segunda-feira, 4 de junho de 2018

Distrito Federal: Cunha é condenado a mais de 24 anos de prisão

Processo em que ex-presidente da Câmara foi condenado, é derivado da Operação Sépsis, que investiga
desvios no Fundo de Investimento do FGTS. (Estadão Conteúdo – Foto: Lula Marques / AGP)

A Justiça Federal do DF, condenou na última sexta-feira (1º), o ex-presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, a 24 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, em processo derivado da Operação Sépsis, que investiga desvios no Fundo de Investimento do FGTS. Cunha já está preso em Curitiba (PR) desde outubro de 2016.

A sentença foi determinada pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, que condenou Cunha por corrupção, violação de sigilo e lavagem de dinheiro. O ex-deputado também foi condenado pelo juiz Sergio Moro em 2017 a 15 anos e 4 meses de prisão na Operação Lava Jato.

Na sentença desta sexta, Vallisney também nega a Cunha o pedido de revogação de sua prisão, para "preservar não apenas a ordem pública e a aplicação da lei penal, mas também a ordem econômica", apontando que o réu tem controle de eventual conta no exterior, havendo o risco de movimentação dos valores, conseguidos de forma ilícita.

O ex-deputado e ex-ministro Henrique Eduardo Alves e o corretor Lúcio Funaro também também foram condenados, ambos a mais de oito anos em regime fechado. Funaro, no entanto, por ser delator, tem benefícios e deve continuar na prisão domiciliar.

Multas - A Justiça ainda fixou multas de R$ 7 milhões de reais para Eduardo Cunha e R$ 1 milhão para Henrique Alves. O Ministério Público Federal (MPF) havia pedido 386 anos de prisão para Cunha e 78 anos a Alves.

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