quinta-feira, 12 de abril de 2018

Polícia procura ex-prefeito alagoano por desvio de R$ 12 milhões

Fraudes, segundo MP, foram executadas por meio de três empresas fantasmas que, supostamente,
prestavam serviços de locação de veículos para Mata Grande. (Estadão Conteúdo – Foto: Reprodução).

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Alagoas, e a Polícia deflagraram nesta quarta-feira (11), a Operação Ánomos, para prender o ex-prefeito (2009/2016) de Mata Grande, José Jacob Gomes Brandão (PP), envolvido em um esquema de corrupção que teria desviado cerca de R$ 12 milhões dos cofres públicos. Jacob fugiu. A Justiça de Alagoas decretou a prisão de mais onze investigados, entre eles um cunhado do ex-prefeito. Ánomos, que dá nome à operação, é palavra de origem grega, que significa um estado sem lei ou regras, cujos gestores não estão submetidos a limites legais ou morais.

As fraudes, segundo informa os promotores, foram executadas por meio de três empresas fantasmas que, supostamente, prestavam serviços de locação de veículos para a administração da cidade de 25 mil habitantes, situado a 280 quilômetros da capital do Estado, Maceió. A ação acontece nos municípios de Maceió, Paulo Jacinto, Mata Grande e Santana do Ipanema. Os promotores e os policiais cumpriram dez mandados de prisão. A Justiça decretou a prisão de Jacob, apontado como o "líder do esquema".

Segundo os promotores do Gaeco, os crimes do grupo de Jacob movimentaram algo em torno de R$ 12 milhões de reais. As empresas de fachada, aponta a investigação, celebravam contratos fictícios com a prefeitura de Mata Grande como se estivessem locando veículos ao Executivo. Os promotores constataram que a prestação de serviços não acontecia e "o objetivo do bando era apenas desviar recursos públicos".

As investigações mostram que as empresas concorriam nas licitações, venciam e, depois, supostamente, sublocavam toda a frota exigida pela prefeitura a pessoas físicas, geralmente parentes e correligionários do então prefeito. Nos contratos, ficava um porcentual de 40% para o pagamento de quem sublocava os veículos e os outros 60% eram divididos entre o prefeito, o dono da empresa e possíveis atravessadores.

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