terça-feira, 18 de setembro de 2018

Em debate, candidatos atacam discurso de crise de Paulo Câmara

Armando: "Na verdade faltou comando, faltou gestão. Não se faz segurança
sem valorizar policiais, o governo fracassou na segurança". (JC Online).

Como esperado, o governador Paulo Câmara (PSB) esteve no centro das cobranças dos candidatos ao governo de Pernambuco, na manhã desta terça-feira (18), no debate da Rádio Liberdade de Caruaru, no Agreste do Estado. Enquanto o socialista manteve o discurso de que a crise econômica atrapalhou sua gestão, os adversários Armando Monteiro (PTB), Dani Portela (PSOL) e Maurício Rands (PROS) apontaram falta de liderança, de autoridade e de governança de Paulo. 

Armando, por exemplo, afirmou que enquanto Paulo "coloca a culpa na crise" estados vizinhos, como Paraíba e Alagoas, obtiveram resultados positivos nos índices de criminalidade. "Na verdade faltou comando, faltou gestão. Não se faz segurança sem valorizar policiais, o governo fracassou na segurança", afirmou o petebista. Armando ainda questionou o governador sobre as promessas de dobrar salário dos professores, do bilhete único, da construção de quatro hospitais e seis Upas.

"Sabemos que 2014 vivíamos um momento econômico diferente, foi a maior crise da história do País e aqui, no Estado, fizemos ajustes necessários para manter as contas em dia. Avançamos e vamos continuar avançando. Priorizamos áreas como água que nem estava nas promessas, na segurança criamos uma série de estruturas no Agreste", respondeu Paulo Câmara.
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SEGURANÇA PÚBLICA - Ainda no quesito segurança, Maurício Rands disse que Pernambuco passa por um genocídio na gestão dos últimos quatro anos. "Não dá só para colocar a culpa na crise, conheço o Pacto Pela Vida porque converso com as pessoas. Pernambuco não pode ter cinco mil homicídios. O Estado tem um genocídio, a culpa é do modelo de gestão que não sabe identificar indicadores e os policiais não se sentem valorizados. Na nossa gestão, a segurança terá investimento e comando para as atividades de ressocialização. Vamos descentralizar e humanizar os presídios", afirmou. Rands disse que é preciso mais policiais e tecnologia e voltou a propor um fundo com recursos oriundos das multas de trânsito para mais inteligência policial.

Paulo Câmara rebateu: "O Pacto Pela Vida é uma política que segue todos os parâmetros de segurança, fizemos contratações no âmbito das polícias e os resultados estão vindo. São nove meses de redução de homicídios, estamos em todas as regiões baixando o número de homicídios, estamos num processo contínuo de redução. Maurício deveria conhecer o Pacto, foi secretário, as pessoas estão trabalhando", disse o governador.

Já a candidata Dani Portela, apontou que Paulo é responsável pelo governo do atual presidente da República Michel Temer (MDB), já que o PSB foi a favor do impeachment de Dilma Rousseff e criticou as reformas do governo federal. "A reforma trabalhista é prejudicial, destrói direitos e rasga a carteira de trabalho. Essas pautas são de retrocesso que leva à mais profunda crise da história da democracia do Brasil", afirmou.

A candidata do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), ainda atacou a educação no Estado. Área que Paulo Câmara utiliza como vitrine do governo. "As pesquisas não refletem a realidade. Sou advogada de sindicatos de educação e a reclamação é que a escola da propaganda não é a da realidade. A promessa de dobrar o salário não foi cumprida, alguns seguimentos nem recebem piso, nenhuma escola deve valer menos, e nenhum aluno. Existe muita disparidade entre as escolas", afirmou.
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PESQUISA - O governador Paulo Câmara, candidato à reeleição pelo PSB, manteve 33% das intenções de voto na pesquisa realizada pelo Ibope, em parceria com o Jornal do Commercio e a TV Globo, divulgada nessa segunda (17). Já o senador Armando Monteiro oscilou e subiu um ponto percentual, de 24% para 25%, em relação ao levantamento anterior, do dia 5 de setembro. Os outros candidatos registram até 2% das menções na pesquisa, tendo oscilado dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais.

Todavia, as intenções de voto em Paulo no segundo turno caíram 14 pontos percentuais, segundo a pesquisa. O socialista tinha 55% e agora tem 41%. A queda de Armando foi de quatro pontos e a distância entre os dois diminuiu. O petebista foi de 41% para 37%. O percentual dos que votariam branco ou nulo subiu de 2% para 17%. Os que não sabem ou preferem não opinar aumentaram de 2% para 6%. 

Esta é a terceira rodada da pesquisa JC/Ibope/TV Globo, registrada no TRE com o protocolo 02931/2018 e no TSE com o número 01251/2018. Foram entrevistados 1.204 em 56 municípios de Pernambuco, entre os dias 14 e 16 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

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