sexta-feira, 13 de abril de 2018

PT, Lula e Temer podem se unir para barrar prisão em 2ª instância

Após a prisão de Lula, há o temor de que os aliados do presidente sejam atingidos, daí o 
motivo para reaproximação. (JC Online/O Estado de São Paulo – Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, depois da condenação em segunda instância no Supremo Tribunal Federal (STF), o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Palácio do Planalto podem estar unidos para barrar o cárcere neste tipo de julgamento. De acordo com matéria exibida pelo Jornal O Estado de S.Paulo, o acordo entre a sigla e a representação executiva brasileira foi estabelecido antes mesmo do pedido de habeas corpus do líder petista ser negado em plenário no STF.

O presidente Michel Temer e o ex-presidente Lula, em embates após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, há quase dois anos, parecem estar cada vez mais próximos. Para estabelecer o acordo, o ex-assessor de Temer, Sandro Mabel, foi convocado para que os aliados do presidente não sejam atingidos como Lula foi.

Segundo a reportagem, publicada na edição desta sexta-feira (13), um das coisas que foi estabelecida no acordo é a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, que é a favor da prisão após a segunda instância. Ele foi nomeado por Temer ao Supremo. Inclusive, Moraes esteve nesta semana com aliados de Lula, sendo o presidente do PT-SP, Luiz Marinho e o ex-ministro Gilberto Carvalho. Gilmar Mendes, contra a execução penal neste caso, também esteve no encontro para debater sobre o julgamento.

Um dos interlocutores do ministro contou a reportagem do Estado de São Paulo, que o assunto entre os petistas se trata apenas de soltar Lula e estabelecer diálogos. Moraes explicou que todas as suas agendas "são públicas", tentando desviar da pressão sobre os encontros com os petistas. Nos últimos encontros entre os ministros e os políticos do PT e aliados de Temer, as relações entre as duas partidas - que antes estavam em caminhos opostos -, parecem estar entrelaçados em busca de um único objetivo: consiga livrar seus respectivos aliados da prisão após serem alvos das investigações da Lava Jato.

Temer e Lula - No dia 29 de março, Temer chegou a enviar uma nota à Lula, que dá a entender um apoio ao líder petista, após a prisão dos seus ex-assessores José Yunes e coronel João Baptista Lima Filho. Na publicação, o presidente diz que não apoia a o cerceamento da livre vontade do povo, contra a possível prisão de Lula, que ainda não estava em cárcere.  Além disso, uma das alternativas do PT é pressionar os parlamentares para conseguir o apoio suficiente para tentar libertar Lula da prisão. 

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