quarta-feira, 18 de julho de 2018

Marília sobre Paulo Câmara: "A gente não sabe de que lado ele é"

Posição da petista, foi exposta durante entrevista concedida ao programa Conversa Afiada, 
comandado pelo apresentador Paulo Henrique Amorim. (JC Online – Foto: Diego Nigro/JC Imagem).

A pré-candidata ao governo do Estado de Pernambuco, Marília Arraes (PT), voltou a utilizar a estratégia de criticar o posicionamento do atual governador Paulo Câmara (PSB) de buscar o apoio do PT no seu projeto de reeleição. Em entrevista concedida ao programa Conversa Afiada, comandado pelo apresentador Paulo Henrique Amorim, a vereadora do Recife classificou o perfil do socialista como 'gerencial'. 

"Ele é um gerente que deveria ser guiado por um líder político que não está mais aqui. Então, não dá para expressar o posicionamento político dele. O que eu quero dizer: A gente precisa construir a unidade da esquerda, do campo progressista, é necessário. Mas essa unidade tem que ser construída com base em projetos e não simplesmente no 'toma lá da cá', no 'tu tira uma candidatura aqui que a gente te apoia ali', não é assim, não dá para fazer esse diálogo", cravou a pré-candidata, que é neta do ex-governador Miguel Arraes.

Marília também se preocupa em reconhecer as articulações da Executiva Nacional em prol da candidatura de Lula. O partido ainda busca um apoio formal do PSB à candidatura do ex-presidente Lula, o que poderia implicar na retirada da candidatura própria. "Lógico, o PT Nacional está em uma luta grande para fazer a defesa de Lula, para sair do isolamento e precisa fazer esses diálogos, é natural. A gente lá em Pernambuco cumpre uma função que a gente acredita que é extremamente necessária, que é fazer a defesa do nosso projeto e resgatar o estado do marasmo que se tornou", disse a petista. 

Gleisi - A presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffman,esteve em Recife na semana passada para uma conversa com o diretório estadual e com Paulo Câmara. Com o governador, ela busca o apoio de Pernambuco, que tem um peso considerável no colegiado do PSB.  "Eu me considero também nessa batalha para a gente tirar o PT nacionalmente do isolamento, para a gente buscar apoio à candidatura do presidente Lula, mas considero importante a gente ter um projeto também em Pernambuco. Mas de qualquer forma a presidente está fazendo o papel que ela tem que fazer, de buscar essas articulações nacionais, mas nós vamos sempre respeitar as decisões do partido", disse Marília.

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