quinta-feira, 17 de maio de 2018

PT negocia apoio a Paulo por aliança com PSB em Minas Gerais

Acordo, prevê que o senador Humberto Costa (PT) dispute a reeleição na
chapa de Paulo. (JC Online – Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula).

O PT e o PSB costuram um entendimento para que os petistas apoiem a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB), em troca do apoio socialista ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); inclusive para batalhar contra o pedido de impeachment que tramita na Assembleia mineira. O tema foi debatido durante um jantar em Brasília entre Paulo; o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB); o presidente do PSB, Carlos Siqueira; a presidente do PT, Gleisi Hoffmann; e o deputado federal Paulo Teixeira.

O acordo prevê que o senador Humberto Costa (PT) dispute a reeleição na chapa de Paulo. Acaso seja batido, o PT Nacional deve chamar a vereadora do Recife e pré-candidata ao governo Marília Arraes (PT) e oferecer estrutura para que ela dispute a Câmara Federal. O movimento deve ser selado amanhã quando Pimentel desembarca no Recife para uma agenda com Paulo contra a privatização da Eletrobras.

“Nós computamos dez estados em que PT e PSB têm interesses próximos, juntos, concomitantes. Tanto estados em que o PSB pode nos apoiar, quanto que o PT pode apoiar o PSB. A gente começou a abrir essa discussão. E agora nós vamos sentar com esses estados para ter um mapeamento completo das forças. Isso fortalece o campo da esquerda”, afirmou Gleisi, em entrevista à Rádio Arapuan, de João Pessoa.

O PT ainda faz movimentos para tentar conquistar o apoio do PSB à candidatura presidencial. No PSB, porém, o sentimento majoritário é de marchar com o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT). “Todos os partidos nesse campo de centro-esquerda que tem candidato têm interesse no apoio do PSB. Inclusive o PT. O que nós fizemos foi identificar interesses recíprocos em vários estados. Em alguns o PT nos apoiará. Em outros, nós apoiaremos o PT”, explicou Carlos Siqueira. O presidente nacional do PSB admitiu que uma aliança em Pernambuco foi discutida, mas evitou confirmar que o acordo foi fechado.

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