quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Marcelino revela: "Paulo deu todo apoio ao que foi feito no FIG”

Sobre sua exoneração da Secretaria de Cultura, Granja assegura que ela ocorreu por consenso do PCdoB.
Marcelino, assume agora o posto de Secretário Executivo de Meio Ambiente. (Falando com o Agreste).

Foi publicado nesta quinta feira (23) no Diário Oficial do Estado pelo governador Paulo Câmara (PSB), algumas mudanças em seu secretariado, mais especificamente remanejando servidores membros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Um dos exonerados foi o secretário de Cultura, Marcelino Granja, e imediatamente nomeado como secretário executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Para substituir Granja na Secretaria de Cultura (Secult), foi escolhida a também comunista Antonieta Trindade, que ocupava a vice-presidência da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).  Já o espaço anteriormente ocupado por Antonieta teve como sucessor o publicitário Guido Bianchi, também membro da direção do PCdoB em Pernambuco e que até então atuava como assessor de comunicação na Secult.

Durante a realização da 28ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns, o então secretário de Cultura Marcelino Granja sofreu um imenso desgaste perante a população cristã quando protagonizou uma discussão com o prefeito de Garanhuns Izaías Régis (PTB), do deputado federal Pastor Eurico (PSB) e de diversos outros representantes de setores católicos, evangélicos e conservadores que se posicionaram contra a inclusão da peça "O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu" na grade do evento.

Segundo Marcelino, no entanto, sua exoneração da pasta foi através de consenso dentro do PCdoB, legenda a qual preside e em comum acordo com o governador Paulo Câmara. Ainda de acordo com Granja, em matéria divulgada na ‘Folha de Pernambuco’ "Jamais o governador considerou me retirar do cargo, nunca nem tocou nesse assunto. Pelo contrário, tivemos todo apoio ao FIG", deixando evidente que as decisões da programação tinham anuência de Paulo Câmara.

"Se isso tivesse acontecido, o mais provável seria que houvesse uma repercussão política na formação da própria chapa majoritária. E quem está concorrendo junto com Paulo é Luciana, a quem eu sou muito ligado", complementou Marcelino.

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