quarta-feira, 4 de abril de 2018

Brasil: Juristas lançam manifesto contra fala do general Villas Bôas

Se referindo ao julgamento do habeas corpus preventivo de Lula, general escreveu que o Exército 
Brasileiro "está atento às suas missões institucionais". (Mônica Bergamo – Foto: Reprodução)

Um grupo de 150 juristas, defensores públicos e advogados, além de outras personalidades, assinou um texto com críticas às falas de militares que antecedem o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no STF. A principal manifestação foi feita pelo chefe do Exército, Eduardo Villas Bôas. Na terça-feira (3), ele postou uma mensagem no Twitter afirmando que a corporação "compartilha o anseio dos cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia". Além disso, ainda na mesma postagem e se referindo ao julgamento do habeas corpus preventivo de Lula, que está sendo julgado na Suprema Corte, o general Vilas Boas escreveu que o Exército Brasileiro "está atento às suas missões institucionais".

A nota dos juristas diz que "as recentes manifestações que evocam atos de força configuram clara intimidação sobre um Poder de Estado, o Supremo Tribunal Federal. Algo que não acontecia desde o fim da ditadura militar. É urgente que os Poderes da República repudiem esse tipo de pressão. As falas veiculadas nas últimas horas por oficiais das Forças Armadas dificultam um julgamento isento e colocam em xeque a democracia. Não são pessoas que estão em jogo. É a República. É a democracia".

Assinam a nota, entre outras personalidades, Lênio Streck, Celso Antonio Bandeira de Mello, Pedro Serrano, Tecio Lins e Silva, Flávio Dino (que é governador do Maranhão), Jose Eduardo Cardozo, Celso Amorim, Tarso Genro, Fernando Haddad, Cezar Britto, Carol Proner, Leonardo Yarochewski, Roberto Figueiredo Caldas, Mauro Menezes, Marco Aurélio de Carvalho, Alberto Toron, Antonio Carlos de Almeida Castro, a deputada Manuela D`Avila e o antropólogo Luiz Eduardo Soares.

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