quarta-feira, 18 de julho de 2018

Odacy Amorim desiste de candidatura e vai apoiar Marília Arraes

Amorim, desista da disputa pelo Governo do Estado, em busca de 
uma cadeira na Câmara Federal. (JC Online – Foto: Roberto Soares Alepe).

O deputado estadual Odacy Amorim anunciou a retirada da sua pré-candidatura ao governo do Estado durante reunião da Executiva estadual do PT nessa terça-feira (18). Ele será candidato a deputado federal e, inclusive, já vinha fazendo campanha para à Câmara dos Deputados em paralelo ao pleito da majoritária. 

Em um comunicado lido aos correligionários, Odacy reafirmou a importância da construção de uma unidade no partido e considerou que à candidatura do ex-presidente Lula deve ser uma prioridade. "Entendo, ainda, que esse é um momento que demanda unidade do PT de Pernambuco em qualquer das alternativas de táticas eleitorais que ao final for adotada, seja a candidatura própria que sempre defendi, ou seja a aliança que vem sendo tentada pela direção nacional do PT. Para contribuir com essa unidade, estou retirando a minha pré-candidatura ao Governo do Estado", diz o comunicado. 

Com a desistência de Odacy, ficam apenas as pré-candidaturas da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT) e do dirigente José de Oliveira. A convenção do diretório estadual deve ocorrer entre os dias 27 e 29 de julho.  A Executiva Nacional do PT ainda busca um apoio formal do PSB à candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto, o que implicaria em acordos nos estados, e na retirada do nome de Marília Arraes. Embora a maioria dos socialistas esteja mais inclinado a apoiar o ex-governador do Ceará e presidenciável Ciro Gomes, há resistências do partido, incluindo a do próprio governador Paulo Câmara (PSB), que chegou a afirmar que independente do que o a sigla decidir, ele fará palanque para Lula nas eleições estaduais.

Ainda há a possibilidade de liberação nos estados, o que beneficiaria Paulo e também o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que busca uma adesão dos socialistas à Geraldo Alckmin (PSDB). Essa tese, porém, foi rechaçada pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que afirmou que a neutralidade é "inaceitável". 

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