segunda-feira, 9 de abril de 2018

"Um crime sem conduta", argumenta defesa do ex-presidente Lula

"Vamos recorrer sim. Discute-se isso no STJ, em nível de recurso especial, e no STF, em nível de recurso extraordinário", defende o advogado do ex-presidente. ( Estadão Conteúdo – Foto: Agência Brasil).

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai ao Superior Tribunal de Justiça para tentar livrar o petista da prisão da Lava Jato, sempre insistindo na tese de sua inocência. Os advogados alegam que Lula foi condenado 'por um crime sem conduta' no processo do famoso triplex do Guarujá. Aos ministros do STJ, onde cabe recurso especial, os advogados vão reiterar a versão de que o triplex não é e nunca foi de Lula "Os argumentos ao STJ são inúmeros, inclusive atipicidade da conduta", destacou o criminalista José Roberto Batochio, do núcleo de defesa do ex-presidente.

"De quem é o apartamento?", questiona o veterano advogado, referindo-se ao fato de que, formalmente, o triplex está em nome da empresa OAS -, enquanto que a Operação Lava Jato, de Curitiba (PR), sustenta que a empreiteira pagou propinas de R$ 2,2 milhões de reais a Lula por meio de obras de reforma e melhorias do apartamento do Guarujá, em troca de contratos com a Petrobras durante o governo do petista.

A defesa - Para Batochio, este é um 'caso muito claro de crime sem conduta.” "Alguma vez na vida alguém viu o Lula saindo de toalhinha no pescoço, de sunga, ou com as chaves (do triplex) na mão? Qual o ato que Lula praticou para receber a reforma da cozinha do imóvel? Qual o objeto da corrupção? Ora, o que precisa para condenar um inocente? Só a boa vontade do acusador e do julgador? Trata-se de um crime sem conduta." "Vamos recorrer sim. Discute-se isso no STJ, em nível de recurso especial, e no Supremo, em nível de recurso extraordinário", pondera Batochio.

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