segunda-feira, 4 de junho de 2018

Brasil: Congresso não reduzirá preços de gasolina e gás de cozinha

Orçamento apertado, Lei de responsabilidade Fiscal e teto de gastos
limitam ação do governo. (Folha de São Paulo – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress).

BRASÍLIA - Com o fim da greve dos caminhoneiros –que resultou em desconto de R$ 0,46 no litro do óleo diesel– e a normalização do abastecimento de combustíveis, o comando do Congresso não vislumbra um cenário de queda de preços de gasolina, etanol e gás de cozinha. Em Brasília, o litro da gasolina é vendido à população por aproximadamente R$ 5 nos postos. O botijão de gás liquefeito petróleo (GLP) chega a R$ 80.

Para os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB do Estado do Ceará), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM do Rio de Janeiro), a margem de manobra orçamentária é muito pequena para o governo atuar na redução do patamar. Maia destaca ainda que o governo se depara com travas da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da emenda à Constituição que estabeleceu um teto para os gastos.

O deputado acredita que a única política a ser feita no momento é o uso de impostos flutuantes, que seriam reduzidos no caso de alta do valor do petróleo. A providência, porém, não reduz o patamar de preço dos combustíveis, apenas suaviza as oscilações. Essa medida ganha força desde de semana passada no Ministério de Minas e Energia como forma de amortecer o impacto da volatilidade do preço na bomba.

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