sexta-feira, 25 de maio de 2018

Apesar de acordo, caminhoneiros seguem mobilizados aqui em PE

Movimento grevista desses profissionais paralisa o país desde a última segunda feira (21), 
quando oficialmente a greve foi deflagrada. (JC Online – Fotos: Reprodução).

Mesmo após acordo feito com o Governo Federal Brasileiro e a suspensão da greve por um período de 15 dias, os caminhoneiros continuam mobilizados em rodovias aqui do Estado de Pernambuco. Desde a última segunda-feira (21), a categoria realiza manifestações contra o aumento do preço do diesel. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os bloqueios desta sexta-feira (25) acontecem em vias do Grande Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão do Estado. Nos pontos de interdição, veículos de pequeno porte, ambulâncias, ônibus e caminhões com cargas para hospitais estão conseguindo passar.

"Não vamos sair daqui. Não só daqui, como de todos os Estados, enquanto o Governo não se pronunciar. O pessoal que fez o acordo lá, não tinha ninguém nosso. Ninguém falou com a gente. Eles viraram as costas", declarou Miguel Victor, de 28 anos, um dos coordenadores do movimento e que está realizando uma manifestação na rodovia BR-101, na altura do quilômetro que corta Jaboatão dos Guararapes.

Acordo com os caminhoneiros - Apesar de o Governo Federal Brasileiro ter anunciado o fim da paralisação dos caminhoneiros, os líderes da categoria que assinaram o acordo não asseguraram, ao fim do longo e tenso dia de reuniões no Planalto que seus filiados voltarão ao trabalho a partir desta sexta-feira (25).
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"Assumimos o compromisso e vamos repassar o acordo ainda hoje, na íntegra, para todos. Mas é a categoria que vai analisar e é o entendimento deles que vai dizer se isso foi suficiente ou não. O que estou dizendo para eles é que chegamos aqui com duas reivindicações e saímos com 14, e houve uma sensibilidade do governo no atendimento às reivindicações", declarou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Autônomos (CNTA), Dilmar Bueno. O representante dos caminhoneiros não assegurou que a categoria voltaria ao trabalho nesta sexta-feira (25).

Já os presidentes das Federações de Transportadores Autônomos de São Paulo e de Minas Gerais, Norival de Almeida e Silva e Gilmar Carvalho, respectivamente, demonstraram pessimismo. "Saio preocupado. Acho que podem não aceitar", disse Carvalho. Segundo ele, é "a categoria quem decide". O representante se comprometeu a mostrar os avanços obtidos na negociação, mas sem dar garantias do fim do movimento. "O valor viável do combustível não existe (no acordo)", afirmou.
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