quarta-feira, 28 de março de 2018

Raquel acusa Aécio por corrupção passiva e obstrução da justiça

Senador foi gravado pedindo R$ 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista e ainda é acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. (Estadão Conteúdo – Foto: Divulgação).

Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acusou o senador Aécio Neves, do PSDB do Estado de Minas Gerais, de usar o cargo para atingir objetivos espúrios e reiterou o pedido para que a Corte receba a denúncia apresentada contra o tucano pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça no âmbito da delação feita por executivos da J&F.

Aécio foi gravado pedindo um montante de R$ 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, do grupo JeF, e é acusado de tentar atrapalhar o andamento das investigações da Operação Lava Jato. Além de Aécio Neves, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou no ano passado Andrea Neves da Cunha, irmã de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador conhecido como Fred, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (MDB-MG).

“O teor das articulações de Aécio Neves, obtidas por meio das interceptações telefônicas, ilustra de forma indubitável que a conduta do acusado, que procurou de todas as formas que estavam ao seu alcance livrar a si mesmo e a seus colegas das investigações, não se cuidou de legítimo exercício da atividade parlamentar”, observou a procuradora-geral da República em sua comunicação dirigida ao STF.

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