quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Geraldo Azevedo volta atrás e diz que Mourão não foi torturador

Em nota divulgada a imprensa na última terça, cantor ainda 
pediu desculpas ao general por sua afirmação. (R7).

O cantor e compositor Geraldo Azevedo negou, na última terça-feira (23), que o Coronel Hamilton Mourão, vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência, estivesse entre os militares que o torturam quando ele foi preso, em 1969 e em 1974.

Em nota, o artista pediu desculpas "pelo transtorno causado pelo equívoco e reafirmou sua opinião de que não há espaço no Brasil de hoje para a volta de um regime que tem a tortura como política de Estado e cerceia a liberdade de imprensa."

As declarações de Geraldo Azevedo, dadas em show no final de semana na Bahia, foram citadas pelo candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, em sabatina, nesta terça-feira pela manhã.

O general da reserva Hamilton Mourão, disse que vai processar o cantor. Ao jornal O Estado de S. Paulo, Mourão afirmou que em 1969, ano em que o artista esteve preso pela primeira vez, ainda não tinha ingressado no Exército.

"É uma coisa tão mentirosa", disse Mourão. "Ele me acusa de tê-lo torturado em 1969. Eu era aluno do Colégio Militar em Porto Alegre e tinha 16 anos", afirmou o general da reserva. "Cabe processo."

Hamilton Mourão entrou em 1972 na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e se formou em 1975. O vice de Bolsonaro é filho do general de divisão Antonio Hamilton Mourão.

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