza este ano”, frisa ele.

O “Jesus, Alegria dos Homens” conta com o patrocínio e apoio do Governo Municipal de Garanhuns, por meio de convênio com a Secretaria de Turismo e Cultura, que está disponibilizando este ano, 60 mil reais de patrocínio para a realização do evento. 

Por aliança, PSB discutirá apoios estaduais e cargos com o PT

“O Brasil tem 27 estados. Isso faz parte de um diálogo. Vai prevalecer um grande entendimento nacional”,
avalia Sileno Guedes, Presidente do PSB aqui de Pernambuco. (Paulo Veras/JC – Foto: Divulgação).

Em busca de um acordo com o PT em Pernambuco, o PSB está disposto a negociar uma aliança com petistas em outros estados do País, como Minas Gerais. Socialistas também admitem a possibilidade de abrir espaço para o PT no governo Paulo Câmara (PSB). O partido trabalha hoje, porém, com a perspectiva de que, não se consolidando a candidatura presidencial do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, não ter candidato a presidência para dar mais liberdade aos palanques estaduais.

“Manter alguns governos para nós é mais importante do que conquistar outros. Para nós é fundamental a garantia de uma candidatura competitiva para o Paulo em Pernambuco. Aí é governado pelo PSB e aqui é governado pelo PT. Se isso for necessário, nós temos que manter a nossa prioridade, que é a reeleição do Paulo aí em Pernambuco. E talvez a gente tenha que fazer um sacrifício aqui”, afirmou ontem o deputado federal mineiro Julio Delgado, líder do PSB na Câmara dos Deputados Federais, em Brasília.

Entre os estados listados como estratégicos pelo PT para consolidar uma aliança, Minas Gerais é visto como um dos mais complicados. Ao contrário da Paraíba, onde o governador Ricardo Coutinho (PSB) tem o apoio do PT e marchou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Minas é governado por Fernando Pimentel (PT), mas o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) tenta se viabilizar como candidato a governador pela oposição, o que atrapalha barra, por hora, a união.

“O Brasil tem 27 estados. Isso faz parte de um diálogo nacional. Tem locais que são mais fáceis para o PT. Outros mais fáceis para o PSB. Vai prevalecer um grande entendimento nacional. É isso o que nós estamos buscando. O PT, o PSB e os demais partidos da frente (de esquerda) sempre tiveram a maturidade de construir isso visando um projeto nacional. E é isso o que a gente vai procurar fazer novamente. Fazer uma discussão onde a gente possa conciliar da melhor maneira possível os interesses dos dois partidos”, assegurou ontem o presidente do PSB-PE, Sileno Guedes.

PIB de Pernambuco cresce 2% em 2017 e supera resultado nacional

Movimento de retomada foi puxado pelos setores de agropecuária (19%) e serviços (1,9%), com 
destaque para a recuperação do comércio (3,8%). (JC Online – Foto: Heudes Regis).

A economia de Pernambuco voltou a crescer em 2017 e registrou desempenho acima do nacional. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 1% no ano passado, a performance local foi de 2%. Com esse resultado, o Estado volta ao mesmo patamar de crescimento de 2014, quando o País ainda não tinha entrado em recessão.

O movimento de retomada foi puxado pelos setores de agropecuária (19%) e serviços (1,9%), com destaque para a recuperação do comércio (3,8%). Já a indústria não deu resposta positiva (-1,1%), influenciada pelo ciclo negativo da construção civil (-6,5%), que perdura desde 2014. Os dados foram divulgados pela Agência de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). Para 2018, a expectativa de crescimento é de 3%.

“O resultado não nos surpreendeu porque já estávamos acompanhando o avanço da economia pernambucana acima da brasileira, desde o primeiro trimestre de 2017. Antes da recessão, o Estado vinha crescendo acima do País, mas por outro lado, a crise foi mais severa conosco. O resultado do ano passado mostra que a nossa retomada acontece num ritmo mais acelerado”, comemora Bruno Lisboa, Presidente do Condepe/Fidem.

Em 2010 Pernambuco registrou o melhor resultado do PIB da sua história, com expansão de 7,7%, puxado pela implantação dos chamados projetos estruturadores, como a implantação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e o Estaleiro Atlântico Sul (EAS). Em 2011, o PIB fechou em 4,5%, alcançando taxas de 2,2% (2012) e 3,5% (2013). Em 2014 já foi percebida uma desaceleração do crescimento (2%) e nos anos da crise a taxa foi negativa em 3,5% em 2015 e estável (0,5%) e 2016.

799 contratações em São Bento do Una são julgadas ilegais no TCE

Em seu voto no Tribunal, relator do processo, Carlos Pimentel, afirma não considerar 
razoável, sobretudo numa época de crise, o município contratar esse número de servidores. (TCE).

A Primeira Câmara do TCE julgou ilegal 799 contratações temporárias feitas pela Prefeitura de São Bento do Una durante o primeiro quadrimestre de 2017. De acordo com o conselheiro substituto e relator do processo (nº 1724336-1), Carlos Pimentel, a decisão pela ilegalidade, proferida nesta terça-feira (13), foi baseada pela não justificativa da excepcionalidade das contratações e pela extrapolação do limite de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Não foi acatada a argumentação da defesa da prefeita Débora Almeida alegando as contratações atenderam “à necessidade da manutenção dos serviços públicos”, que a opção pelas admissões temporárias se deu pelo fato de “não representarem custo de caráter permanente para a Administração” e, ainda, que elas “foram acompanhadas por medidas de redução da despesa total com pessoal”. Segundo o relator, desde o 3º quadrimestre de 2016 o município atingia o percentual de 62,26 da Receita Corrente Líquida com gastos de pessoal e, no quadrimestre posterior chegou a 62,97%, infringido a a atual redação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece o limite de 54%.      

O voto de Carlos Pimentel registrou ainda como “agravante” o fato de a prefeita encontrar-se em seu segundo mandato e sua gestão apresentar “curva ascendente do aumento de gastos com pessoal, além da não comprovação do excepcional interesse público”. Segundo o relator, “a prefeita, reeleita, já dispunha, na ocasião, de tempo suficiente para regularizar os gastos e promover o concurso público”. Ele disse que não considera razoável, sobretudo numa época de crise, o município contratar quase 800 servidores.

A decisão pela negação do registro dos contratados e a determinação do imediato afastamento dos funcionários cujos contratos se encontrem em curso, além da multa à prefeita Débora Almeida no valor de R$ 10 mil, foi acompanhada pelos demais conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, na sessão desta terça.

Alepe celebra conquista do Campeonato Brasileiro de 87 pelo Sport

“Vemos essa homenagem com muita honra. O título não pertence só ao Sport, mas também ao povo
pernambucano e nordestino”, destaca Arnaldo Barros, atual Presidente do Clube. (Alepe).

Os 30 anos da conquista do Campeonato Brasileiro de futebol 1987 pelo Sport Club do Recife foram comemorados em Reunião Solene na Assembleia Legislativa de Pernambuco, na noite desta terça (13), por proposta do deputado Isaltino Nascimento (PSB). O fato, que gerou disputa jurídica ao longo desses anos, foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro passado, a Corte negou recurso apresentado pelo Flamengo contra decisão da Justiça que declarou o time pernambucano como o único campeão.

A polêmica foi motivada, além do clube carioca, por contestações do Internacional, de Porto Alegre. Na época, esses dois times se recusaram a jogar na fase final de cruzamento entre as melhores equipes dos Módulos Verde e Amarelo, conforme regra da CBF. Alegaram que essa etapa não estava prevista no início do campeonato.

“Assim, em 7 de fevereiro de 1988, o Sport disputou a final da campanha de 1987 e sagrou-se vencedor contra o Guarani, de Campinas (São Paulo). Com isso, até hoje, somente dois clubes nordestinos conquistaram o título nacional: o Bahia e o Sport”, destacou o deputado Ricardo Costa (MDB), que coordenou a solenidade.

O presidente do Sport, Arnaldo Barros, e Homero Lacerda receberam uma placa comemorativa da Alepe. “Vemos essa homenagem com muita honra, pois a luta foi tamanha. O título não pertence só ao Sport, mas também ao povo pernambucano e nordestino, representando um marco de luta e de resistência contra aqueles que não aceitam o resultado em campo e se insurgem até mesmo contra decisões judiciais”, pontuou Barros.