quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Bolsonaro anuncia que vai acabar com o Ministério do Trabalho

Ontem, órgão divulgou uma nota, na qual reafirmou a importância da pasta para a coordenação 
na busca do pleno emprego. (Felipe Amorim - Do UOL, em Brasília - Foto: José Cruz/Agência Brasil).

O presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), afirmou nesta quarta-feira (7), que o Ministério do Trabalho será incorporado a outra pasta. Bolsonaro fez a afirmação em rápida entrevista a jornalistas após almoçar com o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro João Otávio de Noronha, na sede do tribunal. 

A informação de que Bolsonaro estudava extinguir o Ministério do Trabalho foi divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo" nesta terça-feira (6).

Segundo a reportagem, há alternativas em avaliação para que a condução dos temas ligados à área do emprego e renda ocorra de forma mais eficiente do que concentrada numa única pasta. Uma delas é associar a área a algum órgão ligado à Presidência da República.

Ainda de acordo com o jornal, entre as alternativas em discussão, está fatiar as diferentes áreas, transferindo, por exemplo, a gestão da concessão de benefícios para órgãos ligados ao campo social e a gestão da política de trabalho e renda para o novo Ministério da Economia ou para um órgão dedicado às questões de produtividade, um dos temas considerados prioritários na equipe do futuro ministro Paulo Guedes.

Também na terça-feira, o Ministério do Trabalho divulgou uma nota na qual reafirmou a importância da pasta para a coordenação das forças produtivas no caminho para a busca do pleno emprego.

Petrobras e BC - Perguntado sobre a definição dos futuros presidentes da Petrobras e do Banco Central e se haveria chance de manter os atuais titulares em seu governo, Bolsonaro disse que a decisão ficará com Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda. "O Paulo Guedes está com tudo rascunhado e está em vias de anunciar", disse.

Não haverá Ministério da Família, diz Bolsonaro - Bolsonaro também não confirmou o nome do senador Magno Malta (PR-ES), aliado que não conseguiu a reeleição, como um dos futuros ministros. Malta está cotado para assumir um ministério ligado à área social. "Tenho falado até o momento que para qualquer ministério vai ser uma pessoa adequada para desempenhar a função, não tem acomodação política nos ministérios", disse Bolsonaro. Perguntado sobre se o Malta iria para o Ministério da Família, Bolsonaro rejeitou o nome para a pasta. "Não deve existir ministério com esse nome", disse.

Defesa - Bolsonaro afirmou ainda, que a definição sobre o próximo ministro da Defesa já está "engatilhada" e pode ser anunciada até a próxima terça-feira. Ele não deu nomes, mas disse que será alguém de "quatro estrelas", em referência à graduação militar.

O general Augusto Heleno, auxiliar próximo do presidente eleito, estava cotado para assumir a Defesa, mas foi confirmado como futuro chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que tem status de ministério. "Não posso prescindir da presença dele [Heleno] no Palácio do Planalto. É uma pessoa que representa o equilíbrio, tem uma vivência muito grande, dentro e fora do Brasil e isso é bom para todos nós, não só para mim não", disse.

Número de ministérios - O presidente eleito afirmou ainda que o número de ministério deve ficar em torno de 17. "Talvez 17, bom número o 17", disse. Mais cedo, porém, Bolsonaro afirmou que estuda manter o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União com o atual status, sem fundi-lo com o Ministério da Justiça.

Se isso ocorrer, a possibilidade é que o governo Bolsonaro seja formado por 18 pastas na Esplanada, e não mais entre 15 e 17, como ele tem cogitado. Atualmente, a Esplanada é composta por 29 ministérios. "Pode aumentar para 18. O que temos de ter são os ministérios, esses órgãos, funcionando, sem interferência política", disse.

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