sexta-feira, 13 de abril de 2018

"Possibilidade de aliança cresceu", diz Humberto, sobre PT e PSB

Sinalização mais assertiva de Humberto ocorreu dois dias após o Governador ter ido até Curitiba, 
no Paraná, tentar visitar o ex-presidente Lula (PT). (JC Online – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado).

“A solidariedade que o PSB e especialmente o a do governador Paulo Câmara tem demonstrado nesse momento difícil do nosso partido vão ser levadas em conta. Eu diria que hoje a possibilidade de haver uma aliança cresceu com todo esse cenário que estamos vivendo. Mas a possibilidade de nós sairmos com a candidatura própria também continua a ser uma hipótese”, afirmou o senador Humberto Costa (PT), em entrevista à Rádio Jornal, ao ser questionado sobre o PT apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara.

A sinalização mais assertiva de Humberto ocorreu dois dias após Paulo ter ido até Curitiba, no Paraná, tentar visitar o ex-presidente Lula (PT) na carceragem da Polícia Federal, um dos mais expressivos gestos de aproximação entre o PSB de Pernambuco e o PT. O Palácio do Campo das Princesas cobrava do PT uma sinalização mais concreta de que haverá a aliança. Os petistas mantém pré-candidaturas ao governo, como a da vereadora do Recife Marília Arraes, o que pode segundo a maioria das projeções, favorecer o plano da oposição de levar a disputa ao segundo turno.

Em entrevista à Rádio Jornal, Humberto Costa avaliou que uma aliança entre os partidos está cada vez mais palpável, mas mostrou ressalvas em relação a possível candidatura presidencial pelo PSB do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, relator do Mensalão. Na visão de Humberto, um candidato socialista poderia inviabilizar alianças com o PT em estados como na Paraíba, Piauí, Ceará e Maranhão. Em São Paulo, lembrou o petista, o governador Márcio França (PSB) busca o apoio do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) para se reeleger.

“Eu diria que talvez para o próprio PSB não ter candidato talvez seja um cenário melhor. Mesmo que tenha, nós sabemos que o partido vai ter uma posição flexível em relação aos estados”, diz o senador. “Nesses estados, nós temos convicção e certeza que é provável que o PSB esteja com o nosso candidato a presidente da República, mesmo que haja uma candidatura do PSB”, projeta o senador.

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