quinta-feira, 16 de agosto de 2018

TSE: Com ato político em Brasília, PT registra candidatura de Lula

No ato, após deixar o prédio do tribunal, a senadora Gleisi Hoffmann exibiu o documento 
que comprova pedido de registro à militância. "Lula é candidato", gritou ela. (Uol/Brasília).

Representantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), pediram na tarde de ontem, quarta-feira (15) o registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso em Curitiba, no Paraná, desde abril e, em tese, inelegível, segundo reza a Lei da Ficha Limpa.

O registro foi pedido por um grupo formado pelo ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro Fernando Haddad (PT), vice na chapa e que deve substituir Lula em caso de veto da candidatura; Manuela D'Ávila (PCdoB), que vai assumir a vice após uma definição da Justiça sobre a situação de Lula; as presidentes do PT e do PCdoB, Gleisi Hoffmann e Luciana Santos; o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu; e os advogados Luiz Fernando Casagrande Pereira e Fernando Neisser.

Haddad foi apresentado ao tribunal como candidato a vice-presidente. Após o pedido de registro, Gleisi confirmou que a certidão criminal de Lula entregue ao TSE é a do domicílio eleitoral do petista -- ou seja, do estado de São Paulo. Desta forma, a certidão não inclui as condenações de Lula na Operação Lava Jato, que foram dadas por tribunais da região Sul. Após deixar o prédio do tribunal, Gleisi exibiu o papel que comprova o pedido de registro à militância como um troféu. "Lula é candidato", gritou a senadora.
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A ex-presidente Dilma Rousseff também participou do ato. "Eles achavam que iam nos destruir, que nós não iríamos resistir, mas nós ficamos de pé, como povo brasileiro, que é corajoso, que enfrenta todas as adversidades. Nós enfrentamos esses golpistas porque queremos acabar com o retrocesso dos direitos sociais", discursou Dilma.

"Eles podem ter nos dado um golpe em 2016 [...] mas estão derrotados porque não tem um candidato dos golpistas que pode enfrentar o candidato do Partido dos Trabalhadores", completou, ouvindo de volta gritos de "fora, Temer".

Segundo a petista, os "golpistas" criaram um candidato de extrema direita, que defende tortura e a ausência de direitos para as mulheres, referência indireta ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Candidata ao Senado por Minas Gerais, ela empolgou a multidão ao dizer que vai "lutar contra os dois golpistas principais e derrotá-los mais uma vez".
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Marcha no DF reuniu ao menos 10 mil pessoas - O PT buscou transformar o registro de Lula em um grande ato político, com milhares de militantes e lideranças aliadas de Lula reunidas nas imediações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os militantes caminharam pela Esplanada dos Ministérios até chegar ao tribunal. A Polícia Militar do Distrito Federal, estimou em 10 mil o número de manifestantes. O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que organizou a marcha, informou que havia cerca de 50 mil pessoas na passeata.

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