terça-feira, 11 de dezembro de 2018

PF cumpre mandados em endereços de Aécio e de mais 5 políticos

Ação é baseada em delações da JBS, onde Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F, 
delataram repasses de propina de quase R$ 110 milhões a Aécio. (Poder 360 – Foto: Sérgio Lima).

A Polícia Federal cumpre nesta 3ª feira (11.dez.2018) mandados de busca e apreensão em endereços de 6 congressistas como parte da operação Ross, que investiga o recebimento de vantagens indevidas por parte dos políticos. Entre os alvos estão o senador e deputado federal eleito Aécio Neves, sua irmã, Andréa Neves, e o primo Frederico Pacheco. Também são investigados outros 2 senadores e 3 deputados federais:
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Eleito deputado federal em 2018, Aécio exerce o mandato de senador pelo estado de Minas Gerais. Ele fica no posto até o início do mês de fevereiro do próximo ano, ocasião em que serão empossados os novos senadores eleitos.

Cristiane Brasil é filha do ex-deputado federal Roberto Jefferson, cassado por ter participado de um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil, o Mensalão. Em 2018, foi nomeada ministra do Trabalho pelo presidente Michel Temer (MDB), mas não chegou a assumir, já que teve a posse suspensa pela Justiça Federal. Ao todo, são 24 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos nos estados brasileiros do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

AÇÃO INVESTIGA PROPINA PAGA POR AÉCIO - Uma das bases da operação é o conteúdo das delações da JBS. A PF apura a compra de apoio político para formação de coligação nas eleições presidenciais de 2014, quando Aécio concorreu ao Planalto.

A polícia está à procura de documentos relacionados aos depoimentos de Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F. Eles delataram repasses de propina de quase R$ 110 milhões a Aécio. Segundo os investigadores, a ação foca não só na delação de Joesley, mas também no caminho que a propina percorreu.

A PF afirma que Aécio Neves comprou apoio do deputado Paulinho da Força (SD-SP) por R$ 15 milhões, além de receber ajuda de empresários com doações de campanha e caixa 2 (por meio de notas frias). O ministro do STF Marco Aurélio Mello é relator das investigações contra o congressista. De acordo com a PF, a suspeita é que os valores eram recebidos por meio da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

A operação é 1 desdobramento da operação Patmos e se chama Ross em referência ao nome da maior plataforma de gelo do mundo, localizada na Antártida. A relação com o nome se dá por causa das notas fiscais frias que estão sob investigação.

OUTRO LADO - Em nota, a defesa de Aécio afirmou que o senador está à disposição e é o maior interessado nas investigações. Pede ainda esclarecimentos sobre as declarações dos delatores. Eis a nota do advogado de defesa, Alberto Zacharias Toron: “O senador Aécio Neves sempre esteve à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários que mostrarão a absoluta correção de todos os seus atos.

É preciso que se esclareça que os recursos referidos pelos delatores da JBS agora como propina são as contribuições eleitorais feitas à campanha do PSDB em 2014 e devidamente registradas na Justiça Eleitoral. Somam-se a esses valores contribuições legais feitas a outros partidos políticos. A medida é, portanto, desnecessária já que o Senador é o maior interessado no esclarecimento de todos os fatos.”

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