quinta-feira, 10 de maio de 2018

Dudu da Fonte vira réu no STF por corrupção e lavagem de dinheiro

Deputado é acusado de ter recebido R$ 300 mil reais em propina para favorecer empresa 
UTC Engenharia em contratos com a Petrobras. (R7.com – Foto: Leonardo Prado/Agência Brasil).

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou na última terça-feira (8), por 3 votos a 2, uma denúncia contra o deputado federal pernambucano pelo PP, Eduardo da Fonte, por corrupção e lavagem de dinheiro, tornando o parlamentar réu na Operação Lava Jato.  Eduardo fonte foi denunciado ainda em 2016 pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os crimes teriam sido cometidos entre 2009 e 2010, quando o político já era parlamentar. Ele foi reeleito em 2014.

Na denúncia, ele é acusado de ter recebido R$ 300 mil reais em propina para favorecer a empresa UTC Engenharia em contratos com a Petrobras. O esquema foi relatado em delação premiada pelo dono da UTC, Ricardo Pernambuco, que teria apresentado documentos como prova dos repasses ilícitos. Segundo o empresário, o dinheiro foi pago para que a empreiteira fosse beneficiada na construção de uma planta de processamento de coque – um derivado de petróleo -  situado no Estado do Paraná, mas as vantagens indevidas não teriam se consumado.

Segundo a acusação, R$ 100 mil foram recebidos em dinheiro vivo, e R$ 200 mil foram encaminhados por meio de doações oficiais ao diretório do PP em Pernambuco. O recebimento da denúncia começou a ser julgado no STF duas vezes, sendo interrompido por pedidos de vista. A defesa de Eduardo da Fonte sustenta que a denúncia é inepta e contraditória, e que o pedido de recursos para a campanha eleitoral feito pelo deputado foi dentro da lei vigente à época, que permitia doação por empresas a candidatos.

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