segunda-feira, 5 de março de 2018

Terça (6), Pernambuco vivencia seu primeiro feriado da data Mágna

Mais do que um dia em que repartições públicas fecham, data presta uma homenagem à chamada 
Revolução Pernambucana, quando o estado se tornou uma república independente. (G1 Caruaru e Região).

Apróxima terça-feira, 6 de março, será feriado pela primeira vez em Pernambuco. O dia, será dedicado à celebrar a data Mágna do estado, que foi instituída em 2017 através de Projeto de Lei de autoria dos deputados Terezinha Nunes (PSDB) e Isaltino Nascimento (PSB), aprovado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Mais do que um dia em que repartições públicas fecham e instituições de ensino não têm aula, a data magna estadual presta uma homenagem à chamada Revolução Pernambucana, quando o estado se tornou uma república independente do resto do Brasil colonial.

O ano era 1817. A então capitania de Pernambuco se revoltou e declarou independência do resto do Brasil no dia 6 de março, rompendo com o governo da família real portuguesa. A República durou cerca de 70 dias, mas marcou a história do país. A bandeira do estado, ostentada por muitos pernambucanos com orgulho, é a mesma utilizada pelos revolucionários. Ela foi adotada pelo então governador, Manoel Borba, em 1917.

Apesar da curta existência, o estado independente chegou a ter um embaixador, Cruz Cabugá – que atualmente dá nome a uma das principais avenidas do Recife. Segundo o professor George Cabral, Presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Estadual, a república de Pernambuco era um projeto de nação muito bem pensado, muito avançado para a época, evocando um país com liberdade de consciência, culto, imprensa, além de uma preocupação com a transparência e legalidade das ações do governo.

A República de Pernambuco, acredita Cabral, deixa um legado para os dias atuais. “As coisas que eram defendidas em 1817 ainda são defendidas hoje. Eles lutavam contra o excesso de impostos, que é ainda uma bandeira nossa. Tudo isso tem que ser valorizado. Se nós, pernambucanos, não reconhecermos isso, como o resto do país vai?”, destaca ele.
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