segunda-feira, 9 de julho de 2018

Fundarpe anuncia show de rapper autora de música sobre sexo oral

“O que me anima é a habilidade na lambida. Lá lá lá, me lambe lá”, diz trecho da 
composição da cantora Karol Conka. (Foto: Caio Kenji/G1 Santa Catarina)

Há dez dias do início de um dos maiores, se não o maior Festival Multicultura da América Latina, o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), O Governo do Estado de Pernambuco, através da Fundarpe e a Secult, responsáveis pela organização e realização do evento, divulgaram no início da tarde desta segunda (9), mais uma atração a compor a programação oficial do evento, que este ano, ocorrerá entre os dias 19 e 28 de julho.

Desta vez, trata-se da consagrada rapper curitibana, Karol Conka, que no seu vasto leque de composições, conta com uma em especial, “Lalá”, de 2017, que chama atenção. Nela, a cantora sem nenhum pudor, reclama de um sexo oral mal feito. Não fosse o bastante, a mesma letra ainda propaga a cultura do uso da planta herbácea, cannabis sativa, na forma da droga popularmente conhecida como “maconha”. Em determinado trecho da música, que pode ser conferida no vídeo abaixo, Karol canta: “O que me anima é a habilidade na lambida. Malícia, muita saliva enquanto eu queimo uma sativa”.

Não menos agressiva, noutro trecho, segue a música: “Moleque mimado bolado que agora chora. Só porque eu mandei ajoelhar. Fazer um lalá por várias horas. Lá lá lá, me lambe lá”, e finaliza: “Mal sabe a diferença de um clitóris pra um ovário. Dedilham ao contrário. Egoístas criando um orgasmo imaginário”.

Com um disco e dois EPs lançados, a artista curitibana ganhou destaque no cenário nacional por misturar a estética do trap hop e funk com letras de caráter nada conservador. Seu trabalho como rapper começou ainda em 2004. Suas músicas, abordam temas ainda mal entendidos pela sociedade, embora registramos, suas composições reconhecidamente, tratam de exaltar a força feminina, empoderando as mulheres contra o machismo e o racismo, como no caso das músicas "Tombei" e "É o Poder".

Prestes a lançar seu segundo álbum de inéditas, intitulado “Ambulante”, em agosto, a curitibana atualmente se prepara para uma nova etapa da sua carreira. Na 28ª edição do FIG, a estreia de Karol Conka já tem data marcada para acontecer. A rapper, se apresentará no dia 28 de julho, no Palco Pop, instalado no Parque Euclides Dourado, as 20 horas.

Notoriedade, premiações e sucesso

Após nove anos de carreira, em 2013, Karol recebeu sua primeira estatueta na categoria Artista Revelação, no Prêmio Multishow de Música Brasileira. Com o lançamento da canção "Tombei" com o grupo Tropkillaz, em 2015, ela voltou à premiação, vencendo a categoria Nova Canção. A música em questão ainda se tornou tema de abertura do seriado "Chapa Quente", em  2016, estrelada por Ingrid Guimarães e Leandro Hassum.

No ano seguinte, em 2017, a canção "Bate a Poeira", do seu primeiro disco, se tornou tema da 25ª temporada de Malhação, subtitulada de “Viva a Diferença”, tema próximo daquele defendido pelo FIG 2018: "Um Viva a Liberdade". A partir de sua trajetória, Karol Conka se consagrou como um dos grandes nomes do rap e do movimento feminista no país, fazendo shows, não apenas pelo Brasil, mas pelo mundo inteiro.


Abaixo, você confere o clipe oficial da música "Lalá"




Confira a letra da música, na íntegra:

Lá lá lá

Moleque mimado bolado que agora chora
Só porque eu mandei ajoelhar
Fazer um lalá por várias horas

Ele disse por aí que era o tal
Pega geral e apavora
Seduzi pra conferir
E percebi que era da boca pra fora

Dá pra perceber, existem vários
Falam demais, fingem que faz
Chega a ser hilário
Mal sabe a diferença de um clitóris pra um ovário
Dedilham ao contrário
Egoístas criando um orgasmo imaginário

Pouco importa pra ele se você também tá satisfeita
Esses caras ainda não aprenderam que 10 minutos é desfeita
Meia bomba que toma não aguenta o molejo da lomba
Se desmonta, tem medo e no final só me desaponta

Já fico arrependida
Seca, desacreditada e fria
Desse jeito desanima
Quero ser bem atendida

O que me anima é a habilidade na lambida
Malícia, muita saliva enquanto eu queimo uma sativa

Lá lá lá, me lambe lá
Lá lá lá, me lambe, me lambe, me dê uma lambida lá

É inacreditável, eles ficam sem ação
Quando a gente sabe o que quer e já mete a pressão
Tem que saber fazer senão gera contradição
Direitos de prazer iguais, mais compreensão

Isso daqui não tá de enfeite
Dá um jeito, se ajeite
Sem ser fake, então vai se deite
Se eu quero, respeite

O clima deixa de ser quente, confundiu minha mente
Falam demais, quando chega na hora a ação não é equivalente
Nem vem, sou apenas mais uma com experiência e sabe quem tem
Vejo vários convencidos achando que no final mandou bem

Minhas amigas concordam também
Vocês podem ir mais além
Sem dedicação espantam um harém

Curvem-se, encostem os lábios na flor
Quebra esse tabu, isso não é nenhum favor

O que me anima é a habilidade na lambida
Malícia, muita saliva
Enquanto eu queimo uma sativa

Lá lá lá
Lá lá lá, me lambe lá
Lá lá lá, me lambe, me lambe
Me dê uma lambida lá
Lá lá lá
Lá lá lá, me lambe lá
Lá lá lá, me lambe, me lambe
Me dê uma lambida lá

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