segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Paulo reduz 12 pontos de sua rejeição e busca votos dos indecisos

No intervalo de duas pesquisas, Ibope e Datafolha, atual
Governador saiu de 43, para 31 pontos de rejeição.

Considerando os dois últimos levantamentos divulgados no decorrer da semana passada pelos institutos Ibope e Datafolha sobre a corrida eleitoral em Pernambuco, o Governador Paulo Câmara (PSB) reduziu em 12 pontos percentuais o seu índice de rejeição. Se na segunda-feira (20), na pesquisa Ibope, 43% do eleitorado afirmava não votar nele, na quarta, no levantamento Datafolha, esse percentual foi de apenas apenas 31%.

Embora não seja possível identificar a redução efetiva desse quesito de Câmara, já é legítimo assegurar que há uma tendência dessa rejeição retroceder, ou mesmo de que ela, não é exatamente tudo aquilo que se acredita ser; tamanha a oscilação entre as pesquisas.

Com o início da propaganda eleitoral no Rádio e na TV, no próximo dia 31 de agosto, Paulo, que terá 5 minutos de inserções diárias, ante a 2 minutos e 40 segundos de Armando, tende a reduzir ainda mais a sua rejeição. Isso porque, na propaganda eleitoral gratuita de 2018, o eleitorado que rejeita Câmara, além dos 10% de indecisos, será levado a conhecer a gestão do atual governador. Na propaganda, Paulo poderá lograr êxito, a partir de um das políticas públicas de maior resultado de sua gestão: a de educação.

Atualmente, Pernambuco é o estado com o melhor ensino médio público do país. O que tem a maior rede de escolas de ensino médio de tempo integral do Brasil. O que tem o menor índice de evasão escolar dos 27 estados da federação. O que possui uma das maiores redes de escolas de referência, as chamadas Erem. Um dos que mais investem no intercâmbio de alunos que estudam outros idiomas e um dos que mais avançaram na edificação de Escolas Técnicas profissionalizantes, 43; uma delas, erguidas inclusive aqui em Garanhuns, a Ariano Vilar Suassuna.

Em via de regra, esses avanços são devidos aos investimentos feitos por Câmara na modernização da gestão da educação de Pernambuco. Tendo em vista os bons resultados, Paulo terá a educação a seu favor, ou ao menos alguns setores desse segmento.
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Questão contra - Como exceção, o socialista será cobrado por uma promessa feita nas eleições de 2014, que até aqui não foi cumprida: a de dobrar os salários dos professores estaduais; levando o piso salarial desses profissionais para  R$ 4 mil reais.

Esse tema, que já naquele ano promoveu um embate entre ele e Armando, deve novamente incendiar os ânimos. Em 2018, como fez nos debates eleitorais passados, Armando reforçará que a promessa de Paulo era uma investida demagoga, com viés eleitoreiro, ou seja, em busca apenas do voto, já que ele como secretário de administração dos governos de Eduardo Campos, nunca se dispôs a reajustar os salários desses profissionais a esse patamar, mesmo quando, a arrecadação tributária do estado de Pernambuco crescia vigorosamente; como fruto do bom momento da economia nacional.

Embate - Ponto alto do enfrentamento dessa questão, ocorreu num debate realizado pela TV Jornal Caruaru no dia 19 de setembro de 2014. Na ocasião, o então candidato ao Governo do Estado, Paulo Câmara, assegurou que se eleito, iria priorizar a educação. No mesmo contexto, Câmara encaixou a promessa. Em seguida, indagou Armando sobre a proposta dele para melhorar os salários dos professores. Recebeu do petebista, um cruzado de direita; pois Monteiro respondeu assim: “Olha Paulo, você como candidato se tornou muito generoso, mas como secretário que teve essa posição de protagonismo no governo, você foi muito perverso com o funcionalismo. Você como secretário de Administração promoveu uma grande compressão (redução) salarial. Eu costumo dizer que como secretário de administração, você foi um bom secretário da fazenda. Portanto Paulo, as pessoas são testadas quando tem a oportunidade de fazer. E os pernambucanos sabem, que no governo passado, Pernambuco teve um dos maiores aumentos de arrecadação, porque foi um período de crescimento, e ainda assim, você não proporcionou àos professores, uma remuneração adequada. Estados pobres como Sergipe, Paraíba, pagam salários mais altos do que Pernambuco. Portanto Paulo, você ficou derrepente sensível a questão dos professores. O povo não é bobo, o povo sabe que isso é demagogia”.

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