segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Canibais são condenados por homicídios cometidos em Garanhuns

Somadas, as sentenças aplicadas ao trio chegam a 210 anos. Julgamento aconteceu no Fórum 
localizado no bairro de Joana Bezerra, área central do Recife e durou dois dias. (JC Online).

Após a primeira condenação ainda no ano de 2014 pelo assassinato de uma jovem em Olinda, o trio que ficou conhecido como os Canibais presos em Garanhuns foi sentenciado novamente no último sábado, dia 15 de dezembro, por duplo homicídio qualificado pela morte de mais duas mulheres, aqui em Garanhuns, no ano de 2012.

O juiz Ernesto Bezerra condenou Jorge Beltrão Negromonte da Silveira a 71 anos de reclusão; Isabel Cristina Pires da Silveira, a 68 anos; e Bruna Cristina Oliveira da Silva, a 71 anos e 10 meses. O segundo julgamento do trio traz um desfecho para o caso que chocou o País, principalmente pelo fato dos réus terem consumido a carne dos corpos das vítimas e usado para fazer e vender salgados em Garanhuns. As penas somadas superam 210 anos. As sentenças foram anunciadas por volta das 23h.
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O julgamento aconteceu na 1ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no bairro de Joana Bezerra, área central do Recife e durou dois dias. O trio foi julgado pelos assassinatos de Gisele Helena Falcão, 31 anos, e Alexandra da Silva Falcão, 20 anos, e condenado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de crueldade, impossível defesa da vítima), ocultação e vilipêndio de cadáver. Jorge e Bruna também foram condenados por estelionato e apenas Bruna, por falsa identidade, o que elevou sua pena. A defesa irá recorrer da sentença.

“Sempre busco o melhor resultado para o cliente que represento. Foi um processo difícil com repercussão incomensurável em relação até o convencimento do conselho de sentença (juri). Vamos buscar a cassação do veredicto em face de uma decisão manifestamente contrária à prova dos autos. O juiz sobrepesou de forma negativa e indevida”, afirmou Ércio Quaresma, advogado de Isabel Cristina Pires da Silveira.
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