domingo, 14 de outubro de 2018

Haddad questiona “limite da loucura” de Bolsonaro na campanha

Para o petista, as acusações vindas do candidato do PSL estão "ficando sérias,
com muita ofensa desnecessária". (JC Online – Foto: AFP/Agência Brasil).

O candidato Fernando Haddad (PT) questionou qual o "limite da loucura" de Jair Bolsonaro (PSL) na campanha eleitoral. A frase veio seguida de um repúdio ao pedido de resposta aberto pelo ex-militar ao TSE. Na ação, Bolsonaro afirma que a campanha de Haddad tem utilizado declarações suas fora de contexto e o tem relacionado a episódios de morte e violência. As informações são do do Portal de Notícias UOL

"Estou mentindo se levo isso à televisão? Está gravado o pronunciamento dele. Agora ele quer dizer que não. Vai acusar minha campanha... Fomos nós que inventamos isso? Está gravado. O que está fora de contexto?", questionou Haddad. Para o petista, as acusações vindas do adversário estão "ficando sérias, com muita ofensa desnecessária".

Fake news - O ex-prefeito de São Paulo reforçou ainda o apelo para a campanha de Bolsonaro "parar com isso" e ligou o oponente a uma "usina de fake news" no WhatsApp. "Não se ganha uma eleição dessa maneira. É ruim para o Brasil. Vamos discutir propostas. Vamos participar de debates, porque ele não vai poder dizer isso na minha cara", disparou.

"Circulam na internet, por impulso do meu adversário, mentiras sobre mim. Segundo Bolsonaro, esse relógio (que Haddad usava na hora) vale R$ 400 mil. Não tenho carro no meu nome e virei proprietário de uma Ferrari", disse.

Haddad também refutou a afirmação de que ele seria favorável ao incesto, que é quando membros de uma família mantém relação sexual. O tema ganhou repercussão nas redes sociais e Carlos Bolsonaro, filho do cabeça de chapa do PSL, chegou a compartilhar mensagens nas redes com a falsa afirmação contra o presidenciável do PT.

As declarações foram dadas neste domingo (14), em um "encontro com pessoas com deficiência pela democracia". Na ocasião, referindo-se a imprensa, Fernando Haddad disse ainda: "Ou nós colocamos as coisas nos trilhos para sair dessa com liberdade, com respeito, ou nós vamos muito mal. Se a imprensa não ajudar, essa campanha não vai terminar bem. Não é assim que se ganha uma eleição. A democracia está em risco. Acordem".

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