quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Gustavo Henrique: “O Brasil entre o fascismo e a democracia”

Em crônica enviada ao Blog, Gustavo, que é um dos fundadores da Rede Sustentabilidade 
de Garanhuns, esclarece suas razões de votar no professor Fernando Haddad. Leia:

O Brasil, o último país do mundo ocidental a abolir a escravidão, tem quatro dias para escolher o destino da nação. A que ponto chegamos? Nosso país atravessa um dilema muito grande sobre qual caminho queremos percorrer.  Após 30 anos de uma luta persistente pela democracia e contra o fascismo de um regime antipopular e autoritário, teremos que escolher se queremos caminhar em encontro com a democracia e as liberdades individuais ou se queremos caminhar rumo ao fascismo.

“A democracia não é o sistema que garante o paraíso na terra, mas, é o sistema que impede que o inferno se instale" - Leandro Karnal
O Brasil caminha para o atraso, uma vez que, um grande número de brasileiros se sentem representados pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Um candidato que não tem o menor apreço pela democracia, pela liberdade individual, não respeita as mulheres, os negros e os povos originários, demonstrando assim o desprezo pela dignidade humana.

Após homenagear o Coronel Ustra, ícone da repressão e opressão durante a ditadura militar, Jair Bolsonaro chegou ao cúmulo de ameaçar prender e exilar seus opositores, nos fazendo lembrar de tempos sombrios que nosso país enfrentou. Não há como, com base na nossa história, apoiar um candidato que, de fato, é um “filhote da ditadura” como classificou o grande Leonel Brizola.

“Será que valeu a pena viver tanto tempo pra ver destruído tudo aquilo pelo que eu dei a minha vida. Será que valeu a pena?” - Luiza Erudina. Os últimos dois anos, em pleno auge da minha adolescência, tenho dedicado parte da minha vida a luta pela democracia e pela justiça social. Eu como negro, de origem pobre, que nasci no nada e busco chegar ao improvável, repúdio, de fato, e com todas as minhas forças o avanço do fascismo no Brasil.

Precisamos fazer com que o Brasil volte a ser feliz de novo, fazendo com que ressuscite o espírito libertário do povo brasileiro e principalmente na juventude que outrora foram responsáveis pelas mais importante conquistas que nosso país alcançou.

Não há mais como persistir no discurso do ódio e da violência. O momento, é de interromper essa caminhada suicida e apostar na democracia e na soberania popular.

Embora haja divergências com o Partido dos Trabalhadores, nenhuma das nossas diferenças é maior que o meu compromisso com a democracia e com a dignidade da vida humana. Por isso, pela democracia, pelos avanços sociais e principalmente contra o fascismo, declaro meu voto e apoio a Fernando Haddad, 13.
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